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Luzilá comanda Instituto a partir de abril

05-06-2008

No Tempo Frágil das Horas, de Luzilá Ferreira

Escritora será 1ª mulher no cargo

Tatiana Meira
Da equipe do DIARIO

   A escritora Luzilá Gonçalves Ferreira será a primeira mulher a ocupar a presidência do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHG). Com isso, ela rompe a tradição da instituição, que conta com 50 pessoas em sua diretoria e que sempre foi dirigida por homens, em sua maioria filósofos ou historiadores. A autora tomará posse no dia 7 de abril, numa solenidade na própria sede da instituição, localizada na casa número 130 da rua do Hospício, a mesma do Teatro do Parque, na Boa Vista.

   O Instituto, fundado em 1862 por um grupo de intelectuais progressistas da Faculdade de Direito do Recife - preocupados em manter viva a história de Pernambuco - foi presidido, nos últimos quatro anos, pelo arquiteto José Luiz da Mota Menezes. "Vamos continuar essa missão de salvaguardar a história e os documentos relativos à memória de Pernambuco, além de modernizar um pouco a instituição", planeja Luzilá, que ajudou a criar e dirige um núcleo de estudos sobre a literatura feminina no Departamento de Letras,da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

   Segundo ela, uma das propostas para sua gestão, que acontecerá nos próximos dois anos, é a criação de um selo de editoração do Instituto Arqueológico, para publicar documentos antigos e materiais inéditos. "Temos várias comissões preparando planos de ação", destaca a escritora, que foi eleita com 21 votos dos membros do instituto.

   A biblioteca da instituição guarda cerca de 16 mil volumes, entre livros, mapas e outras raridades. "Outra vontade é preparar um auditório para cursos e palestras", adianta a escritora, que também pensa em reabrir o Instituto para visitas guiadas de escolas. Outra intenção é voltar a fazer visitas a engenhos e monumentos históricos relevantes no interior do Estado, para pesquisar e recuperar documentos.

   Luzilá Gonçalves, que escreveu romances como Voltar a Palermo (2002), Muito Além do Corpo (1987) e Rios Turvos (1994), também está envolvida, junto a uma equipe de bolsistas e professores da UFPE, na elaboração de dois volumes sobrea história da literatura em Pernambuco.

(© Pernambuco.com)

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