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26/02/2004
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Projeto pretende reeditar
trama de Aitaré da Praia
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de histórias americanizadas ou com referências a uma realidade estranha ao
Nordeste brasileiro. A trama da primeira novela televisiva produzida no
Estado é baseada no filme Aitaré da Praia, de Ari Severo, o primeiro
longa-metragem do Ciclo do Recife, da década de 1920. O projeto, que está
sendo tocado por um grupo de atores, roteiristas e produtores pernambucanos,
depende de patrocínio para ser veiculado a partir do meio do ano. "Queremos
começar a gravar em abril, na Praia do Paraíso, na Ilha do Amor, e também
nos cenários montados no estúdio da produtora que nos apoiar", adianta
Francisco Amorim, o autor da novela e diretor do curta Capiba, 96 Anos se
Deus Quiser.
O plano é de dividir a novela em 40 capítulos,
com uma hora de duração cada, veiculados duas vezes por semana. O pescador
Aitaré, que mora na ilha e se apaixona por Cora (Fabiana Pirro), moça de
família abastada que vai à praia estudar a mudança da rota dos tubarões,
será vivido pelo estreante Henrique Pontual. Ele, que é publicitário e
trabalhava como maquinista, foi escolhido através de concurso. "Fiz VT's e
figuração, mas será meu primeiro papel com tantas falas", admite Henrique,
que já fez laboratório, conversando com os pescadores, para aprender mais
sobre sua rotina.
Além dele, também compõem o elenco atores
experientes e outros nem tanto, todos atuantes na cena local, como Paulo de
Pontes, Renato Phaelante e Manoel Constantino. Jeison Wallace vive Zeno,
personagem que vai azucrinar a vida do casal de protagonistas. Também vão
participar da novela Gerson Lobo, Ana Paula Wanguestel, Regina Viana. "O
importante é que estamos formando este núcleo de teledramaturgia e estamos
com vontade de fazer a novela", conta a diretora de arte Mariu Gondim,
acrescentando que os ensaios em frente às câmeras já começaram.
A trilha sonora será assinada por Paulo Smith,
o mesmo compositor que cuidou da trilha da peça infantil Dona Morte Vira
Vida. "A realidade dos pescadores é próxima à nossa e acreditamos que os
espectadores vão se identificar com isso", destaca Francisco Amorim,
avisando que a novela já foi toda escrita. Para Mariu Gondim, o projeto
mostra que fazer uma novela 100% pernambucana não é só sonho e sim a
resposta ao desejo da classe artística local em integrar um projeto deste
porte. Os interessados em patrocinar o projeto podem entrar em contato com a
produção pelos fones 3327.9553 ou 9959.9553/ 9102.2856. (Tatiana Meira)
(©
Pernambuco.com)
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Saiba mais sobre Aitaré da Praia |

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Brasil, dir.: Gentil Roiz, 1926, p&b, 35mm, 60 min, silencioso
Sinopse: Aitaré namora
Cora, uma moça da aldeia. Numa viagem de jangada em dia
tempestuoso, ele salva o rico coronel Felipe Rosa e sua filha, que
ficam retidos nessa pequena aldeia de pescadores até a chegada de
um barco, que os levam de volta a cidade do Recife. Por causa de
intrigas, Cora e Aitaré se desentendem. Somente cinco anos mais
tarde, tudo será esclarecido e eles se reconciliarão. Há uma
segunda versão do filme, que foi refeito parcialmente em 1927.
Edson Chagas adquire o negativo incompleto, refilmando as partes
extraviadas. Roiz, nascido em 1897 e falecido em 1975, foi ator,
produtor, diretor e roteirista. Seu primeiro filme foi também o
primeiro longa - metragem rodado no Recife: Retribuição (1923/25).
Dirige então mais dois filmes de longa-metragem: Aitaré da Praia
(1925) e Paralelos da Vida (1928/30) Junto com Edson Chagas, Jota
Soares, Ari Severo e outros, faz parte do chamado "Ciclo do
Recife", um dos muitos ciclos regionais ocorridos no Brasil na
década de 20, antes do advento do cinema sonoro.
Elenco: Ari Severo, Almeri Steves, Rilda Fernandes, Antônio
Campos, Jota Soares, Cláudio José, Mário Freitas Cardoso, Rosa
Temporal, Queirós Coutinho, Tito Severo, Luis Marques, Valderes de
Souza e Ademar Tavares. |
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Com relação a este tema, saiba mais (arquivo NordesteWeb)
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