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Foto: JC Imagem
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Maciel Salu,
presente no circuito gastronômico do Música Brasil
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ALAN LUNA
Depois da
abertura, ontem, no Marco Zero, a Feira Música Brasil 2007 dá
início hoje, de fato, à sua maratona de shows, espelhando música por
três pólos da cidade: ao Marco Zero, somam-se a Praça do Arsenal e o
Teatro de Santa Isabel.
Até
domingo, o ecletismo é a tônica, diversidade bem-vinda se a intenção é
traçar um painel do que se tem produzido em termos de música no Brasil –
ou mesmo fora dele. Nesse território livre, se apresentam hoje nada
menos que 11 atrações, a partir das 20h.
No Marco
Zero, palco de perfil mais tradicional (se é possível falar nesses
termos em uma feira de viés tão pouco mainstream), quem se apresenta
primeiro é a cantora Isaar. A ex-Comadre Fulozinha e eterna musa do DJ
Dolores mostra ao público o seu primeiro CD solo, o elogiado Azul
claro. O segundo artista da noite é Silvério Pessoa, que também faz
show do último trabalho: Cabeça elétrica, coração acústico.
A noite
se encerra com os artistas convidados: Rita Ribeiro e Gabriel, o
pensador. A maranhense Rita volta ao Recife depois de sete anos (o
último show foi em 2000). De lá para cá, a cantora lançou os discos
Comigo (2001) e Tecnomacumba, lançado este ano e base para o
show de logo mais. Já o rapper carioca, que fecha o segundo dia de show
da Música Brasil, tem sido presença mais constante por aqui
depois de algumas parcerias com Lenine. Ele apresenta seu álbum mais
recente, Cavaleiro andante, de 2005.
Do outro
lado do Bairro do Recife, a Praça do Arsenal é o reduto mais indie da
Música Brasil. Os responsáveis por abrir a programação são os paraenses
do Coletivo Rádio Cipó, que faz um som experimental, unindo ritmos
tradicionais, como o carimbó, às possibilidades da tecnologia digital. A
segunda atração é a funkeira carioca Deize Tigrona, que, sabe lá por
que, virou a queridinha dos “mudernos”. Depois é a vez do grupo Z’África
Brasil, um dos expoentes do movimento de “abrasileiramento” do hip-hop:
em seu segundo CD, Tem cor age, pululam influências de músicos
como Jackson do Pandeiro e Luiz Gonzaga. Encerrando a noite, sobe ao
palco a primeira atração internacional da Feira: o argentino Axel
Kryeger, que apresenta sua mistura de jazz, funk, música árabe e
latinoamericana, son retrô, psicodelia e folclore argentino, sintetizada
no CD Zorzal (2006).
Próxima
parada: Teatro de Santa Isabel. Um pouco mais distante da badalação pop
do Bairro do Recife, a construção neoclássica do Bairro de Santo Antônio
recebe os sons mais eruditos da Feira. A começar pelo Quinteto
Villa-lobos, primeira atração do dia. Uma das maiores referências da
música de câmara brasileira, o quinteto tem 45 anos de estrada e
conserva há 10 a mesma formação: Antonio Carlos Carrasqueira (flauta),
Luís Carlos Justi (oboé), Paulo Sérgio Santos (clarinete), Philip Doyle
(trompa) e Aloysio Fagerlande (fagote).
Em
seguida, o som que vem dos pampas, com a apresentação de Arthur de Faria
& Seu Conjunto, cujo lúdico caldeirão sonoro – que mescla jazz, polca,
tango, rock, valsa e baião – pode ser uma das boas surpresas da Feira.
Quem fecha a noite é o violonista cearense Zé Menezes. Enciclopédia viva
da MPB – da qual participou ativamente, sobretudo na Era do Rádio –
Menezes criou nos anos 60 o grupo Velhinhos Transviados e tem pelo menos
uma de suas composições na memória sentimental de boa parte dos
brasileiros de vinte e tantos anos: a música de abertura d’Os
Trapalhões.
PARALELO – Também hoje tem início também a programação peralela
organizada pela Representação Nordeste do Ministério da Cultura, que
inclui debates, mostra de videoclipes e circuito gastronômico (que
levará atrações para alguns dos principais bares e restaurantes do
Bairro do Recife).
