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F. Jordão
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A atriz Nash Laila (Jéssica) em cena de Deserto
Feliz
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Um dos
mais prestigiados festivais de cinema do mundo começa na próxima
quinta-feira, e com filme pernambucano na programação
KLEBER MENDONÇA FILHO
A 57ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim começa
na próxima quinta-feira com participação expressiva do cinema
brasileiro, e isso inclui o mais novo produto do cinema pernambucano,
Deserto feliz, terceiro longa metragem de Paulo Caldas. O filme de
Caldas entrou na paralela Panorama, prestigiosa seção de Berlim que traz
50 filmes de todo o mundo, inclusive um segundo brasileiro, A
casa de Alice, produção paulista de Chico Teixeira. Além de um
título na competição oficial – O Ano em que meus pais saíram de
férias, de Cao Hambúrguer -, o Brasil tem ainda o lançamento
nacional da semana que vem, Antônia, de Tata Amaral, na outra
paralela Generation. Pela primeira vez, o Jornal do Commercio
trará cobertura especial do Festival de Berlim, numa parceria com o
Centro Cultural Brasil-Alemanha e Consulado da Alemanha no Recife.
Como um dos grandes festivais de cinema do mundo, e a exemplo do que
ocorre em Cannes e Veneza, Berlim traz espécie de amostragem
representativa da nova safra e novas tendências na moda do cinema. Foi
lá que Walter Salles saiu reconhecido com o Urso de Ouro por Central
do Brasil, em 1998, e é lá que é oferecida uma enorme vitrine para
filmes do cinema internacional de autor e/ou superproduções
hollywoodianas que terão suas premières mundiais. 300, por
exemplo, esperada superprodução de Zack Snyder (da ótima refilmagem
Madrugada dos mortos), com Rodrigo Santoro e milhares de efeitos
especiais, dá tom pop ao festival, fora de competição.
The good shepperd (O bom pastor), mais nova experiência
do autor americano e cinéfilo praticante Steven Soderbergh (Palma de
Ouro em Cannes por Sexo, mentiras & videotape), representa o lado
mais autoral de Hollywood, ao lado de The walker, de Paul
Schrader (roteirista de Taxi driver, diretor de A Marca da
pantera). O Bom Pastor (The Good shepperd) levará
Robert de Niro ao festival como diretor, em filme que investiga os
primórdios da CIA, tendo como rival de competição As cartas de
Iwo-Jima (Letters from Iwo-Jima), a elogiadíssima continuação
de A Conquista da honra (Flags of our fathers), de Clint
Eastwood, este último acaba de estrear no Brasil.
Da Coréia, o novo filme do autor de OldBoy, Park Chan Wook,
chama-se I’m a cyborg, but that´s ok (Eu sou um ciborgue, mas
está tudo certo) e deverá acelerar pulsos na Berlinale. O jovem
autor francês François Ozon volta a Berlim (esteve lá com 8 mulheres,
em 2002), este ano com Angel, trabalhando mais uma vez com
Charlote Rampling.
Este ano, a Berlinale será vitrine para número incomum de produções
alemãs (serão quase 50), mercado interno que tem produzido bons
resultados de público, como o multinacional (mas essencialmente alemão
como produto) Perfume – a história de um assassino, em cartaz no
Recife.
(©
JC Online)
Deserto feliz é esperança em Berlim
O filme do pernambucano Paulo Caldas foi encaixado na mostra
Panorama e é mais um marco da boa safra de filmes realizados por
cineastas locais
O filme do pernambucano Paulo Caldas – que estreou no longa metragem
há dez anos com Baile perfumado, feito em parceria com Lírio
Ferreira, e depois fez o documentário O Rap do pequeno príncipe
contra as almas sebosas, co-dirigido por Marcelo Luna – foi um
dos últimos títulos confirmados na seleção do Festival de Berlim.
Seu produtor Germano Coelho Filho já tinha a informação há algum
tempo, mas precisou segurá-la até que o próprio festival a
divulgasse.
A participação de Deserto feliz dá continuidade a uma fase
absolutamente histórica e também inédita para a produção
pernambucana, que nunca viu seqüência tão segura de filmes
apresentados nos maiores festivais internacionais do mundo. Lembrar
que Amarelo manga, de Cláudio Assis, esteve em Berlim em 2003
(mostra Forum), seguido por Cinema aspirinas e urubus, em
Cannes 2005, Árido movie, em Veneza 2006 (Mostra Horizonte),
Baixio das bestas, também de Assis, abrindo 2007 com sua
apresentação, esta semana, no Festival Internacional de Roterdã, na
Holanda (mostra competitiva do Tiger Awards). Deserto feliz
na Panorama em Berlim, portanto, deve ser visto como mais uma
conquista importante.
Germano Filho informa que o filme, que aborda a trajetória de uma
menina de Petrolina rumo à prostituição e à Alemanha, recebeu
dinheiro do canal Arte-ZDF para seu processo de finalização, que
ocorre em ritmo frenético no Rio de Janeiro. O filme foi rodado há
exatamente um ano no Recife e em Petrolina, no Sertão, com cenas
adicionais filmadas na própria Alemanha, e terá em Berlim sua
estréia mundial. Caldas e Germano correm para aprontar o filme, que
apresentará uma meditação sobre feminilidade, deslocamento, tendo
como subtexto a prostituição.
Já A casa de Alice (também na Panorama), que a reportagem
do JC teve a oportunidade de ver num corte ainda não
definitivo, promete ser um dos filmes brasileiros mais comentados de
2007, talvez dentro de uma escala associável a Cinema aspirinas e
urubus, ou O céu de Suely. O cinema comercial da Globo
Filmes passa longe desta representação humana da vida na classe
média média paulistana, narrando o dia a dia da mãe e provedora do
título, seu marido, filhos machos e mãe idosa. É o mais próximo que
o atual cinema brasileiro chegou para comungar com uma certa levada
Argentina, ou seja, os atores são críveis, as situações também, e a
câmera não parece existir.
(©
JC Online)
Lázaro Ramos será homenageado em
mostra de cinema em Toulouse
Paris - O ator Lázaro Ramos será homenageado nos 19ºs Encontros de
Cinema da América Latina de Toulouse, no sul da França, que começará em
16 de março.
A edição deste ano exibirá uma série de longas, curtas-metragens e
documentários brasileiros nos quais atores negros, que na
cinematografia tradicional só tinham papéis estereotipados de escravos
ou ladrões, começam a ser apresentados com um olhar mais próximo à
realidade.
O ator Lázaro Ramos, que receberá uma homenagem, participará da mostra,
segundo os organizadores.
O festival também
homenageará o cineasta chileno Raúl Ruiz, com a projeção de vários de
seus filmes. Além disso, a mostra apresentará parte da obra de Cristina
Sánchez, discípula de Ruiz.
Também será apresentada uma seleção de musicais e de documentários para
mostrar "a diversidade e a riqueza" desse gênero na América Latina.
"Carlos Gardel, el Mago", do uruguaio Martín Borteiro, e "A través de
tus Zcapatos", da colombiana Sonia Poveda Lasso, são alguns dos musicais
que serão exibidos.
(©
UOL
Cinema)
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Com relação a este tema, saiba mais (arquivo NordesteWeb)
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