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 Continente comemora 50 números com boa saúde

28/03/2005

Capa da edição 51 da Continente Multicultural
 

A Continente Multicultural ultrapassou este mês os seus 50 números, carregando o mérito de ser a revista de maior longevidade da história de Pernambuco. “A Continente é uma experiência única nossa: nenhum outro Estado tem uma revista de cultura como nós temos”, afirmou Marcelo Maciel, presidente da Cepe (Companhia Editora de Pernambuco), por onde a publicação é lançada.

   A revista alcança o recorde de longevidade ao mesmo tempo em que consolida dois produtos gerados pela sua “grife” - A Continente Documento e a Continente Turismo (que foi lançada em Portugal). Atualmente, a “matriz” tem a circulação de oito mil exemplares por mês.

   Desse número, 5 mil é formado por assinantes - 3 mil deles avulsos, e o resto formado por professores da rede estadual de ensino. Apesar de ser lançada por uma editora do Estado, a revista fez questão de nunca soar chapa branca ou “oficial”.

   “Só no próximo número, que é o 52º, é que pela primeira vez aparece nas páginas da Continente uma foto de Jarbas Vasconcelos, e ele nem vai aparecer como governador. O nome dele será lembrado pela mostra da sua coleção de arte popular, que irá entrar em cartaz em abril no Instituto Bandepe”, revelou Homero Fonseca, um dos editores da revista.

   De acordo com Maciel, a Continente trabalha com uma estrutura franciscana - e “isso não é frase de efeito”, completou. A redação da revista é formada por dois editores (Homero Fonseca e Marco Polo), dois assistentes e por quatro profissionais da área de arte. Não há repórteres contratados, apenas colaboradores. “Os próprios editores é que são os repórteres, quando necessário”, explicou Maciel.

   Apesar de ser publicada pela Cepe, a revista, de acordo com Maciel, não vê um só centavo dos cofres públicos para pagar os seus custos - “A revista não tem prejuízo. Não usamos dinheiro público para cobrir os seus gastos, a Continente é uma empresa competitiva. Uma pena que o mercado publicitário não invista tanto na revista quanto poderia.”

   Maciel explicou que uma publicação sobrevive não do quanto vende em bancas ou do seu número de assinantes, e sim do investimento publicitário - “A Veja tem um milhão de assinantes, mas se ela perder as suas propagandas, vai começar a dar prejuízo. A Continente circula com oito mil números. Se eu colocasse 50 mil exeplares na rua, teria prejuízo, se não tivesse anunciantes.”

   Mais do que ser a revista pernambucana de maior longevidade, a Continente serve como veículo para escoar a produção cultural do Estado, “sem no entanto ser bairrista. Não deixamos de ser pernambucanos em nenhum momento, mas somos também universal”, reitera Fonseca. A revista atualmente é vendida em todo Nordeste e tem pontos de venda nas regiões Sul e Sudeste. “Não digo que estouramos em vendagem, mas se você for para São Paulo, Minas Gerais ou Rio, vai encontrar a Continente”, explica Maciel.

   Na hora de comparar a Continente com a sua (única) concorrente no mercado de revistas de cultura, a Bravo, Fonseca é bem sucinto - “A Bravo é uma revista essencialmente paulista.”

(© JC Online)

Com relação a este tema, saiba mais (arquivo NordesteWeb)


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