Artista cearense canta seus
hits, alguns dos quais nunca relançados, e gravações para discos de amigos
SÃO PAULO - A gravadora Sony reuniu em caixa doze
álbuns do início da carreira do cantor cearense Fagner. A seleção de discos
cobre o período de dez anos que Fagner passou dentro da gravadora CBS
(atualmente, Sony). Apesar disso, começa com Ave Noturna, o segundo trabalho
da carreira do artista e gravado pela Continental (Warner).
Para os fãs de carteirinha, o lançamento é
motivo de festa. Estão na caixa os discos Fagner (1980), Fagner (1982),
Homenagem a Picasso (1983), Palavra de Amor (1983) e Fagner (1985), que não
tinham sido lançados no formato CD, até então. Reproduções das capas
originais e encartes com letras e textos assinados pelo jornalista Marcelo
Fróes, responsável pela organização da caixa, atestam o capricho desse
projeto.
Para completar, os álbuns trazem algumas faixas
bônus que não estavam nos discos originais. Nessa categoria, por exemplo,
entra a música Manera, Fru Fru Manera, nome do primeiro disco de Fagner, uma
raridade de sua discografia. Há também composições que ele gravou para
álbuns de outros artistas.
A coleção mostra ainda um desfile das versáteis
parcerias que permearam esses mais de 30 anos de carreira, com gente como
Belchior, Chico Buarque, Robertinho de Recife e o violonista espanhol Paco
de Lucia, entre outros nomes.
De acordo com Fróes, Fagner sempre foi um
cantor romântico, apesar de muitos afirmarem que ele abandonou as canções de
protesto, como Cavalo Ferro, para se render ao romantismo fácil de músicas
como Borbulhas de Amor (Quem dera ser um peixe...), do disco Pedras que
Cantam (1991). Verdade ou mentira, o fato é que o Fagner do início da
carreira tinha características diferentes. Em um primeiro momento, a Sony
venderá só a caixa fechada (R$ 170,00). O preço é salgado, mas fã que é fã
vai se deliciar com essa viagem musical.
Pérolas da caixa
Ave Noturna (1975)
A faixa-título é uma parceria de Fagner com o cineasta Cacá Diegues. A banda
Vimana, de Lulu Santos, Lobão e cia., participa de duas canções
Raimundo Fagner (1976)
Inaugura a fase na CBS, explicada por Fagner como Cearenses Bem Sucedidos. É
que atuando como um diretor artístico informal, ele leva para a gravadora
nomes como Elba Ramalho e Robertinho de Recife
Orós (1977)
Hermeto Pascoal assina a direção musical, além da autoria da faixa "Fofoca".
Cebola Cortada e Flor da Paisagem têm grande repercussão
Quem Viver Chorará - Eu Canto (1978)
Fagner ganha o seu primeiro disco de ouro. Revelação puxa o sucesso do
álbum. Inclui a faixa bônus Manera Fru Fru, Manera
Beleza (1979)
Fagner dedica esse disco à sua irmã Elizete, morta repentinamente. O álbum
tem Noturno. De um verso, Janete Clair tira o nome da novela Coração Alado
Fagner (1980)
Apelidado de Eternas Ondas por causa do sucesso dessa faixa, esse álbum teve
a participação de Sivuca e Zé Ramalho. Tem uma versão de Oh! My Love, de
John Lennon
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