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05-06-2008
Eduardo Martins lança, no Espaço Pasárgada, livro que é resultante de sua dissertação de mestrado Eduardo Martins foi um dos nomes mais atuantes do Movimento dos Escritores Independentes, daquele começo dos anos 80 no Recife. Desse grupo, saíram autores como Francisco Espinhara e Cida Pedrosa, que traziam nos seus versos uma opção ao quase cânone poético estabelecido pela Geração 65. Longe do universo literário recifense há 17 anos, Martins retoma amanhã à capital pernambucana com a noite de autógrafos do seu livro de ensaios Bandeira – Uma Poética de Múltiplos Espaços, no Espaço Pasárgada. Distante do Recife, atualmente, Martins atua como professor universitário da Universidade Federal de Rondônia, que também foi a responsável por editar o seu livro. “Escolhi o Espaço Pasárgada para fazer o lançamento de Bandeira – Uma Poética de Múltiplos Espaços porque o texto tem tudo a ver com o local imortalizado pelo poeta. Esse livro é resultado de um estudo feito por mim para a dissertação de mestrado apresentada à Universidade Estadual Paulista”, diz Martins. A edição é da Editora da Universidade Federal de Rondônia. Considerando que a elaboração poética é o estado ou nível de linguagem em que o signo supera o limite da simples representação no texto, Martins aponta o modo como se intermeiam o signo e o referente da obra de Manuel Bandeira, um dos mais importantes poetas brasileiros. Nesse trabalho, o autor focaliza como o espaço físico foi fundamental, em Bandeira, para o que ele chama no seu trabalho de “o chamamento do espaço para dar dimensão ao que vivemos e ao que preservamos em nosso memória, que é quase inevitável. De acordo com Martins, em Manuel Bandeira não são poucos os momentos em que o componente intimista espacializa-se por meio da projeção do espaço físico do sujeito: “A voz lírica parece promover verdadeira simbiose entre o universo reconhecido e seu drama de expressão mais subjetivo. Este movimento de espacialização do eu ocorre desde os seus primeiros poemas, em que a atitude contemplativa parece resguardar as ações, a partir da visão centrada no interior do observador, pela identificação do universo experienciado”, explica o autor. A partir do espaço projetado pelo sujeito, Martins analisa nesse livro três poemas do pernambuco: Oceano (de A Cinza das Horas), Evocação do Recife (de Libertinagem) e Recife (de Estrela da Tarde/Louvações). Serviço: Lançamento do livro Bandeira – Uma Poética de Múltiplos Espaços: Amanhã, às 19h, no Espaço Pasárgada (Rua da União, 263, Boa Vista) (© Jornal do Commercio-PE)
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