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05-06-2008
Assumidamente anti-social, o sobralense Belchior é imperativo em afirmar que não faz concessões para as pressões do mercado fonográfico. ''Eu só quero sucesso a custo muito baixo'', afirma Carolina Dumaresq Nos tempos do long
play, quando ninguém podia supor a emergência de uma era digital, o
cancioneiro profetizava a iminência de uma sociedade burocratizada e
decadente. Não que o progresso tecnológico desencadeie afasia, mas a
sistematização do cotidiano endurece e engessa pensamentos. O profeta em
questão já foi Antônio Carlos Gomes Belchior Fontenelle Fernandes. Nesse
tempo, o menino sobralense, 13º filho de uma prole de 24 irmãos, formava um
repertório cultural entremeado por poesia popular e clássicos universais.
Belchior- Na verdade isso não eram
atividades, eram mais divertimentos. Nasci em Sobral e vivi minha infância
inteira lá, saí de lá com quinze anos. Tive uma infância de menino pobre
mais muito livre. Eram muitas pessoas na minha casa, tenho 23 irmãos e foi
muito bom viver numa casa com muita gente. 13 irmãs e 10 irmãos. Meu pai era
comerciante, um bodegueiro, como a gente chama aí e cada um tinha que se
virar. Então eu fazia máscaras de carnaval, pegava galinhas, pombas...
Belchior - Não, nesse período eu ainda
estava querendo entrar no colégio. O grande desejo do meu pai era que todos
nós pudéssemos estudar. Minha mãe cantava no coral da igreja, meu avô tocava
sax, flauta. Exatamente na terra do Coreaú onde eu ia passar as férias,
tinha uma casa de fazenda típica do interior. Meu avô não tocava na banda
mas fazia o encontro no lugar e esse era o maior divertimento das férias.
Tinha música de auto-falante, na casa do meu avô era parada de violeiros e
cantadores. Belchior - Bom eu acho que essa questão
nasal, que já foi estudada pelo Mário de Andrade, é uma característica
típica nordestina. Acho que isso vem mesmo do canto da igreja, dos
cantadores. De um tipo de música que se ouviu muito na infância e você vai
naturalmente habilitando a sua voz e tipo de sonorização que é próximo
daquilo que você ouve durante aquele tempo. Belchior - Muito. Porque em
seguida a esse período eu ganhei uma bolsa de estudos em colégio de padre e
era obrigatória a disciplina de música. Foi um período muito bom em que pela
primeira vez tive oportunidade de estudar mais sistematicamente a música.
Até o momento era um prazer o fato de conviver com meus tios, boêmios,
tocadores de violão, cantores de serenata. Isso despertava interesse
artístico pela música, mas nada profissional. Ninguém era profissional, todo
mundo era boêmio embora tocasse violão. Ninguém se dedicava
profissionalmente à música. Essa coisa do canto gregoriano foi realmente
depois do colégio sobralense, eu não tinha idade suficiente de fazer
vestibular então entrei para um mosteiro lá em Guaramiranga e lá sim, onde
precisávamos cantar pelo menos as sete horas canônicas, tudo isso era feito
com canto gregoriano, em latim. Foi um período magnífico porque tive a
oportunidade de aprender italiano com os franciscanos. Pude pela primeira
vez conhecer poemas do Dante (Alighieri), a Divina Comédia,
continuar o estudo do latim, que já tinha feito no colégio e sobretudo ser
obrigado a cantar sete vezes ao dia. Isso dos 15 aos 18 anos. Depois dessa
experiência religiosa e musical eu prestei vestibular e fui para a escola de
medicina. Belchior- Do mosteiro. Lá a filosofia era
disciplina obrigatória. Belchior- Na verdade, parte daqueles músicos
começaram a fazer música e arte de um modo geral ainda no movimento
estudantil. Eu morei em Fortaleza justamente no período de 68 a 72, era
bastante ativo. Então protestávamos contra o aumento de ônibus, nas greves.
