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05-06-2008
Artista plástico pernambucano quer criar um link virtual entre o apartamento que abriga seu ateliê, no Recife, e a exposição que o recria dentro da Bienal de São Paulo O convite para participar da Bienal de São Paulo rendeu ao artista plástico Paulo Bruscky tanto motivos para comemorar quanto preocupações. É que o curador da exposição, considerada a maior da América do Sul, Alfons Hug, decidiu desmontar o ateliê do artista para remontá-lo no Pavilhão da Bienal. Afora os problemas operacionais para transportar todo um ateliê para outro Estado, o artista também está às voltas com as mudanças que terá que fazer na sua rotina. Todos os sábados, o espaço de criação de Paulo Bruscky se transforma numa grande sala de reunião artística, palco de saraus e encontros movidos à arte.Atualmente, Bruscky estuda uma maneira de viabilizar esses momentos de fruição e discussão estética durante os longos meses em que suas obras e a vastíssima biblioteca estiverem à disposição da Bienal. O artista calcula que ficará sem o seu acervo por quase cinco meses, aproximadamente de 15 de agosto até 10 de janeiro, já que o evento paulista acontece de 15 de setembro a 22 de janeiro. “As obras devem sair daqui pelo menos com um mês de antecedência, e não serão devolvidas antes de 10 de janeiro, que é o tempo para desmontar a exposição, enviar de volta e recolocar tudo nos seus devidos lugares, no apartamento. Para não interromper o funcionamento do seu ateliê como ponto de encontro artístico, Bruscky está disposto a lançar mão da tecnologia. “Uma das soluções que encontrei, para manter o local em atividade, foi montar um ambiente virtual. Vou pensar em alguma estrutura que permita a mim e aos amigos que freqüentam o ateliê não apenas visualizá-lo na Bienal, como também interagir com as pessoas que estejam conferindo a mostra em São Paulo”, entusiasma-se o artista. Ele conta que quando fez essa sugestão ao curador da exposição, a idéia foi muito bem recebida. “Hug gostou da proposta. Aliás, ele disse que a Bienal está disposta a bancar toda a infra-estrutura tecnológica necessária em São Paulo,” comenta. O artista tenta, a partir de agora, viabilizar um patrocinador local para o projeto. “Creio que não sairia muito caro. São necessários apenas um computador e uma boa conexão de acesso à internet. Minha proposta é que os equipamentos possam ficar no ateliê apenas enquanto durar a Bienal, como empréstimo. Depois, tudo poderia ser devolvido,” explica. Paulo Bruscky não sabe ainda, entretanto, que tecnologia seria usada para fazer esse link direto com a Bienal. “Vou procurar os centros de excelência de informática do Estado, como o pessoal do Porto Digital e do César. Acho que os profissionais dessas empresas podem me ajudar a encontrar a melhor solução para essa barreira técnica. Tudo o que sei é que não posso ficar tanto tempo sem o meu ateliê – se não terei o espaço real, que venha uma versão virtual,” brinca o artista. (© JC Online)
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