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Festival alternativo do Carnaval de Olinda se muda para a Praça 12 de
Março e enfatiza a presença de cantoras
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Musical.BR
JOSÉ
TELES
Em sua
quarta edição, o festival olindense Cena Musical.BR sofre duas
modificações significativas. Deixa o Varadouro, onde funcionou durante
três carnavais, para se abrigar na Praça 12 de Março, próxima ao Carmo.
A outra mudança é que este ano as atrações serão unicamente
pernambucanas. “A gente optou pelo foco em Pernambuco por conta da vinda
da Feira Música Brasil e pela oferta de artistas com novos
trabalhos para apresentar no festival”, explica Mariana Borges, da
Produção e Arte que, com a 4 Cantos Produções e a Prefeitura de Olinda,
organizam o evento.
O Cena
Musical.BR acontece de sábado de Zé Pereira até a terça-feira gorda,
com quatro shows por dia, e seu objetivo inicial, conforme os produtores
foi criar uma plataforma de músicas diferentes dentro do Carnaval de
Olinda. Nas outras edições o festival trouxe bandas de Brasília (Casa de
Farinha e Casa de Joana), do Ceará (Dona Zefinha, Alegoria da Caverna) e
Rio Grande do Sul (Camerata Brasileira).
Mariana
Borges acrescenta que o novo palco beneficiará as bandas selecionadas:
“Lá no Varadouro as reclamações eram constantes, tanto dos artistas
quanto do público, porque os shows eram interrompidos para a passagem
dos blocos, já que se localizava bem no centro da folia de Olinda. Na
Praça 12 de Março, onde funcionou até o ano passado um pólo infantil do
Carnaval, é bem mais tranqüilo”, garante.
As
atrações vão do consagrado nacionalmente Siba e a Fuloresta do Samba ao
brega-fake de Os Magnatas da Beira-Mar. Um desfile dos mais variados
estilos da vigorosa cena musical do Estado. Da tribo Fulni-ô, de Águas
Belas vem a Fethxá, que participou da edição anterior do Cena
Musical.BR.
De São
Paulo, onde está baseada, vem a Astronautas, que mostrará o repertório
do elogiado terceiro disco, O amor acabou: “A gente reforçou este
ano o elenco feminino”, lembra Mariana, citando as cantoras Edilza,
Isaar França e Iana Reckman, vocalista da Carfax.
Ao todo
serão 16 atrações, quatro por dia: “Mas são shows que começam e acabam
cedo, vão até, no máximo, as 22h”, diz Mariana Borges. A Produção e Arte
lançou um CD que registra os três anos do projeto. O disco traz 18
bandas, representando as 54 que já tocaram no Cena Musical.BR.
“Pretendemos divulgar este CD na Feira Música Brasil. Vamos
distribui-lo para produtores daqui e do exterior. Mas ele também está
sendo comercializado, por enquanto, na loja Oficina da Música (Avenida
Guararapes, Centro do Recife).”
O disco
tem encarte bilíngüe, e contatos das 18 bandas – entre outras, Fethxá,
Os Cachorros, Alegoria da Caverna, Gustavo Tiné, Camerata Brasileira e
Azabumba.
(©
JC Online)
Evento Porto Musical discute a música
atual com palestras e shows ao ar livre no Recife
MARCELO SOARES
Colaboração para o UOL
Shows
abertos ao público, curso e conferências que abordam o que há de novo na
indústria global da música. Assim promete ser o Porto Musical 2007, que
acontecerá em Recife de 8 a 10 deste mês.
O evento pretende tratar de assuntos relativos à indústria da música
atual: novas tecnologias, direito autoral, distribuição e venda de
música pela Internet e de como artistas brasileiros podem conquistar o
mercado internacional.
A novidade desta terceira edição do evento, que acontece sempre na
capital pernambucana, é que será integrada com a Feira Música Brasil (de
7 a 11/02). Juntos, os eventos vão oferecer ao público 24 conferências,
64 shows, um curso de especialização e a feira de produtos, com espaço
reservado para a indústria independente.
Entre os convidados para as conferências estão nomes importantes como o
norte-americano Brad Powell, fundador e presidente do CalabashMusic,
comunidade global de distribuição de música independente por download.
Com o nome "O Renascimento da Música: O Fim dos Selos como Conhecemos?",
essa conferência promete mostrar soluções inovadoras para a era digital.