Nesse período, a grande memória é que sempre fui companheiro do Fausto Nilo,
meu parceiro e grande compositor brasileiro. Também do Cláudio Pereira,
figura importante na vida cultural do Estado. Durante o movimento estudantil
fui companheiro do Genoíno. Mariano Freitas, esse pessoal todo que está na
vida política. Belchior - Fui o produtor do programa
Porque Hoje é Sábado, que foi o primeiro programa de televisão que
apresentou a geração nova do Ceará e eu não só produzia, como me apresentava
nesse programa. E nesse programa surgimos todos nós, o Pessoal do Ceará.
Nesse programa cantávamos eu, o Fagner, a Amelinha, o Ednardo. A geração
cearense teve ali um lugar especial de divulgação, isso é um fato
importantíssimo porque nesse momento a televisão dava um espaço muito
especial aos compositores novos. Nós cantávamos músicas inéditas durante o
programa. Belchior - Fui candidato a secretário do DCE na
chapa de Mariano Freitas. Comecei a compor antes de cantar. Nesse período os
diretórios eram muito ativos principalmente em Fortaleza, o diretório da
arquitetura onde tinha Fausto Nilo e Ricardo Bezerra, Lúcio Maia e também o
da faculdade de direito onde diversas palestras foram feitas com Gilberto
Gil, Torquato Neto, Capinam. Eram bastante concorridas essas palestras e o
ambiente era muito propício para o surgimento da música, porque havia todo
um movimento universitário no Brasil inteiro do qual tinham saído Chico
Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil. E todos nós, nesse movimento hippie,
estávamos deixando nossas faculdades e buscando as nossas carreiras. Belchior- Nunca houve isso. Primeiramente
porque essa questão da titulação é posterior à questão das pessoas se
reunirem para fazer música. Esse nome apareceu no primeiro LP, em 1974.
Quando estávamos aí em Fortaleza ninguém era conhecido assim não.
Principalmente porque éramos avessos a essa questão de grupo e a essa visão
mais restritiva. Essa questão do nome foi uma certa diferenciação dos
baianos e dos mineiros. De forma que quando a gente pensava no agrupamento
de pessoas fazendo música, dizíamos ''alí é o pessoal do Ceará'', da mesma
forma que dizíamos ''olha o pessoal da Bahia'', é um termo bastante
cearense. Belchior - Nunca entendo quando falam isso.
Por que falta? Eu não participei do primeiro disco Pessoal do Ceará,
que não tinha também Amelinha. Então é uma expectativa fora de foco. O
Fagner é um dos maiores intérpretes que existem e lançou praticamente todos
os compositores novos do Ceará. O Ednardo é um cara que tem talvez o
trabalho mais cearense de todos nós. Amelinha é um sucesso enorme e eu tenho
a minha vida. Essa é a edição de um disco para o qual fui convidado. Belchior - Na verdade a saída daí foi uma
decisão muito complicada porque tinha que abandonar a escola de medicina,
era professor de diversos colégios e teria que abandonar isso também, assim
como a televisão, um espaço absolutamente importante para quem estava
começando e tinha uma certa expectativa da família. Tinha feito duramente o
vestibular, tinha passado e tinha todo o futuro de doutor pela frente. Eu
decidi de repente e de um dia para o outro fui embora, sem documentos da
escola e sem dinheiro. As coisas foram bastante complicadas e difíceis
porque além de não conhecer ninguém, eu tava com o orgulho do pobre: ''se é
pra vencer, vou vencer de qualquer jeito''. Belchior- Apenas com familiares que moravam
no subúrbio. Eu tinha avisado a minha família, naturalmente sem querer dizer
mesmo o meu propósito, que iria passar umas férias. Fui direto para casa de
um tio e depois de um mês fugi de lá e fui mesmo pra rua, vagando. Sem ter
para onde ir, dormi na rua, em casas de amigos, nos mais diversos lugares.
