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 Elba grava canções de Gonzagão em CD e DVD

02/04/2003

 

 

 

Elba Ramalho
 

 

Bernardo Araujo

   Além de ensinar os jovens a dançar um bate-coxa, a onda de forró que se abateu sobre o Brasil nos últimos anos serviu para aumentar o mercado de artistas que sempre militaram no gênero. Elba Ramalho foi uma que teve boa recepção ao lançar “Elba canta Luiz”, em 2002, baseado no repertório de Luiz Gonzaga, e partir para o circuito das festas de São João por todo o Nordeste. Aproveitando o bom momento — e a demanda do mercado — a cantora paraibana e a gravadora BMG gravaram “Elba ao vivo”, CD e DVD tirados de um show no ATL Hall, em outubro do ano passado, em espetáculo dirigido por Gabriel Villela.

   Com cantora e banda vestidos em trajes típicos ou estilizados do Nordeste, Elba canta clássicos do Rei do Baião como “Asa branca”, “Pagode russo” e “Assum preto”, ao lado de canções de temática semelhante, como “Luar do sertão” e “Súplica cearense”. No CD, de 14 músicas, Elba dá prioridade às composições de Gonzaga, com parceiros como Humberto Teixeira e Zé Dantas. No DVD — que mostra o ATL Hall lotado, apesar de a gravação ter acontecido sem direito a bebidas alcoólicas, em véspera de eleição — o repertório quase dobra, e Elba inclui sucessos de sua própria carreira, como “Banho de cheiro”, e “Chão de giz”, de seu primo Zé Ramalho. O DVD não tem muitos arquivos extras, mas inclui dois clipes, da própria “Chão de giz” e da “Ciranda da rosa vermelha”.

   — Foi uma loucura para produzir tudo, o diretor ia ser o Jorge Fernando, mas ele não pôde na última hora e convocamos o Gabriel — conta Elba. — Ele veio para João Pessoa 20 dias antes da estréia do show e fez a minha casa de ateliê. Foi ótimo, um reencontro meu com o teatro.

Material gravado em São Paulo não ficou bom

   Elba confessa que um único dia de gravação foi pouco.

   — É muita responsabilidade, e eu não queria ficar repetindo as coisas, cansando o público, os meus músicos e o Dominguinhos, que tocou duas faixas comigo — diz ela. — Na verdade, gravamos também em São Paulo, mas a reação do público lá é diferente, não ficou bom. Eu costumo adaptar o show para o tipo de público, e o de São Paulo não é tão chegado a dançar. Quando faço shows em convenções, por exemplo, sei que o público só quer balançar as jóias.

(© O Globo On Line)


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