Outro nome de peso é o artista Paul D. Miller, autor do livro "Rhythm
Science" (2004), que será lançado no Brasil durante o evento. Miller
também é conhecido como DJ Spooky That Subliminal Kid. Entre seus álbuns
recentes estão "Optometry" (2002), "Dubtometry" (2003), versão dub do
primeiro, "Riddim Clash" (2004) e "In Fine Style: 50.000 Volts of Trojan
Records" (2006), no qual introduz elementos do reggae antigo à estética
sonora atual.
O enfoque da sua palestra (no dia 8, às 11h30, no auditório do Porto
Digital) é a relação da arte contemporânea com o som e as mídias
digitais, ou seja, como os processos produtivos, por meio de softwares,
transformaram o ato criativo que emergiu da cultura jovem urbana das
últimas décadas.
Wayne Synclair, diretor e programador artístico do Sunsplash, maior
festival de reggae do mundo, vai falar sobre como o festival saiu da
condição de atração local para se tornar global, com característica
itinerante.
Já Peter Jenner, ex-empresário das bandas Pink Floyd e The Clash, vai
ministrar duas palestras no Porto Musical. Em uma delas, ele o vai
discutir o conceito de música mundial e digital e os conseqüentes
impactos no mercado fonográfico. Na conferência "Capitalizando a
Anarquia" ele vai mostrar como a indústria de música pode melhorar a
relação entre autor e consumidor de forma lucrativa para os dois lados.
Shows
A programação de shows, que acontecem no Pólo do Arsenal (Porto
Musical), começa no dia 8 com a funkeira Deize Tigrona e o argentino
Axel Kryeger, que mistura cumbia, dancehall, hip hop com bases
eletrônicas e vai tocar com o coletivo Rádio Cipó, do Pará. Além deles,
sobe ao palco nesse dia o mestre Laurentino, 82, compositor de "Lourinha
Americana".
Na sexta-feira (9), o Pólo Marco Zero será o local de celebração do
centenário do frevo, a começar pela chegada do arrastão puxado por
agremiações e pelo músico Antônio da Nóbrega. Depois, haverá shows com
diversos artistas da MPB como Alceu Valença, Lenine, Geraldo Azevedo,
Luiz Melodia, Elba Ramalho, Maria Rita, Ney Matogrosso, Claudionor
Germano, o ministro Gilberto Gil, entre outros, todos cantando frevos.
Nessa mesma noite também acontece no palco do Arsenal shows com Otto e
com a La Kinky Beat, banda de Barcelona que percorre o caminho do rock
patxanga, estilo do Mano Negra.
No sábado (10), ao mesmo tempo em que Nelson Sargento desfilará pérolas
do samba da velha guarda da Mangueira no Marco Zero, a nova-iroquina One
Nation, que reverencia o maractu e a música de Chico Science, se
apresenta na Praça do Arsenal com o maracatu Nação Estrela Brilhante,
liderado pelo mestre Walter e pelo percussionista Jorge Martins.
E o forró marca o último dia da feira (11), com um encontro, no palco do
Marco Zero, de Azulão (forrozeiro de Caruaru), Biliu de Campina, Maciel
Melo e Xangai. A finalização do evento ficará a cargo de um baiano que
bebe do frevo pernambucano há anos: Moraes Moreira.
(©
UOL Música)
Festival Pré-AMP reforça grade com
atrações tipo exportação
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Pré-AMP
Evento caracterizado por servir de vitrine para os artistas
locais traz este ano nomes como Sérgio Cassiano e Kiko Klaus, que
atuam fora do Estado
Em coletiva de imprensa, foi divulgada na quarta-feira à tarde a
programação 2007 do festival Pré-AMP (confira arte ao lado).
Organizado pela Articulação da Música Pernambucana (AMP), o evento
vem, pelo quarto ano consecutivo, trazer para o período carnavalesco
do Recife uma amostra do que está sendo feito pelo cenário musical
independente da cidade. As apresentações começam na próxima segunda
e seguem até a quinta, sempre às 21h, com palco montado na Rua da
Moeda.Como a idéia do Pré-AMP é fazer um apanhado do que está
sendo feito na cidade, a diversidade marca a musicalidade dos
artistas convocados para esta edição: ritmos como hip hop, reggae,
música eletrônica, coco, indie-rock e até choro farão parte da
programação.
Uma das principais atrações é a Carfax, que parte do rock para
fazer um som que já conta com inúmeros fãs pelo Recife. A trajetória
da Carfax, que existe desde 2004, aponta bem a “ralação” que
artistas do cenário independente precisam fazer para se destacar num
cenários dos mais consecutivos: ao lançar seu álbum de estréia, em
2005, a banda criou o projeto Degustasom, que consistia em
levar estrutura de som para as ruas do Recife, onde o Carfax e
convidados se apresentavam de graça. Um legítimo e improvisado happy
hour.
