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Baiana Virgínia Rodrigues canta no Rio e sonha com popularidade em seu país João Bernardo Caldeira Nascida em bairro pobre de Salvador, a cantora Virgínia Rodrigues hoje freqüenta os mais celebrados palcos do mundo, incluindo o do Carnegie Hall de Nova York. Elogiada pelo New York Times, ela acaba de somar 40 apresentações em países como os Estados Unidos, a Áustria, a Espanha, a França e a Inglaterra, sempre mostrando os afro-sambas de Vinicius de Moraes e Baden Powell gravados no terceiro disco, Mares profundos, de 2003. Aos 40 anos, é hora de ganhar aplausos também no Brasil. Amanhã e quarta-feira ela mostra no Teatro Rival, às 20h30, com direção artística de Caetano Veloso - grande incentivador de seu trabalho - o repertório do CD, ainda não exibido no país. - Não tenho ressentimentos, mas o lugar onde menos canto é aqui. Tenho mais público lá fora e conheço mais os Estados Unidos do que o meu país - conta, acrescentando que o último show em sua terra natal aconteceu no Rio, em 2000. Segundo ela, a principal causa desse descompasso é a falta de espaço no dial: - Quem faz show tem que tocar nas rádios e minhas músicas não figuram na programação das emissoras - diz ela, que se apresenta no Rival ao lado de Yura Ranevski (cello e direção musical), Pedro Braga (violão), Raul Mascarenhas (sax e flauta) e Ronaldo Silva (percussão). Virgínia diz que o tratamento recebido no exterior tem sido invariavelmente mais quente do que o recebido por aqui, com críticas elogiosas e participação em programas de rádios bastante abertos a brasileiros. - Meu disco foi muito bem lá fora, graças a Deus. A música brasileira é a melhor do mundo e está bem cotada, principalmente na Europa. Ela não vê, no entanto, diferença entre a platéia brasileira e a estrangeira. - Sinceramente, público é público. Quando a pessoa vai a um show é porque gosta da música. Não importa se é carioca, japonês ou baiano. Enquanto apresenta mundo afora os clássicos de Baden e Vinicius - no Rio ela incluiu no repertório canções de seus trabalhos anteriores, Sol negro e Nós -, Virgínia vai pensando no próximo CD. E revela que este será de canções inéditas de compositores diversos. Quem sabe já na altura do novo lançamento não consiga se tornar mais conhecida entre os brasileiros? - O que importa é ter uma carreira estruturada, seja onde for. Mas acho que a fruta só dá no tempo certo. Meu dia no Brasil ainda vai chegar. Eu acredito nisso. (© JB Online) Cordel do Fogo Encantado apresenta novo show O grupo pernambucano, que estourou em 1999, no Festival Rec-Beat, no Recife, se apresenta no Sesc Pompéia Livia Deodato São Paulo - O grupo pernambucano Cordel do Fogo Encantado, que estourou em fevereiro de 1999, no Festival Rec-Beat, no Recife, se apresenta no Sesc Pompéia, com cenário novo e músicas inéditas. "O que eu ouço é o pessoal de Pernambuco reclamar que nós não fazemos mais shows por lá", diz Lira Paes (mais conhecido como Lirinha), vocalista e líder do grupo, sobre a insatisfação dos fãs paulistas com a ausência do Cordel pelos palcos de Sampa. É um sinal do sucesso que os pernambucanos Lira Paes, Clayton Barros, Emerson Calado, Nêgo Henrique e Lucas dos Prazeres alcançaram em oito anos de trabalho. O show A Trajetória da Terra, que estreou em outubro e já passou por todas as capitais nordestinas, vai mostrar seis músicas inéditas, sendo quatro cantadas e duas instrumentais. A base do som continua percussiva - com o tom melódico de apenas um violão - e com muitas inserções eletrônicas, o que significa ruídos diversos, entre os quais conversas de familiares dos próprios integrantes, cantorias da avó e de festa de aniversário. Para os toques eletrônicos entrarem no tempo certo de cada música, o grupo utiliza um sampler e disparadores, que são como pedais de bateria. O novo álbum deve ser lançado no segundo semestre, sem data definida ainda. A prioridade agora é testar as idéias propostas pelo Cordel em público. A novidade da vez é a produção do primeiro DVD do grupo, que será gravado em Arcoverde, a cidade natal de três dos cinco integrantes do Cordel. O DVD ao vivo está previsto para ser lançado ainda no primeiro semestre deste ano, sob produção de Carlos Eduardo Miranda, que já trabalhou com mundo livre s.a. e Otto. (© estadao.com.br, 18.2.2005) |
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