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05-06-2008
A ponte aérea Fortaleza-Recife decola com a festa comandada pelo DJ Dolores no Amici's Sport Bar
Patrícia Karam
O intercâmbio entre
artistas cearenses e pernambucanos por intermédio da realização de shows,
festas, palestras, oficinas e outros eventos. Munidos dessa proposta, o
produtor cultural e designer gráfico Franciscus Galba e os DJs Guga de
Castro e Marquinhos idealizaram o projeto Conexão Recife, que
deve ter edição mensal. O pontapé inicial da iniciativa acontece hoje com a
passagem do DJ e produtor DJ Dolores, nome artístico de Helder Aragão, por
Fortaleza. À tarde, ele vai ministrar palestra sobre música no auditório do
Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura. À noite, o DJ Dolores vai discotecar
festa no Buoni Amici's Sport Bar.
Ao lado
da Eddie, o DJ Dolores foi apontado pela última edição do programa
Fantástico como o ''som de 2004''. Indagado sobre o fato, Dolores
brincou: ''Espero que apareça mais trabalho. É a única coisa que compensa
pelo fato de se expor na TV. Mas, deixando de lado a rabugice, claro que
fico feliz. É uma forma de reconhecimento. Tanto eu quanto Eddie trabalhamos
duro, sério e independente'', escreveu por e-mail do Recife. Entretanto,
trabalho é o que não tem faltado para um dos nomes mais badalados da atual
cena pernambucana. Dolores já fez quatro turnês pela Europa. ''A última
durou 52 dias e teve 34 datas. No meio, uma quebra para tocar em Nova Iorque
e, logo em seguida, Espanha. Foi uma loucura!! Mas a recepção da audiência
européia compensa. O público é quente e respeitoso. Levamos uma informação
nova, para além dos estereótipos do samba'', afirmou.
Uma curiosidade:
apesar de ser um dos expoentes e da cena pernambucana e integrante do núcleo
inicial do mangue beat, Dolores é sergipano e sua formação é em design.
Inclusive, criou alguns ícones do movimento, a exemplo de capas, logotipos e
videoclipes de Chico Science & Nação Zumbi, Mestre Ambrósio e Mundo Livre
S/A, entre outros. A música se transformou em seu projeto profissional por
acaso. ''O fato é que as máquinas novas como sampler e laptops permitem
gente como eu, que não tem formação musical, desenvolver idéias musicais.
Fiz uma trilha para um filme daqui do Recife. Lançaram em CD e repercutiu
bem nos meios profissionais. Acabou chovendo convite pra trabalho com música
e eu me vi no meio de outra profissão...'', lembrou pelo e-mail. Foi por
essa época que Helder transformou-se em DJ Dolores. Como precisava de um
nome artístico para assinar a trilha, pegou emprestado o nome da tia de um
amigo. ''Gosto do jeito que provoca o povo. Ninguém espera que eu seja
Dolores e muitas vezes já me perguntaram se eu era o empresário dela, da
Dolores'', revelou.
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