Outro destaque é o cantor Kiko Klaus, ex-Capitão Severo. Em
processo de pré-produção de seu novo CD, o músico mostrará o show
Tambores, chips e trovões, marcando uma transição entre
Mesmalua, seu álbum de estréia, de 2005, feito em parceria com o
guitarrista e produtor musical colombiano Carlos Jaramillo. O
espetáculo será marcado por uma mistura entre percussões bem
brasileiras e o universo da música eletrônica.
O rapper Kbssa (+ 1 da Silva) começou sua carreira durante os
anos 90, época em que a mistura de ritmos era uma moeda valorosa.
Ainda assim, Kbssa, que atua na comunidade dos Coelhos, nunca largou
sua proposta de fazer um hip hop puro, sem qualquer mix regional,
mas que conta com elementos do reggaeton.
Um dos shows mais aguardados é de Sérgio Cassiano, percussionista
e ex-Mestre Ambrósio, que aproveita o Pré-AMP para mostrar as
composições de sua estréia solo, Ciência da festa.
O repertório da estréia de Sérgio Cassiano é fundamentado na
cultura popular brasileira, principalmente a de Pernambuco. Marcado
por ritmos como baiões, xotes, cocos, capoeira e samba-de-roda,
Ciência autoral se caracteriza especialmente pela inserção do
berimbau e de instrumentos de cordas como o violão, o cavaquinho e o
bandolim.
O Pré-AMP conta ainda com shows de Alessandra Leão (ex-Comadre
Florzinha), da cantora de Choro Naara, e de China, que atualmente
canta à frente da Del Rey e se prepara para lançar seu segundo CD
solo.
De acordo com os organizadores do Pré-AMP, a idéia do festival é
nunca repetir atrações e que todos os artistas que irão se
apresentar vão receber cachê. A quarta edição do evento custou R$
140 mil.
(©
JC Online)
Funjope promove reencontro de artistas paraibanos Um show na Praça Antenor Navarro (Centro Histórico de João
Pessoa) marca o reencontro de dois músicos paraibanos: Ditelles
Araújo e Don Tronxo, numa promoção da Prefeitura da Capital (PMJP),
por sua Fundação Cultural (Funjope). O evento ocorre nesta
quinta-feira (8), a partir das 21h.
Ditelles e Don Tronxo fizeram parte do movimento musical
nordestino e brasileiro, ao lado de artistas como Lula Cortes,
Robertinho do Recife, ‘Banda de Pau e Corda’, Lenine e Lula
Queiroga, na década de 70. Ambos participaram do ‘I Festival da
Música Nordestina’, realizado em 1978, que resultou num contrato com
a gravadora ‘Som Livre’.
No Rio de Janeiro, eles voltaram a se encontrar em festivais como
um em defesa da Amazônia, realizado nos teatros ‘Castro Alves’ e
‘João Caetano’, ao lado de nomes como Oswaldo Monte Negro, Joice,
Leci Brandão, Dominguinhos e Gilberto Gil.
O artista Don Tronxo, que mora em Recife (PE), é parceiro de
Alceu Valença há 30 anos e produziu nesse período várias canções com
o cantor pernambucano, como ‘Maria dos Santos’, do disco ‘Espelho
Cristalino’, a primeira parceria entre eles; depois veio ‘Balanço de
rede’, ‘Beijando a flora’ e a mais recente ‘Caia por cima de mim’.
Don Tronxo concorreu durante a sua carreira em diversos
festivais, sendo campeão do ‘Canta Nordeste’ e do ‘Frevança’, ambos
realizados pela Rede Globo, na cidade de Recife. Compôs também parte
da trilha sonora do filme ‘O Mágico de Orós’, de ‘Os Trapalhões’.
Em seis CDs gravados, ele realizou parcerias com diversos
artistas em sua trajetória musical, a exemplo de Dominguinhos, Tânia
Alves, Toquinho e Guadalupe, além do eterno parceiro Alceu Valença.
Atualmente, o artista tem um vídeo-clipe musical sendo exibido na
Rede Globo de Recife, em homenagem aos 100 anos do frevo, e fala um
pouco deste show em João Pessoa. “É super legal realizar este show
no Centro Histórico de João Pessoa, pois estou voltando a minha
terra, um lugar mágico do qual eu gosto muito”.
(©
O Norte Online)
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