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16/01/2001 Um tesouro da juventude sônica Neurônios plugados numa placa de som. Guitarras derretidas pelo sol do Nordeste. Linhas de baixo biônicas. Informações assimiladas e processadas. Conformismo jogado na lata de lixo. Inquietação em cima. Nome do arquivo: Sonic Junior. Pode salvar na pasta Música Brasileira 2001. É um clique certo. Nascido em Alagoas e momentaneamente transferido para o Rio, o grupo, formado por duas cabeças (Juninho, ex-Living in The Shit, programação, bateria e voz; e Aldo, guitarra e violão), segue a mesma linha mistura-e-manda de bacanas como Chico Science & Nação Zumbi e mundo livre s.a.. Mas à sua maneira, com seus próprios passos, do seu jeito sônico... - Chico Science foi o cara que abriu as portas - diz Juninho. - A partir dele, as pessoas começaram a prestar mais atenção nas bandas do Nordeste, que têm essa característica de misturar ritmos e tecnologia, criando assim um som novo. É o caso do Sonic Junior, um mix precioso de guitarras e eletrônica, batidas orgânicas e programadas, Manu Chao e DJ Shadow, Brasil e o resto do mundo. Depois de dois discos demo, o grupo fundiu os rascunhos, regravou tudo e agora vê o resultado, seu excelente disco de estréia, sair pela Nikita. - Esse disco é um resumo dos outros dois mais algumas coisas novas que fizemos recentemente - conta Juninho. - Gravamos quase tudo no meu estúdio caseiro, eu, Aldo nas guitarras e a Groovebox, além de algumas participações especiais. Como na letra da lisérgica "Água" ("A água que desce/Que acha o caminho para todos os lados/Irrigará), "Sonic Junior", o disco, irriga a música brasileira, botando novas idéias e sonoridades num terreno esgotado pela repetição e pela acomodação. Semana que vem, no meio do agito causado por esse excessivo Rock In Rio 3, o Sonic Junior vai estar no lugar certo: o festival Humaitá Pra Peixe, se apresentando na quarta-feira, ao lado dos sempre ótimos Los Djangos. Enquanto isso, Sandy & Junior... (Carlos Albuquerque, OG) |
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