Kátia Mesel, Assunção Hernandez e as
três Glórias Menezes, Pires e Darlene estão entre as homenageadas pelo
evento, que começa a definir a programação
por MARCOS TOLEDO
A pouco mais de três meses para a realização do 7º Festival de
Cinema do Recife, o evento começa a se definir nas mãos do coordenador, Alfredo Bertini.
Com o tema: Revelando o Talento da Mulher, a sétima edição do Festival de Cinema do
Recife acontece de 24 a 30 de abril e vai homenagear profissionais do sexo feminino que
atuam nas mais diversas especialidades da Sétima Arte.
Alguns nomes já estão confirmados, como os da diretora Kátia Mesel
(será escolhida outra diretora de renome nacional), da produtora Assunção Hernandez, da
tríade da Glória Glória Menezes, Glória Pires e Darlene Glória
e de todas as vencedoras de prêmios no festival nos anos anteriores, como Araci
Esteves, Ludmila Dayer, Laura Cardoso, Cássia Kiss e Mariana Ximenes.
Uma das novidades que deve agradar o público considerado o maior
dos festivais brasileiros em cheio está relacionada ao horário das sessões das
mostras competitivas, no Teatro Guararapes do Centro de Convenções de Pernambuco. O
tempo à noite que costuma entrar pela madrugada vai ser reduzido e, em
contrapartida, serão realizadas sessões nas tardes de sábado e domingo.
A seleção de longas-metragens está em fase de definição, enquanto as
inscrições para a Mostra Competitiva de Curtas-Metragens vai até o próximo dia 31.
Entre os longas, está praticamente acertada a participação de Celeste & Estrela,
estrelado por Ana Paula Arósio, Dira Paes e Mark Hopkins, o segundo filme da diretora
Betse de Paula (O Casamento de Louise). A sátira Viva Sapato!,
co-produção Brasil/Cuba, e Rua 6 s/nº, de João Batista de Andrade, também
estão na mira do festival.
Outro filme com o qual Bertini espera contar é o pernambucano Amarelo
Manga, de Cláudio Assis. Vou conversar (com os produtores). Espero que não
entre em exibição no Recife, afirma o organizador do evento.
E é exatamente por causa do ineditismo na praça local, uma das
exigências do festival para participar da Mostra Competitiva, que o longa Ônibus 174,
vencedor dos principais prêmios brasileiros da categoria no semestre passado, já está
de fora da programação. O filme de José Padilha encontra-se em cartaz no Cinema da
Fundação (confira no Roteiro).
OUTRAS ATIVIDADES A exemplo dos anos anteriores,
paralelamente às mostras competitivas, acontecem outras exibições e discussões. Para
essa edição está previsto a realização do seminário regional (Norte/Nordeste) do
Congresso Brasileiro do Cinema. Segundo Bertini, ao longo do festival haverá uma
plenária com a presença dos delegados nacionais.
O tema da TV digital, já abordado no ano passado, volta às rodas de
discussão do festival deste ano. O organizador adianta que dois representantes de
distribuidoras dos Estados Unidos e dois da Europa foram convidados para conhecer o
evento. São pessoas que compram filme brasileiro, explica.
AÇÕES SOCIAIS As exibições voltadas para o público
infantil há dois anos beneficiam aproximadamente 2,5 mil crianças por dias, segundo
dados oficiais da organização. Este ano, o Festivalzinho (como foi batizado)
contará com um público de escolas da rede privada do Grande Recife, além do habituais
alunos da rede pública da capital.
Para o público da periferia serão oferecidas as chamadas oficinas
comunitárias e mostras ao ar livre com telão. As exibições, garante Bertini, serão
realizadas com projetores de cinema e não de vídeo, e pode vir a repetir as mostras
competitivas. Em 2001 o local escolhido foi o bairro de Peixinhos. Quem vai definir
isso (o local) é a Prefeitura (do Recife), explica o organizador.
(© Jornal
do Commercio)