A
movimentação começa ao meio-dia e meia, com a mostra de videoclipes no
bar Casa da Moeda (Rua da Moeda). Destaque para um especial com os
poetas da Mata Norte: Antônio Roberto, João Paulo e Barachinha, Antônio
Caju e Caetano da Ingazeira, José Galdino, João Limoeiro e Zé de Teté.
Além desse bloco temático, serão exibidos clipes das bandas Casas
Populares da BR-232 e Mira Negra, do grupo de dança Daruê Malungo e as
produções Break in Recife (do Núcleo de Comunicação Comunitária
do Recife) e Lambe-sujo.
No
Circuito Gastronômico, um dos pólos é o Paço Alfândega. Por lá, se
apresentam a cirandeira Lia de Itamaracá (praça de Alimentação), Alex
Mono e Azabumba (Cuba do Capibaribe). No Burburinho (Rua Tomazina),
sobem ao palco os Meninos da Casa Grande, da ONG homônima de Nova Olinda
(CE). Já a Rua da Moeda (pólo Brotfabrik) será tomada pelo Maracatu
Piaba de Ouro. Ainda no Bairro do Recife, serão contemplados com shows a
Praça do Arsenal e a Rua da Guia. Na primeira, se apresenta Gegê Nagô
(Espaço Cultural Mamulengo), na segunda, o grupo Cuca (Restaurante Sabor
Pernambuco). Para finalizar, o grupo Batuque Forte toca na Comunidade do
Pilar, em frente à igreja.
(©
JC Online)
Gil justifica feira em
Pernambuco pela diversidade musical
Isabelle Figueirôa
Do JC OnLine
Atualizado às 23h59
O
ministro da Cultura, Gilberto Gil, falou sobre os números e a
importância da música brasileira e de o Brasil exportar sua produção
fonográfica, durante a abertura oficial da Feira Música Brasil, na tarde
desta quarta-feira (7), no Armazém 12, Bairro do Recife. Para Gil, a
música tem um viés econômico tão importante quanto o cultural e o
social, sendo o espaço mais consagrado para a construção da
subjetividade de um povo. O Brasil, segundo o ministro, "é um País na
moda e está na hora de a música brasileira evidenciar sua força". À
noite, o ministro quebrou o protocolo, subiu ao palco, dançou coco com o
Bongar e elogiou a cultura do Estado.
A idéia da Feira Música Brasil é justamente ser
uma vitrine dessa diversidade da produção musical brasileira para o
mundo, "facilitando contatos e promovendo negócios de música dentro e
fora do País", disse o ministro. A feira surge em um contexto propício,
quando a música criada e produzida no Brasil ocupa 80% do mercado
consumidor nacional, que é o décimo do mundo. Para termos de comparação,
outros países latinos consomem apenas 5%, em média, da produção local.
Além disso, Gil alertou que "a economia da cultura já é responsável por
7% do PIB global".
Para Gil, a escolha de Pernambuco para sediar as
duas primeiras edições da feira, que segue com programação de palestras,
conferências, cursos, mostra e shows até este domingo (11), aconteceu
porque o Estado é um dos mais dinâmicos pólos da produção musical do
País, "berço de muitas das matrizes da nossa música, um celeiro de
constante renovação e com enorme potencial para fazer da cultura um
vetor de desenvolvimento regional".
Também participaram da reunião de abertura do evento a coordenadora do
Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura (Prodec), Paula
Porta, o prefeito do Recife, João Paulo, e o secretário de Cultura do
Recife, Roberto Peixe.
Para o prefeito João Paulo, "a feira vai marcar
definitivamente a história, a divulgação e o estímulo ao desenvolvimento
da música brasileira". O evento é uma promoção do Ministério da Cultura
(MinC), em conjunto com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social (BNDES), Associação Brasileira de Música Independente (ABMI),
Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae),
Governo do Estado de Pernambuco, Prefeitura Municipal de Recife e Porto
Musical, com o patrocínio da Petrobras.
O evento reunirá cerca de mil artistas,
produtores, empresários e outros profissionais envolvidos na cadeia
produtiva da música, para criar um ponto de referência para o setor,
facilitando contatos dentro e fora do território nacional e capacitando
profissionais. De acordo com Gilberto Gil, já está confirmada,
inclusive, a presença de oito grupos internacionais interessados na
produção musical brasileira.
