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Festival de Cinema do Recife homenageia a força da mulher

12/01/2003

Alfredo Bertini, coordenador do Festival de Cinema do Recife

 

Kátia Mesel, Assunção Hernandez e as três Glórias – Menezes, Pires e Darlene – estão entre as homenageadas pelo evento, que começa a definir a programação

por MARCOS TOLEDO

   A pouco mais de três meses para a realização do 7º Festival de Cinema do Recife, o evento começa a se definir nas mãos do coordenador, Alfredo Bertini. Com o tema: Revelando o Talento da Mulher, a sétima edição do Festival de Cinema do Recife acontece de 24 a 30 de abril e vai homenagear profissionais do sexo feminino que atuam nas mais diversas especialidades da Sétima Arte.

   Alguns nomes já estão confirmados, como os da diretora Kátia Mesel (será escolhida outra diretora de renome nacional), da produtora Assunção Hernandez, da ‘tríade da Glória’ – Glória Menezes, Glória Pires e Darlene Glória – e de todas as vencedoras de prêmios no festival nos anos anteriores, como Araci Esteves, Ludmila Dayer, Laura Cardoso, Cássia Kiss e Mariana Ximenes.

   Uma das novidades que deve agradar o público – considerado o maior dos festivais brasileiros – em cheio está relacionada ao horário das sessões das mostras competitivas, no Teatro Guararapes do Centro de Convenções de Pernambuco. O tempo à noite – que costuma entrar pela madrugada – vai ser reduzido e, em contrapartida, serão realizadas sessões nas tardes de sábado e domingo.

   A seleção de longas-metragens está em fase de definição, enquanto as inscrições para a Mostra Competitiva de Curtas-Metragens vai até o próximo dia 31. Entre os longas, está praticamente acertada a participação de Celeste & Estrela, estrelado por Ana Paula Arósio, Dira Paes e Mark Hopkins, o segundo filme da diretora Betse de Paula (O Casamento de Louise). A sátira Viva Sapato!, co-produção Brasil/Cuba, e Rua 6 s/nº, de João Batista de Andrade, também estão na mira do festival.

   Outro filme com o qual Bertini espera contar é o pernambucano Amarelo Manga, de Cláudio Assis. “Vou conversar (com os produtores). Espero que não entre em exibição no Recife”, afirma o organizador do evento.

   E é exatamente por causa do ineditismo na praça local, uma das exigências do festival para participar da Mostra Competitiva, que o longa Ônibus 174, vencedor dos principais prêmios brasileiros da categoria no semestre passado, já está de fora da programação. O filme de José Padilha encontra-se em cartaz no Cinema da Fundação (confira no Roteiro).

   OUTRAS ATIVIDADES – A exemplo dos anos anteriores, paralelamente às mostras competitivas, acontecem outras exibições e discussões. Para essa edição está previsto a realização do seminário regional (Norte/Nordeste) do Congresso Brasileiro do Cinema. Segundo Bertini, ao longo do festival haverá uma plenária com a presença dos delegados nacionais.

   O tema da TV digital, já abordado no ano passado, volta às rodas de discussão do festival deste ano. O organizador adianta que dois representantes de distribuidoras dos Estados Unidos e dois da Europa foram convidados para conhecer o evento. “São pessoas que compram filme brasileiro”, explica.

   AÇÕES SOCIAIS – As exibições voltadas para o público infantil há dois anos beneficiam aproximadamente 2,5 mil crianças por dias, segundo dados oficiais da organização. Este ano, o ‘Festivalzinho’ (como foi batizado) contará com um público de escolas da rede privada do Grande Recife, além do habituais alunos da rede pública da capital.

   Para o público da periferia serão oferecidas as chamadas oficinas comunitárias e mostras ao ar livre com telão. As exibições, garante Bertini, serão realizadas com projetores de cinema e não de vídeo, e pode vir a repetir as mostras competitivas. Em 2001 o local escolhido foi o bairro de Peixinhos. “Quem vai definir isso (o local) é a Prefeitura (do Recife)”, explica o organizador.

Jornal do Commercio)


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