Belchior- Não, nunca tive nenhum momento de
indecisão ou de desejo de voltar. Acho que foi bastante incorporado à
questão do trabalho. Estava preparado, do ponto de vista de ser mais um
imigrante, um nordestino de cidade grande. Tava querendo fazer um tipo de
decisão pessoal que independesse de algumas circunstâncias. Até hoje sou
assim: não me deixo abater e abalar por circunstâncias hostis. Nesse período
posso dizer que em tudo que fiz fui super ajudado pelos amigos. Tem aquela
frase dos Beatles que tem na minha música: ''With a little help from my
friends''. Principalmente porque nesse programa que nós apresentávamos em
Fortaleza toda semana tinha um artista, que nós chamávamos do Sul e que
cantava, então tive oportunidade de aí mesmo em Fortaleza entrar em contato
profissional com Chico Buarque, Agostinho Santos, Bethânia, Clara Nunes,
Roberto Carlos. Belchior - Nunca me interessei pelo lirismo
mais barato, porque eu vinha de uma leitura muito aprofundada da poesia
romântica do Brasil, do conhecimento dos portas portugueses, franceses. Já
conhecia muito essa coisa do romantismo e estava muito interessado num tipo
de música que de uma forma ou de outra pudesse representar liricamente o
sonho da minha geração, que era uma geração de mudança que tentava expressar
uma certa modernidade para o Ceará. Então não tava querendo dar continuidade
nem a tradição folclórica do meu Estado, nem aquele romantismo barato que
era comum na Música Popular Brasileira. Meu espelho era mais o pessoal que
tava tentando fazer uma música mais avançada do ponto de vista letrístico
sobretudo. Nunca quis reforçar nenhum regionalismo, me apresentar como
divulgador daquilo que era a tradição mais rica do Estado. Belchior - Exatamente o contrário. É uma
falsa visão crítica do popular. Essa questão do grande público não alcançar
uma música boa é um engano. E um artista de verdade não deve estar fazendo a
música para agradar, deve fazer a música que ele acha que deve fazer. Isso é
fundamental num artista e eu não abro mão porque acho que influi no caráter
do artista e do trabalho. Belchior - Acho que nem todo artista deve
pretender esse entendimento do seu trabalho. Porque acho que o trabalho do
artista deve ser aparentado e aproximado do trabalho dos inventores e não
dos supermercados, enfim, o trabalho do artista deve tender mais para
inventar a lâmpada do que para montagem dela. Mais inventar que vender. Vejo
meu trabalho cantado, assobiado e gravado por grandes intérpretes, isso é
surpreendente. Nenhum momento achei que essas canções chegassem ao grande
público, que a crítica pretende que seja anterior à feitura do artista. Se
fosse fazer música para agradar estaria o tempo todo fazendo música da moda
e não a minha música, mudando todo tempo: uma hora faria samba, depois
pagode, lambada, rock. Podia fazer forró. Belchior - Eu fiz aqueles arranjos
principalmente das músicas que já tinham sido gravadas e regravadas porque
era comemoração dos meus 25 anos. E eu gravei essas músicas como se tivesse
feito agora. Do mesmo modo que eu gravei essas músicas há vinte anos e elas
causaram impacto que agrada e desagrada, foi o mesmo que aconteceu agora.
Esses arranjos foram feitos absolutamente do ponto de vista dessa visão de
modernidade que sempre busquei para meu trabalho. E eu sempre dou essa
visão, sem nenhuma pressão mercadológica, porque eu confio mais no meu
trabalho do que no gosto do público. Evidentemente que o artista não é um
balcão de atendimento do público. Tenho o cuidado de tratar meu trabalho não
como linguagem, mas como poesia e não posso me sujeitar a pressão de mercado
e gosto do público. Sinceramente a questão do gosto médio do público não é o
melhor gosto. Belchior - De lá para cá fiz muitas músicas.