PRODEC - O
Programa de Desenvolvimento da Economia da Cultura é dividido em três
pilares fundamentais: informação, capacitação e promoção de negócios. No
primeiro pilar, o MinC trabalha na coleta de dados, estudos e
informações setorias que envolvem as diversas áreas da cultura. Segundo
Paula Porta "já foram encomendados dois estudos sobre a música e as
festas populares, além disso vamos aprofundar a influência da música no
PIB brasileiro, através de um estudo em parceria com o IBGE".
No segundo campo, o Prodec realizará convênios
com o Sebrae para a capacitação de empresas de cultura, principalmente
sobre comércio e gestão iterna. A Feira Música Brasil se insere no
terceiro pilar, apesar de oferecer mostras dos outros aspectos. Na
promoção de negócios, o MinC também está reformulando o projeto piloto
de exportação de música, dando continuidade à exportação do conteúdo de
cinema e TV.
FREVO - Em
homenagem às comemorações do Centenário do Frevo, a equipe do JC
OnLine aproveitou a visita do cantor e compositor baiano e ministro
da Cultura para falar sobre o ritmo pernambucano. Para ele, a grande
importância do frevo é que ele "proporcionou aos setores populares o
espaço para a manifestação de suas formas de expressão". O ministro
completa que "ao lado do choro, foram as duas formas que mais investiram
na arquitetura da música e na sofisticação da melodia". Gil ainda cantou
um trecho da canção Frevo rasgado que compôs no seu primeiro
disco, em 1968.
(©
JC Online)
Confira a
programação da Feira Música Brasil
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dia 7 - quarta-feira |
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manhã / tarde |
RECEPTIVO |
aeroporto e hotéis |
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14 / 17h |
CREDENCIAMENTO |
terminal marítimo |
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20h30 / 21h |
ATO DE ABERTURA |
PALCO MARCO ZERO |
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21 / 1h |
SHOW DE ABERTURA com:
- bongar
- clube do balanço
- edvaldo santana
- SANDRA DE SÁ |
palco MARCO ZERO |
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dia 8 - quinta-feira |
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09 / 13h |
CURSO de especialização |
TEATRO HERMILO BORBA |
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10 / 13h |
VENTURE FÓRUM MÚSICA BRASIL |
AUDITÓRIO música BRASIL |
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10 / 13h |
CONFERÊNCIAS PORTO MUSICAL |
teatro Apolo e auditório do porto digital |
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12 / 14h |
apresentações musicais |
vários locais veJA programação |
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14 / 15h |
ABERTURA OFICIAL (AMBIENTE DE NEGÓCIOS E FEIRA DE
PRODUTOS) |
terminal marítimo e tenda |
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14h30 / 18h30 |
CONFERÊNCIAS PORTO MUSICAL |
teatro Apolo e auditório do porto digital |
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14 / 17h |
MOSTRA DE DOCUMENTÁRIOS CINEMA E MÚSICA DO BRASIL
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AUDITÓRIO música BRASIL |
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14 / 20h |
RODADA DE NEGÓCIOS SEBRAE |
terminal marítimo |
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14 / 20h |
FUNCIONAMENTO do ambiente DE NEGÓCIOS |
terminal marítimo |
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14 / 22h |
FUNCIONAMENTO da FEIRA DE PRODUTOS |
TENDA |
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20 / 23h |
MOSTRA DE CLIPES e shows com:
- quinteto villa–lobos
- arthur de faria
- ZÉ MENESES |
TEATRO SANTA ISABEL |
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20 / 0h30 |
MOSTRA DE CLIPES e shows com:
- COLETIVO RADIO CIPÓ (pa)
- deiZe tigrona
- Z´ÁFRICA brasil
- axel krYeger |
palco arsenal |
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20 / 1h |
MOSTRA DE CLIPES e shows com:
- isaar
- silvério pessoa
- RITA RIBEIRO
- GABRIEL O PENSADOR |
palco marco zero |
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dia 9 - sexta-feira |
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09 / 13h |
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO |
TEATRO HERMILO BORBA |
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09 / 13h |
RODADA DE NEGÓCIOS SEBRAE |
terminal marítimo |
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11 / 13h |
SESSÃO ABERTA MINISTÉRIO DA CULTURA |
AUDITÓRIO MÚSICA BRASIL |
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10 / 13h |
CONFERÊNCIAS PORTO MUSICAL |
teatro Apolo e auditório do porto digital |
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12 / 14h |
apresentações musicais |
vários locais veJA programação |
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14h30 / 18h30 |
CONFERÊNCIAS PORTO MUSICAL |
teatro Apolo e auditório do porto digital |
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14 / 17h |
MOSTRA DE DOCUMENTÁRIOS CINEMA E MÚSICA DO BRASIL –
VEJA PROGRAMAÇÃO |
AUDITÓRIO MÚSICA BRASIL |
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14 / 20h |
FUNCIONAMENTO do ambiente DE NEGÓCIOS |
terminal marítimo |
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14 / 22h |
FUNCIONAMENTO da FEIRA DE PRODUTOS |
TENDA |
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15 / 20h |
RODADA DE NEGÓCIOS SEBRAE |
terminal marítimo |
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17h30 / 19h30 |
SESSÃO ABERTA ABMI |
AUDITÓRIO MÚSICA BRASIL |
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19 / 22h |
MOSTRA DE CLIPES e shows com:
- pianorquestra
- tira poeira
- banda paralela |
TEATRO SANTA ISABEL |
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19 / 23h |
MOSTRA DE CLIPES e shows com:
- cabruÊra
- autoramas
- otto
- la kinky beat |
palco arsenal |
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20 / 1h |
- Chegada do Arrastão com Antônio Nóbrega e as
agremiações de frevo.
