05-06-2008
O xilogravurista João Pedro Neto, de
Juazeiro do Norte, expõe no MIS trabalhos que retratam a emancipação do
Ceará à época da separação das capitainias do Siará e Pernambuco. Na Galeria
de Artes do SESC-Fortaleza, o artista prossegue com outra individual,
Xilogravuras em Movimento
Uma xilogravura diferenciada que
transpõe o suporte já conhecido do papel. Na atual exposição do artista
caririense João Pedro Neto, Ceará Sem Fronteiras, as bases são
também a cerâmica e a louça para retratar basicamente num momento da
história do Ceará: a contextualização do Estado na época da separação entre
duas capitanias, Siará e Pernambuco, ocorrida no dia 07 de janeiro de 1799.
O resultado disso pode ser conferido a partir de hoje, às 19 horas, no Museu
da Imagem e do Som - MIS, prosseguindo em cartaz até o dia 20 de fevereiro.
A individual dá início à programação
alusiva aos 205 anos da emancipação do Ceará do MIS, de onde saiu o convite
para o artista. ''Eu recebi um convite do Gylmar Chaves, do MIS, e como eu
tenho um material disponível, fui capaz de elaborar essa exposição. Porque o
meu trbalaho nao é só artístico, mas também histórico'', afirmou João Pedro,
que trabalha com esta técnica há cerca de dois anos. O visitante poderá ter
acesso, então, a peças que destacam tudo que envolve a época citada, como
imagens do sertão, comunidades e índios. ''A Essa cultura narrada também
está nos trabalhos''.
Natural do município de Ipaumirim, João Pedro Neto já
participou de 31 exposições, entre coletivas e individuais. No currículo, já
expôs fora do Estado, mais precisamente no Museu de Artes Sacras de
Curitiba, Festival Nordestino de Teatro (Guaramiranga-CE), Festival de Arte
na Praça (Juazeiro do Norte-CE), entre outros. Paralelamente ao trabalho no
MIS, João Pedro também encontra-se em cartaz na Galeria de Artes do
SESC-Fortaleza na mostra intitulada Xilogravuras em Movimento.
Podendo ser vista também até o dia 20
de fevereiro, o artista apresenta as mesmas técnicas, desta vez com temas
diversos. ''Nessa mostra, os trabalhos são em cerâmica, porcelana e papel,
de temas variados mas com movimentos expressivos, técnicos e utilitários'',
explicou. Na opinião do pesquisador Gilmar de Carvalho, João Pedro ''talvez
seja a melhor tradução de Juazeiro do Norte. Ele incorpora toda a carga de
inventiva e traz as soluções possíveis para problemas de arte e de vida.
(...) Vale conferir seu engenho e arte e aplaudí-lo pelo ímpeto de ir sempre
adiante, em meio a tantas dificuldades e incompreensões''.
Até o momento, João Pedro Neto já
produziu 17 álbuns, podendo ser citados ''Sete Sacramentos'' (98), ''Meninos
de Rua'' (98), Mitos do Nordeste'' (99), ''Pau da Bandeira'' (99), ''Guerra
de Canudos'' (00), ''Pavão Misterioso'' (00), ''Bichos de Antenas'' (00),
''Maria Araújo - Beata de Juazeiro'' (03) e ''Roçado'' (03). Em ambas as
exposições, as peças encontram-se à venda. Para entrar em contato com o
artista, no entanto, o fone é (85) 9122 5395.
SERVIÇO
Ceará Sem Fronteiras - Individual do xilogravurista caririense João Pedro
Neto, reunindo peças que contam a história da emancipação do Ceará por meio
das xilogravuras. Abertura, hoje, no Museu da Imagem e do Som - MIS (avenida
Barão de Studart, 410 - Meireles) às 19 horas, prosseguindo em cartaz até
20/02. Visitação gratuita de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h e das 14h
às 18h. Informações: 452 9480 ou mis@secult.ce.gov.br
Xilogravuras em Movimento - Individual do xilogravurista caririense João
Pedro Neto, reunindo xilos em papel, cerâmica e porcelana. Até 20/02 na
Galeria de Artes do SESC-Fortaleza (rua Clarindo de Queiroz, 1740 - Centro)
com visitação gratuita das 9h às 12h e das 14h às 18h. Todas as peças
encontram-se à venda. Informações: 452 9090 / 9078 ou 0800-85.5250.
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