Belchior- Eu acabo de fazer 34 músicas para
34 poemas do Drummond, todas músicas novas. Em vez de fazer com meus poemas,
fiz com os do Drummond que são melhores que os meus. Ele é definitivamente o
maior poeta brasileiro. Belchior - Sim. Não só é verdade como tenho
uma carta que ele agradece a exibição dos trabalhos, gostando. E foi
justamente ali, na década de 80 que comecei a desenhá-lo. Já havia diversas
citações dele nas minhas músicas. Belchior - Eu fui chamado para
fazer um show durante o centenário de Drummond em Itabira. Como já tinha
feito muitos shows na cidade mineira, lembrei que tinha esse trabalho de
desenho especialmente dedicado a Drummond eu tive a idéia de fazer uma
exposição e um recital dos poemas de Drummond em latim. E aí, nesse dia, eu
resolvi que iria musicar tantos poemas do Drummond quantos eu puder. A
família me deu licença, não me lembro de nenhum autor nacional que tenha
feito trabalho desse porte. Fazia tempo que não fazia um trabalho inédito,
então fiz logo três. Belchior - Não. Tenho um
critério do ponto de vista estético que diz o seguinte: fazer música além de
ser extremamente agradável ou é fácil ou é impossível. Eu não tenho aquela
dor chamada ''dor da criação''. Posso dizer que foi esforçado, mas foi muito
fácil, muito bom e muito simples. Tinha todos os critérios artísticos que eu
queria expressar. A escolha já vinha de minha formação literária. Tratei
aqueles poemas como se fossem letras de música e eu não mudei um acento ou
uma intenção do poema. A tentativa de mostrar que aqueles poemas tido como
duros e difíceis são absolutamente musicáveis, então você ouve essas músicas
com muita fluência e facilidade. Principalmente porque quis mostrar a
adaptação do trabalho dele para a atualidade. Resolvi então fazer um
trabalho de peso, em três CDs. Além disso acompanha esse trabalho toda a
pintura que havia feito dele. Belchior - Não, esse trabalho
por exemplo já tinha vinte anos guardado aqui. Prefiro mais expor do que
vender. A obra artística, quanto mais vista melhor. Mas é uma questão
absolutamente pessoal. Prefiro expor nas universidades, no saguão dos
teatros, nos shows que faço, em praça pública do que vender isso. Causa
muito mais efeito e é muito importante para mim, um artista dedicado a esse
tipo de obra, que é uma coisa preciosa. É muito mais ligado a uma vertente
poética do que a uma coisa de mercado. Belchior - Não senhora, não me
fale nunca uma coisa dessas. Hobbie é justamente aquilo que você faz quando
não está fazendo nada. Eu sempre estou fazendo alguma coisa e não há
possibilidade alguma de você fazer arte com hobbie. Eu não tenho sequer
aquela quietude psicológica de que as pessoas falam a respeito da arte. Ao
contrário, eu não faço arte para dormir, faço para acordar. Esse negócio de
fazer quietude e sono é um problema da medicina e da psicologia, não é
problema da arte. Se a gente observar o percurso da arte ao longo da
história vai ver que a melhor arte foi feita para acordar e não para dormir.
Belchior - Na verdade ela que foi ao meu
encontro. A Elis tinha um faro especial para descobrir compositores à
distância. Ela sabia identificar aqueles que para a visão dela iriam ser
importantes para a música popular. Ela mesma que me procurou e que pediu as
músicas. Conheci pouco Elis, sempre a via no palco. Eu não tenho muita
habilidade social com o pessoal de música, não aproximo muito não. Eu não
sou do meu artístico, sou um marginal bem-sucedido. Negócio de artista não
me meto. Belchior - Eu não tenho uma visão tão
pessimista ou moralista das pessoas. Sou uma pessoa mais na minha mesmo.
Como vou me atrever a ir lá no altar de Elis Regina? No altar de Roberto
carlos? Não tenho coragem. Tenho o trabalho na hora que eles pedirem. Não
tenho nem jeito, nem condição, nem habilidade pra isso. Sou um péssimo
vendedor de mim mesmo. Às vezes eu fico pensando que o produto é que é ruim.