- Show com Gilberto Gil, Alceu Valença, Lenine,
Geraldo Azevedo, Luiz Melodia, Elba Ramalho, Maria
Rita, Ney Matogrosso, Vanessa da Mata, Nena
Queiroga, Claudionor Germano e Geraldo Maia.
- Show da banda A Troça, com a cena musical de
Pernambuco cantando frevo: Lula Queiroga, Spok,
Silvério Pessoa, Canibal, Siba, Maciel Salú, Fred
04, Ortinho, Edilza, Pedro Quental, Roger Man e
outros.
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palco marco zero |
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dia 10 - sábado |
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09 / 13h |
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO |
TEATRO HERMILO BORBA |
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10 / 13h |
CONFERÊNCIAS PORTO MUSICAL |
teatro Apolo e auditório do porto digital |
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11 / 13h |
SESSÃO ABERTA MINISTÉRIO DA CULTURA |
AUDITÓRIO MÚSICA BRASIL |
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12 / 14h |
apresentações musicais |
vários locais veJA programação |
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14h30 / 18h30 |
CONFERÊNCIAS PORTO MUSICAL |
teatro Apolo e auditório do porto digital |
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14 / 17h |
MOSTRA DE DOCUMENTÁRIOS CINEMA E MÚSICA DO BRASIL
|
AUDITÓRIO MÚSICA BRASIL |
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14 / 20h |
FUNCIONAMENTO do ambiente DE NEGÓCIOS |
terminal marítimo |
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14 / 22h |
FUNCIONAMENTO da FEIRA DE PRODUTOS |
TENDA |
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17h30 / 19h30 |
SESSÃO ABERTA ABMI |
AUDITÓRIO MÚSICA BRASIL |
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20 / 23h |
MOSTRA DE CLIPES e shows com:
- LANNY GORDIn
- OSWALDINHO DO ACORDEON
- RAUL DE SOUZA |
TEATRO SANTA ISABEL |
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20/ 0h30 |
MOSTRA DE CLIPES e shows com:
- axial
- vulgue tostoi
- bossa cucanova
- nation beat + MARACATU ESTRELA
- BRILHANTE
- aNIS |
palco arsenal |
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20 / 1h |
MOSTRA DE CLIPES e shows com:
- casuarina
- osvaldinho da cuíca
- nelson sargento
- mart´nália |
palco marco zero |
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dia 11 - domingo |
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14 / 17h |
MOSTRA DE DOCUMENTÁRIOS CINEMA E MÚSICA DO BRASIL |
AUDITÓRIO MÚSICA BRASIL |
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12 / 14h |
apresentações musicais |
vários locais veJA programação |
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14 / 22h |
FUNCIONAMENTO da FEIRA DE PRODUTOS |
TENDA |
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17 / 18h20 |
SHOW ANTONIO NÓBREGA |
TEATRO SANTA ISABEL |
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19 / 23h |
MOSTRA DE CLIPES e shows DE ENCERRAMENTO com:
- azulão
- biliu de campina
- maciel melo
- xangai
- MORAES MOREIRA |
(©
JC Online)
Recife
na era tecno
Capital pernambucana abre a 1.ª Feira Música Brasil, megaevento com
artistas e empresários de todo o mundo, e festeja 100 anos do frevo,
seu ritmo mais famoso
Adriana Del Ré
Este é o mês em que todas as atenções estarão voltadas para o
Recife. E não é só por causa de seu carnaval tradicional e popular,
o que já valeria o merecido interesse. Pelo menos, dois
acontecimentos importantes marcam os próximos dias da cidade e a
colocarão no foco da imprensa nacional e, quiçá, da internacional
também.
