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05-06-2008
A Restauração Pernambucana será festejada com missa, repique de sinos, hasteamento de bandeira, música, palestras e show pirotécnico, em Olinda e no Recife. CLEIDE ALVES No dia 27 de janeiro de 1654 os holandeses que ocupavam as terras do Nordeste brasileiro havia 24 anos reconheceram a derrota na guerra contra os lusos-brasileiros e assinaram o termo de rendição. Esse feito, conhecido como Restauração Pernambucana, completa 350 anos terça-feira e será festejado com missa, repique de sinos, hasteamento de bandeira, música, palestras e show pirotécnico, em Olinda e no Recife. Olinda, por decreto estadual, será considerada capital simbólica de Pernambuco no dia 27 de janeiro. A distinção se repetirá todos os anos, a partir de agora. Plínio Victor informa que as comemorações começam cedo, às 6h, com repique de sinos das igrejas da Cidade Alta. Em seguida, a prefeita da cidade, Luciana Santos, participa do hasteamento das bandeiras do Brasil, do Estado e do município, em frente à Igreja da Misericórdia, na Sé. O local foi escolhido por ter sido palco de parte da primeira batalha dos lusos-brasileiros contra os holandeses, que vieram para o Nordeste do Brasil em busca de açúcar. A tropa flamenga era financiada pela Companhia de Comércio das Índias Ocidentais, de capital privado. Eles chegaram em 1630 e foram expulsos em 1654 (século 17). Incendiaram Olinda em 1631 e vieram para o Recife, iniciando o processo de urbanização do povoado. Plínio Victor acrescenta que Olinda também programou para a data uma sessão solene no Palácio dos Governadores, quando será assinado decreto de tombamento municipal do prédio. O imóvel abrigou os primeiros governadores da capitania de Pernambuco e se tornará símbolo máximo (Ex Libris) da Restauração. “Foram convidados governadores e prefeitos dos Estados nordestinos, além de presidentes das Câmaras de Vereadores das cidades envolvidas na guerra”, diz. O Governo do Estado também comemora a data com missa de Ação de Graças no Mosteiro de São Bento, no Sítio Histórico de Olinda, às 9h. À noite, a programação ocorre no bairro de Santo Antônio, Centro do Recife. Haverá uma sessão solene com palestra do historiador Arno Weling, presidente do Instituto Brasileiro de História e Geografia, a partir das 20h, no Teatro de Santa Isabel. A Restauração Pernambucana também será lembrada pelo Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, instituição particular criada no dia 27 de janeiro de 1862. Haverá uma sessão solene no dia 28, a partir das 20h, na sede da entidade, localizada na Rua do Hospício, 130, bairro da Boa Vista, com palestras do presidente do instituto, arquiteto José Luiz Mota Menezes, e do ministro Marcos Vinícius Vilaça. “Desde a fundação do instituto, no século 19, a data é comemorada todos os anos”, afirma José Luiz Menezes. Na ocasião, ele reabrirá ao público em geral o museu e o arquivo da instituição, que estavam fechados para reforma. Neste ano, a Procissão dos Passos do Recife, realizada 15 dias antes da Sexta-Feira Santa, contará com a mesma imagem usada há 350 anos, na primeira caminhada. A procissão foi uma promessa feita pelos heróis da Restauração pela expulsão dos holandeses. (© Jornal do Commercio-PE)
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