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05-06-2008
Textura
moderna, que nada! Antes de sair o disco, Maciel Salu havia dito que seu
primeiro trabalho solo, A Pisada é Assim (na capa da bolachinha, está
escrito apenas Maciel Salu e o Terno do Terreiro) era um disco que unia a
modernidade com as tradições. Bom, é certo que ele não seguiu a cartilha dos
mestres antigos, que não são flexíveis quanto a forma de tocar seus
instrumentos e entoar seus cantos, mas Maciel é extremamente terra, chão,
mais regional impossível. O aguardado show de lançamento acontece hoje, no
Pátio de São Pedro. (© Pernambuco.com) Salú toca o que aprendeu com mestres Cantor-rabequeiro acrescenta elementos musicais modernos com discrição e mantém o conteúdo e identidade do ritmos tradicionais, em disco com o Terno do Terreiro MARCOS TOLEDO Maciel Salú, expoente da terceira geração de uma família de músicos que tenta manter vivos ritmos tradicionais da Zona da Mata Norte de Pernambuco, chega a seu primeiro disco ‘solo’, após anos de trabalho nos grupos dos próprios Salustianos e nas bandas Chão & Chinelo e Orchestra Santa Massa. Maciel Salú e o Terno do Terreiro (independente), contudo, está longe de ser uma síntese de todas as experiências do cantor-rabequeiro. De frente para trás, os trabalhos anteriores é que receberam um pouco do que Maciel finalmente consegue reunir neste CD. Após quase uma década, o álbum nasce como primo-irmão de Mestre Ambrósio (Rec-Beat Discos, 1995), CD de estréia do grupo homônimo, também independente, que bebe praticamente nas mesmas fontes e mostra um forró pé-de-calçada-de-rua-não-calçada. Uma música que une a tradição da rabeca, do cavalo-marinho da Mata Norte, da percussão e das cordas a outros ritmos como o maracatu e até o moderno drum’n’bass. Maciel Salú e o Terno do Terreiro mostram ao vivo o repertório do disco, hoje, a partir das 22h, no Sábado Mangue do Pátio de São Pedro. A abertura fica por conta da dupla de emboladores Caju & Caetano da Ingazeira, de Cauêra (Aliança). Para formar O Terno do Terreiro, o Maciel Salú reuniu os percussionistas Alexandre Urêa (ex-Eddie), Sidclei (Ticoqueiro, de Nazaré da Mata), Zé Mário (de Condado, em substituição a Mestre Nico) e Mayra Waquim, e Juliano Holanda (Azabumba), que toca contrabaixo, bandolim e viola de 10 cordas. Cada qual contribuiu com suas mais diversas experiências. No CD, há ainda as participações de Mestre Nico, Caçapa e Guilherme Medeiros, ex-colegas do Chão & Chinelo, Mr. Jam, ex-companheiro da Santa Massa, Siba (Mestre Ambrósio), parceiro de muitos anos, Nino da Zabumba, Tiné (ex-Mãe Joana), outros mestres como Zé dos Passos e Dona Dá, e, no último arremate, o registro do encontro de três gerações da mesma família: Maciel Salú, Mestre Salustiano e João Salú. A reunião de filho, pai e avô na alegre faixa Toada ponteada, mais a participação de Mestre Zé dos Passos em Só se for da macaíba foram gravadas na Casa da Rabeca, em Ouro Preto, a casa dos Salustianos e centro de cultura popular (as outras 11 foram registradas no Estúdio Fábrica). “Foi para mostrar um pouco de onde vem minha aprendizagem”, explica Maciel. No apresentação de hoje à noite, o grupo interpreta o repertório do álbum à risca, com a participação de todos os convidados especiais. Show de lançamento do CD Maciel Salú e o Terno do Terreiro. Abertura: Caju & Caetano da Ingazeira. Hoje, a partir das 22h, no Pátio de São Pedro (bairro de São José). Acesso gratuito
(© Jornal do Commercio-PE)
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