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 Amarelo Manga fora do festival Cine-PE

22/04/2003

 

 

 

Cena de Amarelo Manga

 

Os produtores alegaram escassez de verbas para viabilizar a exibição do longa-metragem no festival

   Depois que finalmente havia sido confirmada a presença do longa-metragem pernambucano Amarelo Manga no Cine PE – Festival do Audiovisual, a produção do filme decidiu ficar fora dessa pré-estréia. Em nota oficial, a assessoria do festival comunicou que Marcelo Maia, produtor de Amarelo Manga, cancelou no último sábado a presença do já premiado longa no Cine-PE, alegando “indisponibilidade de verbas para o lançamento do referido filme, considerando que o mesmo entraria no circuito comercial local, na semana seguinte do festival”.

   Além de cancelar sua presença do festival pernambucano, Maia desistiu de participar de outro festival de cinema brasileiro, o Cine Ceará, que acontece na segunda semana de maio.

   O Cine PE, que nos anos passados sempre contou com a presença de produções locais, perde também a participação do curta pernambucano O Teatro da Menina Geninha, antes selecionado para a competição de curtas-metragens, na categoria de documentário. A produção do curta alegou impossibilidade da participação do filme, devido ao atraso na finalização do mesmo.

   Com essas mudanças, o Cine-PE agora se configura como um festival de 12 longas, nove deles participando da mostra competitiva e três fora de julgamento, sendo estes Apolônio Brasil Campeão de Alegria, que abre o evento no próximo dia 24, À Margem da Imagem, documentário agora reprogramado para o dia 26, e Viva Sapato!, que será exibido no dia 30.

(© Jornal do Commercio-PE)

Festival celebra mulher do cinema brasileiro

 

Suzana Velasco

   Calunga, no folclore de Pernambuco, é a boneca louvada como divindade no maracatu. Este mês, passa a ser também um dos troféus mais desejados pelos cineastas brasileiros. A estatueta é apenas uma das novidades do sétimo “Festival de Cinema de Recife”, que este ano passa a se chamar “Cine PE — Festival do Audiovisual”.

   Além das mudanças de prêmio e de nome, esta edição será realizada em Olinda, no Cine-Teatro Guararapes, no Centro de Convenções da cidade, de 24 a 30 de abril. Mas o grande destaque do evento — um dos três mais importantes do país, depois dos festivais de Gramado e de Brasília — fica por conta do tema “Revelando o talento da mulher”, com a entrega de medalhas de honra para 30 atrizes, diretoras, produtoras e divulgadoras do cinema nacional.

   As homenagens continuam com a “Mostra mulher”, uma disputa de quatro curtas-metragens de direção feminina. Há também a mostra competitiva de 37 curtas e nove longas-metragens de ficção e a exibição de quatro filmes fora da competição. Coincidência ou não, quatro dos concorrentes ao Calunga de melhor longa foram dirigidos por mulheres: “Durval discos”, de Anna Muylaert; “Lara”, de Ana Maria Magalhães; “Celeste e Estrela”, de Betse de Paula; e “Narradores de Javé”, de Eliana Caffé. O aplaudido “Amarelo manga”, do pernambucano Cláudio Assis — ganhador do Fórum Jovem do Festival de Berlim —, está fora do páreo, mas será exibido na noite de encerramento.

   — O festival criou a tradição de lançar os filmes para as regiões Norte e Nordeste. Muita gente vem de outros lugares, como Caruaru, Maceió e João Pessoa, e este ano esperamos 50 mil pessoas — diz Alfredo Bertini, diretor geral do evento.

   O Cine PE terá ainda uma mostra infantil para crianças das redes estadual e municipal de ensino e, nos dias 2, 3 e 4 de maio, em Brasília Teimosa — famosa depois da visita do presidente Lula —, um telão ao ar livre vai exibir “O casamento de Louise”, “Avassaladoras” e “No coração dos deuses”. A lista dos postos de venda de ingressos estão no site do festival.

(© O Globo On Line)


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