Eu vendo a minha alma, mas não acho quem compre. Ou não querem pagar o preço
que eu cobro ou não é o produto que eles procuram. Devo ser uma das últimas
pessoas que conseguem vender a sua própria alma, mas só que eu não entrego.
Belchior - Quem acha que deve fazer sucesso
a todo custo, eu acho que o sucesso não merece todo o custo do artista. Eu
ponho minha alma a venda, mas não acho quem compre e quando alguém
habilita-se a comprar eu peço R$ 1 a mais do que ele tem. Eu vendo mais não
entrego. Isso quer dizer que o sucesso não é uma coisa tão absolutamente
importante, que eu queira a qualquer custo. Eu só quero sucesso a custo
muito baixo, a custo vulgar, porque o sucesso e o fracasso são absolutamente
iguais e desprezíveis para um artista. Um artista não pode fazer o seu
trabalho pensando no sucesso ou no fracasso dele. O artista tem que fazer o
seu trabalho esquecido de que ele pode fazer sucesso ou poode fracassar. São
igualmente enganadores. Belchior - Eu fui fazer música com o desejo
de fazer poesia. Fazer uma canção é um ato de poesia, então começo pela
letra, pela palavra ou pelo desejo de dizer uma coisa ainda não dita. Belchior - Claro. Acho um assunto bastante
interessante. Isso sempre foi muito mal-entendido. Não fiz uma crítica
pessoal, nem sequer crônica. O próprio Caetano Veloso já tinha dito a
Tropicália está morta. Nunca pretendi disso uma crítica mais profunda, a não
ser uma crítica leve do ponto de vista até da ironia e que já havia sido
feita tantas vezes pelos tropicalistas. Os tropicalistas foram assim aptos à
modernização da música popular e fizeram com critérios absolutamente
especiais essa questão da colocação da música com a linguagem. Eu tenho o
reconhecimento disso e eu sou pós-tropicalista. O meu trabalho não poderia
ser feito sem a presença do trabalho dos tropicalistas. Eu estou dizendo
isso não em cooperação, mas do ponto de vista do contraponto. O trabalho dos
baianos é absolutamente importante para a Música Popular Brasileira e para
qualquer trabalho que surja depois. Quem quiser se fazer importante no ponto
de vista estético, tem que fazer um contraponto àquelas idéias. E se há um
momento em que ''tudo é divino e maravilhoso'' há outro em que ''nada é
divino e maravilhoso''. Belchior - Essa idéia de traduzir o Dante
vem de uma época muito remota na minha vida. Ainda quando eu estava no
mosteiro. É uma presença universal no ocidente e eu li diversas vezes e
conhecendo as traduções brasileiras eu vi que poderia fazer uma tradução
diferente. Não que as outras não sejam boas, mas é que naturalmente mais uma
tradução da Divina merecia um enfoque diferente. Estou fazendo uma tradução
popular, simples e poética. Retirar o Dante dos especialistas e colocá-lo
frente ao leitor. Tradução com características novas e inéditas no universo
das traduções de Dante em língua portuguesa. Estou acompanhando essa
tradução com um banco de imagens absolutamente dantescas. São três mil
imagens autorais que estou fazendo, pinturas, desenhos, colagens e
caligrafias. Comecei a fazer há cinco anos, sem tempo para terminar. Belchior - Acabamos de falar que fiz 34
músicas novas. Belchior - Então não vale? Belchior - Claro que tenho, só que não tenho
apresentado agora porque agora é o Drummond Belchior - Nem pergunte, tenho mais quatro anos de trabalho com o Drummond pela frente. Não tenho nem necessidade, pulsão de apresentar trabalhos novos nem vontade de atender às expectativas do mercado que ele mesmo não sabe o que quer. (© NoOlhar.com.br)
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