Lisboa (Lusa) - O músico e compositor Lenine volta
aos palcos portugueses em 28 de março, para
apresentação única do seu álbum "Acústico MTV" em
Lisboa, no Teatro Tivoli.
Lenine já fez shows em Portugal e foi atração do
Festival de Vilar de Mouros 2003, considerado o
Woodstock português.
Na capital portuguesa, o músico pernambucano vai
interpretar canções que marcaram sua
carreira, gravadas ao vivo em 2006 no auditório do
Ibirapuera, em São Paulo.
No palco, Lenine contará com os músicos Guila
(baixo), Jr.Tostoi (guitarra) e Pantico Rocha
(bateria), com quem toca há mais de dez anos e
gravou o CD e DVD para a MTV.
Ao longo de mais de duas décadas de carreira, com o
primeiro álbum lançado em 1983 ("Baque Solto"),
Lenine editou pouco em nome próprio, mas a sua
produção musical estendeu-se para outros artistas,
tendo colaborado, por exemplo, com Chico César, Zeca
Baleiro, Gilberto Gil, Maria Bethânia e músicos
portugueses como Pedro Abrunhosa, Maria João e Mário
Laginha.
(©
UOL Diversão & Arte)
Música Brasil já planeja ampliar próxima edição
Evento que terminou no domingo no Recife
Antigo, com shows de Antonio Nóbrega e Moraes Moreira, provavelmente
vai ganhar mais espaço e novos parceiros
Adriana Del Ré
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Paulo Pinto/AE

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Apresentação de Antonio Nóbrega no
Teatro Santa Isabel |
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RECIFE - A Feira Música Brasil chegou ao fim
na noite de anteontem, no Recife Antigo, com os espetáculos do
multiartista Antonio Nóbrega, no Teatro Santa Isabel, e um encontro
de forró liderado por Moraes Moreira no palco do Marco Zero. Nóbrega
levou ao teatro o belo Nove de Frevereiro, inspirado em seu
projeto em homenagem ao centenário do frevo e com o qual continua em
turnê.
O diretor de fotografia Walter Carvalho está na cidade e começou
a registrar material para o DVD Nove de Frevereiro, como o
arrastão de frevo realizado no dia do centenário e o espetáculo no
Santa Isabel. Amigo de Nóbrega, Carvalho já havia dirigido o DVD
Lunário Perpétuo. Agora, os dois vão cumprir, até o fim do carnaval,
uma agenda intensa de entrevistas com importantes personalidades da
cultura pernambucana, para abastecer o documentário que entrará nos
extras do DVD.
No balanço final, a Feira Música Brasil, promovida pelo MinC e
BNDES, e patrocinada pela Petrobrás, mostrou bom desempenho, até se
levarmos em consideração de que foi arquitetada em tempo recorde de
seis meses. Mas ainda há ajustes a serem feitos para a próxima
edição, mais no que diz respeito à organização do propriamente à
estrutura da feira. No fim, a Associação Brasileira da Música
Independente (ABMI) lançou uma carta aberta, em que propõe alguns
pontos para serem debatidos, como a criação de mecanismos de
financiamento para a música independente, a equiparação tributária
dos bens culturais, entre outros temas - os mesmos, aliás, que
coincidentemente foram levantados em uma conferência promovida pelo
ministro Gilberto Gil e representantes do BNDES.
Os conteúdos - as feiras de negócios e de produtos, as
conferências, as rodadas de negociações e a programação musical -
atraíram o público. O intercâmbio entre músicos, produtores e
empresas funcionou bem. Artistas independentes de toda parte do
Brasil se fizeram conhecer, distribuindo seus CDs para gente da área
e estabeleceram contatos. Falou-se, pensou-se e discutiu-se a
música. Não houve espaço para glamour: era preciso se refletir
economicamente o setor. As grandes gravadoras foram ausência sentida
nesta primeira edição. Segundo Carlos de Andrade, presidente da
ABMI, realizadora da feira, elas foram convidadas, mas não aderiram.
Cerca de 2.100 mil pessoas circularam pelos auditórios,
corredores e palcos. Delas, 900 estavam inscritas nas conferências e
rodadas de negociações. A área de negociações foi um dos
carros-chefes do evento. De acordo com o Sebrae, as rodadas tiveram
negócios em torno R$ 8 milhões, em 450 reuniões realizadas durante
dois dias. Além disso, 75 empresas tiveram seus planos de negócios
avaliados pelos analistas do Sebrae. Já nas rodadas de investimento
do BNDES, o banco calcula uma prospecção de R$ 13 milhões entre
investimentos e financiamentos.
Para Paula Porta, coordenadora do Programa de Desenvolvimento da
Economia da Cultura (Prodec) e uma das idealizadoras da feira, o
conceito todo foi acertado. "O conteúdo da feira está todo correto,
o ambiente de negócios funcionou e a parte de produtos também. Todas
as conferências estavam cheias e trouxemos nove delegações
estrangeiras", avaliou. Para a próxima edição, que começa a ser
planejada em abril, Paula diz que haverá ampliação dos mesmos
conteúdos, das rodadas de negociações e do BNDES, além da entrada de
novos parceiros. E as conferências atraíram músicos, produtores,
representantes de selos, instituições e associações, atentos aos
caminhos do mercado.
(©
Agência Estado) |