O primeiro deles é a Feira Música Brasil, que tem início hoje, com a
presença do ministro da Cultura Gilberto Gil, e se estende até o dia
11. Guardadas as devidas proporções, o evento segue a linha da
Midem, feira mundial de música realizada na cidade francesa de
Cannes. Os organizadores da feira no Recife não concordam com a
comparação, mas ela é feita aqui só para o leitor ter uma vaga idéia
da dimensão do evento, que ganha a primeira edição este ano.
Espera-se: a primeira de uma série.
Outro acontecimento, este histórico, marca os 100 anos do frevo,
comemorados exatamente no dia 9 de fevereiro. É uma data simbólica,
já que foi nesse dia, em 1907, que a palavra frevo saiu publicada
pela primeira vez. Deu no Jornal Pequeno do Recife. O multiartista
Antonio Nóbrega, que vem festejando o centenário desde o ano passado
com o projeto Nove de Frevereiro, é o anfitrião de um arrastão de
frevo, que ele próprio conduzirá pelas ruas do Recife, do centro até
o marco zero. Fã fervoroso e estudioso do gênero, Nóbrega já vinha
arrebanhando platéias lotadas nos espetáculos inspirados em seu
projeto e, ao que se espera, com o arrastão não será diferente.
Isso sem mencionar o Festival RecBeat, realizado durante o carnaval,
entre dias 17 e 20, no Recife Antigo. O evento chega à sua 12ª
edição acumulando méritos: lançou a banda Cordel do Fogo Encantado,
foi palco do retorno do Nação Zumbi, entre outras façanhas. Já
inserido no calendário musical pernambucano, o RecBeat mescla nomes
conhecidos com artistas novatos. Nesta edição, Tom Zé, o grupo
Instituto e Mr. Catra são atrações principais do festival, dividindo
cartaz com o já badaladinho Bonde do Rolê.
MÚSICA E NEGÓCIOS
A Feira Música Brasil é o primeiro passo (ousado) do Programa de
Desenvolvimento da Economia da Cultur a (Prodec), criado pelo
Ministério da Cultura e que iniciou 2007 com um orçamento de R$ 13
milhões, voltado para o desenvolvimento da cultura como economia no
País e fora dele.
Na realidade, esta primeira edição da feira ainda não fez uso desses
recursos, porque o Prodec só começou a ter orçamento a partir deste
ano, explica a coordenadora do programa, Paula Porta. Mas, de acordo
com ela, a 2ª Feira Música Brasil, que ocorrerá novamente no Recife
em 2008 (fugindo do eixo Rio-SP), já contará com verba do Prodec.
Promovida pela Associação Brasileira de Música Independente (ABMI) e
pelo Minc, a feira, por ora, conta com os patrocínios do BNDES e da
Petrobrás, além das parcerias do Sebrae, da prefeitura do Recife e
do governo de Pernambuco.
'A música brasileira é conhecida há uns 50 anos no exterior, mas era
preciso consolidá-la num espaço aqui no Brasil', diz Paula. 'O País
estava carente de um ponto de referência dessa produção musical.'
Sem contar o consumo de música brasileira e a importância dada a ela
no nosso mercado interno.
A urgência de um projeto nesses moldes, para ontem, fez com que
Paula e Carlos de Andrade, presidente da ABMI, desenvolvessem juntos
o projeto em seis meses, contando desde a elaboração até a sua
execução. Tempo recorde para uma feira desse nível, admitem ambos.
Ainda é cedo para fazer estimativas de qualquer gênero, sobretudo em
relação a negócios.
A feira foi pensada em quatro módulos. No módulo show, uma agitada
programação agrupa 35 shows e artistas das mais diferentes estirpes
e alguns até graúdos, como Sandra de Sá e Gabriel O Pensador (que
abriram mão de pomposos cachês em prol à iniciativa do projeto,
contam os organizadores). Desses artistas, 22 foram selecionados e
outros 10 convidados por um júri especializado. Há até atrações
internacionais. A previsão é de que 50 mil pessoas assistam às
apresentações, gratuitas, e à exibição de clipes.
