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20/01/2006
Vicente do Rego Monteiro é homenageado na França e tem livros relançados no Brasil
Pernambucano da capital, onde
nasceu em 1899, Vicente do Rego Monteiro
teve uma participação destacada na Semana de Arte
Moderna de 1922. Mandou nada menos que dez quadros
para o evento Esses livros, agora relançados em uma caixa – Lendas, crenças e talismãs dos índios do Amazonas e Algumas vistas de Paris (Imprensa Oficial, 96 e 48 págs., respectivamente, R$ 150) –, trazem os volumes fac-similares acompanhados por suplementos com a tradução de Regina Salgado Campos e apresentação do professor de literatura Jorge Schwartz, professor convidado de universidades prestigiadas, como Texas, Córdoba, Yale, de La República (Uruguai) e NYU. Schwartz é curador da exposição Do Amazonas a Paris: as lendas indígenas de Vicente do Rego Monteiro, em cartaz na Estação Pinacoteca paulistana e que deverá ser aberta em 18 de janeiro na Maison de l”Amerique Latine, em Paris, devendo se estender até 20 de fevereiro. A exposição de 12 painéis com imagens das aquarelas que inspiraram a obra gráfica dos livros citados marca o lançamento da caixa na França. Quelques visages... (Algumas vistas...) traz imagens de logradouros célebres, como a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, a Catedral de Notre-Dame. Tiragem inicial de 300 exemplares. Legendes, croyances... (lendas, crenças...) tem suas histórias enriquecidas por ilustrações de inspiração indígena como Mani-oca (casa de Mani) nesta página. Tiragem inicial de 600 exemplares.
Pernambucano, “cardisplicente”, cronista, mulato, jornalista, sedutor, compositor, levemente gordo, grande papo e copo melhor ainda, Antônio Maria era um príncipe entre seus pares no Rio de Janeiro dos anos 1950, onde, durante um curto período, a terra, ou melhor, Copacabana, fez inveja ao próprio paraíso. A biografia Um homem chamado Maria (Objetiva, 192 págs., R$ 32,90), de Joaquim Ferreira dos Santos, que chega às livrarias, é uma ampliação de Noites de Copacabana, lançado pela Relume Dumará em 1996 na coleção Perfis do Rio. O diferencial está no capítulo Danuza, acrescido com o depoimento da musa Leão, que acaba de lançar a autobiografia Quase tudo. Danuza trocou o megajornalista Samuel Wainer por Antônio Maria. Segundo Danuza, Maria soube ouvi-la em um momento em que não tinha com quem se comunicar. A relação durou três anos e marcou um período feliz na vida do compositor de Ninguém me ama, em parceria com Fernando Lobo. Gozador, o próprio Maria parodiava a canção dizendo “... ninguém me quer, ninguém me chama de Baudelaire”. Maria se foi em 1964 aos 43 anos. Morreu como viveu, do coração. |
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