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Rita Ribeiro opta pelo acústico em 'Rendendê'

14/02/2003

Rita tem entre os projetos futuros um show apenas de reggae   Lenise Pinheiro/Divulgação

 
 

ADRIANA DEL RÉ

   A cantora maranhense Rita Ribeiro resolveu aproveitar a entressafra que separa seu terceiro CD, Comigo, do próximo álbum, para se voltar aos projetos especiais. Alguns deles ainda não passam de planos, como um show de reggae e um só com repertório à la Jorge Benjor. Outros, entretanto, estão devidamente encaminhados. É o caso do espetáculo inédito Rendendê (nome de uma renda nordestina intrincada), que será realizado no Sesc Vila Mariana.

   São Paulo é a primeira cidade a receber esta apresentação, com concepção assinada pela diretora de teatro Eugênia Thereza de Andrade. No ano passado, Eugênia foi assistir a um show de Rita e a convidou para fazerem um trabalho juntas - o que veio de encontro a um antigo desejo da cantora, que há tempos queria criar um clima cênico em suas apresentações. "Aceitei o convite também pela possibilidade de realizar um novo contexto sonoro", ela afirma.

   O repertório compila basicamente músicas de seus três discos, mas com novas roupagens: Cocada (Antonio Vieira), Jurema (de domínio público), Há Mulheres (Vânia Borges), Pra Você Gostar de Mim (Vital Farias), Impossível Acreditar Que Perdi Você (Cobel e Márcio Greyck), entre outras. Há ainda algumas novidades na sua voz, como Milagre, Como Dizia o Mestre e Custe o Que Custar (sucesso na interpretação de Roberto Carlos).

   O show, acústico, será conduzido com uma base simples, formada por voz, violão e percussão. "A idéia era transpor para outras releituras", diz.

   Muito dessa experimentação sonora se deve à participação do músico Djalma Corrêa, que divide o palco com Rita Ribeiro, além de ser responsável pela direção musical do espetáculo, com Pedro Mangabeira (com quem a cantora trabalha há anos). Apesar de admirar Djalma desde que "se conhece por gente", é a primeira vez que Rita realiza um projeto com o músico. "Fiquei instigada pela possibilidade de me apresentar com ele, que já tocou com diversos músicos e é respeitado no exterior."

   Para a maranhense, as experimentações devem pontuar a trajetória de todo artista. "Não me preocupo com fórmulas, o legal de fazer arte é se arriscar.

   O artista que não se arrisca está morto." Ao mesmo tempo em que 'arrisca' novas musicalidades, Rita se encontra no processo de pesquisa para o quarto disco da carreira ou, como ela denomina, na fase de "pré-produção no palco".

   E garante não ter pressa para defini-lo. "Meus projetos são coerentes com meu sistema de trabalho, nada é solto, é do jeito que eu gosto."

(© O Estado de S. Paulo)


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