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 Sony lança caixa com doze álbuns de Fagner

21/02/2004

 

 

Gal Oppido

Fagner, ao lado de Zeca Baleiro
 

Artista cearense canta seus hits, alguns dos quais nunca relançados, e gravações para discos de amigos

   SÃO PAULO - A gravadora Sony reuniu em caixa doze álbuns do início da carreira do cantor cearense Fagner. A seleção de discos cobre o período de dez anos que Fagner passou dentro da gravadora CBS (atualmente, Sony). Apesar disso, começa com Ave Noturna, o segundo trabalho da carreira do artista e gravado pela Continental (Warner).

   Para os fãs de carteirinha, o lançamento é motivo de festa. Estão na caixa os discos Fagner (1980), Fagner (1982), Homenagem a Picasso (1983), Palavra de Amor (1983) e Fagner (1985), que não tinham sido lançados no formato CD, até então. Reproduções das capas originais e encartes com letras e textos assinados pelo jornalista Marcelo Fróes, responsável pela organização da caixa, atestam o capricho desse projeto.

   Para completar, os álbuns trazem algumas faixas bônus que não estavam nos discos originais. Nessa categoria, por exemplo, entra a música Manera, Fru Fru Manera, nome do primeiro disco de Fagner, uma raridade de sua discografia. Há também composições que ele gravou para álbuns de outros artistas.

   A coleção mostra ainda um desfile das versáteis parcerias que permearam esses mais de 30 anos de carreira, com gente como Belchior, Chico Buarque, Robertinho de Recife e o violonista espanhol Paco de Lucia, entre outros nomes.

   De acordo com Fróes, Fagner sempre foi um cantor romântico, apesar de muitos afirmarem que ele abandonou as canções de protesto, como Cavalo Ferro, para se render ao romantismo fácil de músicas como Borbulhas de Amor (Quem dera ser um peixe...), do disco Pedras que Cantam (1991). Verdade ou mentira, o fato é que o Fagner do início da carreira tinha características diferentes. Em um primeiro momento, a Sony venderá só a caixa fechada (R$ 170,00). O preço é salgado, mas fã que é fã vai se deliciar com essa viagem musical.


Pérolas da caixa

Ave Noturna (1975)

A faixa-título é uma parceria de Fagner com o cineasta Cacá Diegues. A banda Vimana, de Lulu Santos, Lobão e cia., participa de duas canções

Raimundo Fagner (1976)

Inaugura a fase na CBS, explicada por Fagner como Cearenses Bem Sucedidos. É que atuando como um diretor artístico informal, ele leva para a gravadora nomes como Elba Ramalho e Robertinho de Recife

Orós (1977)

Hermeto Pascoal assina a direção musical, além da autoria da faixa "Fofoca". Cebola Cortada e Flor da Paisagem têm grande repercussão

Quem Viver Chorará - Eu Canto (1978)

Fagner ganha o seu primeiro disco de ouro. Revelação puxa o sucesso do álbum. Inclui a faixa bônus Manera Fru Fru, Manera

Beleza (1979)

Fagner dedica esse disco à sua irmã Elizete, morta repentinamente. O álbum tem Noturno. De um verso, Janete Clair tira o nome da novela Coração Alado

Fagner (1980)

Apelidado de Eternas Ondas por causa do sucesso dessa faixa, esse álbum teve a participação de Sivuca e Zé Ramalho. Tem uma versão de Oh! My Love, de John Lennon

(© Pernambuco.com)

Com relação a este tema, saiba mais (arquivo NordesteWeb)


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