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05-06-2008
Banda lança hoje, no bar Boratcho (Pina), o videoclipe Azia Amazônica. Na Internet, a novidade é a faixa inédita Dogviles, coleiras e bombeiros
Ao completar dez anos no mercado fonográfico, a Mundo Livre S.A. está mais ativa do que nunca. E ativista. Neste 1º de abril, a banda oferece aos fãs uma nova música que, a priori, será lançada apenas na Internet. Dogviles, coleiras e bombeiros, inspirada no filme Dogville, de Lars von Trier, e nas polêmicas que estampam os noticiários, dá continuidade a uma “tática” do grupo de fazer crônicas do cotidiano em forma de canção e colocá-las na web. A faixa vai ao ar, inicialmente, no portal JC OnLine e nos sites Manguetronic e das gravadoras Trama e Candeeiro. À noite, no bar Boratcho (Galeria Joana d’Arc, Pina), a banda lança também o clipe Azia Amazônica, segunda faixa de trabalho de seu quinto álbum, O Outro Mundo de Manuela Rosário (Candeeiro Records/Trama, 2003). O vídeo foi rodado em Nova Iorque após o show da Mundo Livre no Lincoln Center, no ano passado, e é uma crítica direta à invasão dos EUA e seus aliados no Iraque. A “tática” à qual se refere o compositor e instrumentista Fred 04, começou em 2001, após os atentados de 11 de Setembro. A primogênita foi a canção Caiu a ficha, gravada como ‘demo’, sem masterização “por ser uma coisa bem quente pelo sentimento que estava rolando”, segundo o artista (na época, a banda estava sem gravadora). O resultado foram 54 mil downloads em apenas dois dias. O recurso de tomar um tema bombardeado no cotidiano e compor uma crônica musical é tão antiga quanto a própria indústria que, em seus primórdios, fazia uso do rádio. O compositor não entende como o mercado atual não utiliza hoje a Internet para fazer o mesmo. Na nova canção, Dogviles, coleiras e bombeiros, gravada profissionalmente no estúdio Musak, busca uma analogia entre o curioso Dogville e as polêmicas geradas pela modelo Luma de Oliveira. Sobre esta, levanta os casos do uso de coleira para homenagear o marido, durante desfile carnavalesco, e, depois, o suposto envolvimento com um bombeiro, pivô de sua separação. O paralelo com o filme do diretor dinamarquês é uma referência à personagem da atriz Nicole Kidman, que usa um acessório similar no pescoço. “Com certeza, quando Lars von Trier usou essa história não imaginou que, aqui no Brasil, isso já não era novidade e que há figuras da alta sociedade que usa coleira como adereço”, ataca Fred. “Mas uso isso como ironia, não como algo pejorativo. É uma crônica de costumes”, diz. NA TELA – No Boratcho, a Mundo Livre S.A. lança o vídeo Azia Amazônica, com participação do DJ Renato L. “É o segundo clipe ‘genérico’”, brinca Fred. Ele explica que, apesar de não haver contado com dinheiro da gravadora, o trabalho teve uma estrutura inédita para a banda, com o apoio de duas produtoras paulistas. Rodado parte em vídeo digital e parte em película de Super 8, Azia Amazônica tem um roteiro que parte da música homônima – baseada no filme Efeito Colateral, com Arnold Schwarzenegger. As imagens foram captadas em Nova Iorque e em estúdio, no Brasil. A idéia é desmascarar o propósito da recente invasão do Iraque pelos EUA e aliados. Fred revela ainda que outros clipes estão em processo de elaboração e serão lançados em breve. SERVIÇO (© JC Online)
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