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10/01/2001

Brasil: destinos que prometem decolar no novo século

   O ano de 2001 promete ser de otimismo para o turismo nacional. De acordo com o presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Caio Luís de Carvalho, alguns dos Estados que estão mais empenhados na elaboração de planos para desenvolver a atividade são Rio Grande do Norte, Maranhão e Paraná. Segundo Carvalho, os três devem decolar no cenário brasileiro no ano que vem. Para que seus planos se concretizem, no entanto, é imprescindível a obtenção de recursos com programas de incentivo como o Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur), que beneficia a infra-estrutura turística dos Estados e já foi iniciado no Nordeste.

   Plano Maior Com o intuito de alavancar o turismo, o Maranhão lançou o Plano Maior, que prevê investimentos na ordem de R$ 814 milhões até 2010, sendo R$ 475 milhões do setor público e R$ 339 do privado. Nesse período, a meta é a criar 140 mil empregos e elevar o número de turistas para 1,5 milhão ao ano (hoje o Estado recebe 400 mil). O governo de Roseana Sarney já deu início ao plano investindo R$ 100 milhões em obras de infra-estrutura, como a modernização do Aeroporto de São Luís e das estradas. Foram criados, ainda, cinco pólos turísticos para serem explorados. O Pólo São Luís, que inclui a capital, Alcântara, São José de Ribamar, Raposa e o Paço do Lumiar, oferece atrativos históricos, culturais e religiosos nessa região. O segundo é o Parque dos Lençóis, que aposta na beleza natural das dunas e lagoas dos Lençóis Maranhenses.

   Já no Pólo Delta das Américas - que fica na altura em que o Rio Parnaíba desemboca no Oceano Atlântico, formando um conjunto de ilhas e igarapés - o chamariz também é o lado ecoturístico. E o Pólo Floresta dos Guarás, que fica numa área com tradição em pesca artesanal, tentará atrair amantes de esportes à vela e mergulhadores. Finalmente, o Pólo Chapada das Mesas destaca a cidade de Imperatriz, que exibe atrativos naturais como cachoeiras, chapadas e sítios arqueológicos.

   Também no Nordeste, o Rio Grande do Norte está despontando como destino turístico internacional. Este ano, o Estado registrou aumento de 99,5% no número de visitantes estrangeiros, um total de 68.876 turistas (principalmente escandinavos, portugueses e italianos), que somados aos 1,24 milhão de brasileiros totalizam quase 1,1 milhão de turistas. Obras Para atrair mais viajantes para lá, uma série de benfeitorias deve ser realizada em 2001. Uma delas, segundo o secretário estadual de Turismo, Ivanaldo Bezerra, é a continuação da construção de estradas de ligação entre as rodovias federais e o litoral.

   Além disso, obras de saneamento básico, planos diretores dos municípios de interesse turístico e a construção de um auditório para 2,5 mil pessoas são metas para o ano que vem. Bezerra afirma que em 2001 a viabilização dessas medidas será facilitada por causa da flexibilização de recursos do Prodetur pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e pelo Banco do Nordeste.

   O Estado também participará do projeto Metodologia do Inventário da Oferta Turística, no qual serão sistematizadas as informações sobre os atrativos, equipamentos e serviços, ferramenta essencial para planejar de forma sustentada o desenvolvimento do turismo. A iniciativa privada, por sua vez, pretende construir por lá um campo de pouso que irá permitir a operação de aviões de médio porte - tipo bandeirante.

   Pólos no Paraná Na Região Sul, a Paraná Turismo, entidade da Secretaria de Estado do Esporte e Turismo do Paraná, preparou dezenas de programas para melhorar as condições dos pólos turísticos já existentes e para o lançamento de novos destinos turísticos. O Estado também concentra esforços para a orientação do crescimento ordenado do turismo, por meio da municipalização do setor e da capacitação de profissionais. Em 99, o Paraná recebeu 2,9 milhões de visitantes, sendo 90% brasileiros, a maioria proveniente de São Paulo. Os destinos mais procurados são Curitiba e Foz do Iguaçu, responsáveis por 70% do fluxo turístico no Estado.

   Entre as prioridades está o aproveitamento da infra-estrutura das usinas hidrelétricas, que fica no entorno do Reservatório de Itaipu, no extremo oeste do Estado. Lá, está prevista a implantação de quatro distritos turísticos: Itapulândia, Santa Helena, Entre Rios do Oeste e Marechal Cândido Rondon, que receberão investimentos em infra-estrutura, preservação ambiental e nas áreas de lazer. O litoral do Estado não poderia ficar de fora. De acordo com o presidente da Paraná Turismo, Luís Guilherme Faria de Siqueira, o Porto de Paranaguá deverá ser adaptado para receber navios de cruzeiro marítimos e as praias do litoral norte ganharão um canal de saneamento para auxiliar a drenagem das águas pluviais das praias.

   A estruturação da Ilha do Mel, paraíso ecológico do Paraná, é outro ponto a ser trabalhado, pois necessita de condições adequadas para minimizar os impactos ambientais. Tudo isso, ressalta Siqueira, começará a ser realizado em 2001, assim que forem obtidos os recursos de US$ 160 milhões do BID, destinados ao programa Prodetur Sul, que beneficiará não só o Paraná, mas os outros Estados da Região Sul. (Gabriela Figueiredo e Giovanna Modé, estadao.com.br)

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