Em parceria com o Porto Musical - Convenção Internacional de Música
e Tecnologia, realizado desde 2005, foi montado outro módulo, o de
conferências. Há ainda o módulo de produtos, que inclui
comercialização, mostra de filmes sobre música e divulgação de
projetos sociais ligados à área.
Mas uma das principais meninas dos olhos do evento deve ser mesmo o
módulo de negócios. Ou business to business, como define Andrade,
que prevê rodadas de negociações, inclusive com capital de risco,
'que traz dinheiro novo para a indústria.'
'É a primeira feira desse porte realizada na América Latina', diz o
presidente da ABMI. E explica o motivo pelo qual ele e Paula
discordam do título de 'Midem brasileira'. 'A Midem traz shows, é
uma feira de trocas, mas não tem a mesma integração que a nossa
feira tem.'
Destaques
HOJE
Abertura oficial, às 16 horas, com a presença do ministro da
Cultura, Gilberto Gil
Shows de Edvaldo Santana, Sandra de Sá e outros
AMANHÃ
Conferências com os americanos Brad Powell e DJ Spooky)
Shows de Gabriel O Pensador, Silvério Pessoa e outros
SEXTA-FEIRA
Rodada de Negócios Sebrae
Registro do Frevo como Patrimônio Imaterial
Show de 100 Anos de Frevo, Tira Poeira, entre outros
SÁBADO
Conferências com o inglês Peter Jenner, Gil e outros
Shows de Nelson Sargento, Lanny Gordin e outros
DOMINGO
Encontro do forró, com Moraes Moreira e outros
(©
Agência Estado, em 07.02.2007)
Feira Música Brasil começa em meio a polêmica
entre grandes e pequenos
Cinco maiores gravadoras do país não vão
participar do evento recifense
THIAGO NEY
DA REPORTAGEM LOCAL
A Feira Música Brasil tem início hoje em Recife com a intenção de
tornar-se o principal evento relacionado ao mercado fonográfico
brasileiro. Já em sua primeira edição, a iniciativa acontece em meio
a polêmica.
A feira é organizada pela Associação Brasileira de
Música Independente (ABMI), pelo Ministério da Cultura e pelo BNDES.
A idéia era agrupar todos os envolvidos na indústria, mas tem gente
grande que ficará de fora. As cinco maiores gravadoras do país (as
multinacionais Sony BMG, Universal, EMI e Warner, além da Som Livre)
não estarão em Recife entre hoje e domingo.
"Elas [grandes gravadoras] foram convidadas",
afirma Carlos de Andrade, presidente da ABMI. "Nos reunimos com
presidentes das multinacionais, até insistimos na participação
deles. Mas eles não acreditam na feira. Têm a postura "Quem faz a
indústria sou eu. Vocês estão brincando de discos. Não converso com
garotos". Essa é a atitude deles."
O presidente da Associação Brasileira dos
Produtores de Discos (ABPD), Paulo Rosa, diz que ficou sabendo da
existência da feira "por reportagens de jornais". "E depois
recebemos um convite do MinC que chegou em cima da hora, no dia 2 de
fevereiro. Além disso, não participamos em momento algum da
concepção desse evento. Mas não houve recusa da nossa parte. Ainda
nem respondi ao convite. Vou responder agradecendo, mas tenho outros
compromissos."
Polêmicas à parte, a FMB foi inspirada no Midem,
grande feira fonográfica que acontece anualmente na França. "Um dos
objetivos é consolidar a indústria brasileira. Mostrar que é um
universo repleto de participantes, que não se resume apenas às cinco
grandes gravadoras do país", diz Andrade.
O evento será dividido em quatro módulos: 1)
destinado a encontros de profissionais ligados à indústria, com
participação do Sebrae e BNDES; 2) venda de produtos e equipamentos
profissionais; 3) Porto Musical, com conferências e debates; 4)
shows de artistas como Osvaldinho da Cuíca, Deize Tigrona, Otto,
entre outros.
Como meta, a ABMI cita os números da participação de empresas
brasileiras no Midem de 2006: US$ 1,5 milhão referentes a negócios,
licenças fonográficas e venda de produtos.
(©
Folha de S. Paulo, em 07.02.2007)
Saiba +
Site
oficial do Música Brasil
|
Com relação a este tema, saiba mais (arquivo NordesteWeb)
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