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Pioneiro em gravações acústicas, Marcelo Nova lança o primeiro DVD do Camisa de Vênus Nelson Gobbi A história do grupo baiano Camisa de Vênus, formado há 23 anos, se confunde com o rock brasileiro dos anos 80. Entre brigas e voltas, a banda nunca havia ganho um registro audiovisual. A lacuna acaba de ser preenchida com o lançamento do DVD Camisa de Vênus - Ao vivo, gravado em janeiro de 2004, em pleno Festival de Verão de Salvador. - Foi um show divertido e curioso, porque não tocamos na noite dedicada ao rock. Dividimos o palco com Zeca Pagodinho, Harmonia do Samba e, naturalmente, o público estava dividido entre pessoas que nos odiavam ou adoravam nosso trabalho. Mas o Camisa de Vênus está sempre na hora e no lugar errados - diverte-se Marcelo Nova, vocalista e compositor do grupo. O DVD cobre todas as fases do grupo e traz sucessos como Silvia, Bete morreu, Simca Chambord e Muita estrela, pouca constelação, parceria de Marcelo com Raul Seixas. Apesar da satisfação com a qualidade do registro, o grupo fez apenas mais algumas apresentações após o festival soteropolitano. Em seguida, um novo intervalo na carreira. - Para uma volta definitiva é preciso um projeto com músicas inéditas. Não dá para passar a vida inteira cantando Eu não matei Joana D'Arc - sentencia o cantor, que pretende lançar um novo álbum solo com 16 faixas inéditas até o mês de maio. Em agosto último, o cantor participou do DVD O baú do Raul, gravando Pastor João e a igreja invisível, parceria com Raul Seixas lançada no disco A panela do diabo - Raul Seixas e Marcelo Nova (1989). Marcelo achou apropriada a homenagem ao amigo, mas discordou da presença de alguns convidados: - Raul merecia um tributo assim, que não fosse mais uma homenagem estereotipada, mas muita gente caiu de pára-quedas ali. Mas se você faz sucesso e deixa uma obra marcante está sujeito a essas coisas - alfineta. Marcelo encara com naturalidade a sobrevida de outros grupos dos anos 80, muitas vezes diretamente ligada ao lançamento de álbuns acústicos. Mas não acha que este seja o melhor caminho para o Camisa de Vênus. - Essa é uma fórmula comercial que vem dando certo e deve continuar até estar totalmente esgotada. Eu já havia gravado um disco acústico em 1991, antes de toda essa onda unplugged. Esse é o meu problema, estou sempre à frente do tempo. Pena que só 10 minutos à frente - ironiza o cantor. Ultimamente o vocalista não vem sendo lembrado apenas pelos anos junto ao Camisa de Vênus ou por seu trabalho solo, mas como pai da não menos polêmica VJ Penélope Nova. Apesar de não acompanhar com freqüência o trabalho da filha no comando de programas como o Ponto Pê, Marcelo não esconde o orgulho por vê-la brilhando na grade da MTV: - Quando consigo assistir ao programa dou muita risada, vendo aquela menina de quem troquei as fraldas e que hoje fala com tanta autoridade sobre sexo. Sinto um misto de admiração e orgulho por ver que ela conseguiu impor sua personalidade numa mídia que tenta igualar a todos, onde Jon Bon Jovi é tão genial quanto Jimi Hendrix. (© JB Online) |
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