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05-06-2008
Moncho Rodriguez dirige peça que estréia amanhã, no Arraial Ivana Moura A carroça da
peça Mãe Coragem, de Beltold Brecht, assume o poder simbólico de testemunha
dos horrores provocados pela ganância dos homens. A protagonista da peça se
mete numa guerra para proteger seus filhos e expõe as dores e a capacidade
de superação do ser humano nas situações-limite. Uma outra carroça carrega a
memória da história do Brasil e funciona como elo do espetáculo Guiomar, a
Filha da Mãe, que estréia amanhã, às 20h, no Teatro Arraial. Guiomar do
título é uma mulher atormentada, que entrelaça suas lembranças tragicômicas
com acontecimentos marcantes do País - do descobrimento aos atuais embates
de políticos e denúncias de corrupção. Guiomar, a Filha da Mãe Quando: Sexta e sábado, às 20h; domingos, às 17h Onde: Teatro Arraial (Rua da Aurora, 463, Boa Vista) Quanto: R$ 5,00 Informações: 3134.3072 (© Pernambuco.com) Em sua carroça, Guiomar carrega a memória nacional Personagem da autora Lourdes Ramalho desfia uma teia de fatos marcantes da história do Brasil em espetáculo que estréia amanhã no Teatro Arraial A autora Lourdes Ramalho, 80 anos, é uma antiga conhecida do público pernambucano. Pelos palcos do Estado já passaram várias montagens baseadas em textos dessa dramaturga cearense que há muitos anos se instalou em Campina Grande, no Sertão da Paraíba. Algumas delas fizeram história, como a versão de As Velhas dirigida por Moncho Rodrigues. A mesma peça foi, em 2003, atração do Festival Recife de Teatro. A partir de amanhã, mais uma obra dela é encenada no Recife. Trata-se de Guiomar – A Filha da Mãe, que entra em cartaz no Teatro Arraial às 20h.Novamente, o diretor Moncho Rodrigues se debruça sob a dramaturgia de Lourdes Ramalho, tendo como intérpretes os atores Augusta Ferraz (Malassombro) e Márcio Carneiro (O Arquiteto e o Imperador). Ela vive a personagem-título, mulher forte, que surge como se carregasse a memória nacional. Arrastando toda a vida do País numa carroça de madeira, como essas que os catadores de papel conduzem nas ruas, Guiomar desfia o seu rol fantástico de tipos numa tentativa de dar a sua versão de como se fez a história do Brasil. A partir do relato da incansável Guiomar aparecem em cena os ‘descobridores’ portugueses, os personagens da corte e até alguns cristãos novos. Todos ganham vida pelo ator Márcio Carneiro. “É uma peça tragicômica. Em alguns momentos o humor predomina, mas não é nada escrachado. Os personagens de Lourdes têm muita ligação com a terra, carregam traços marcantes do falar e pensar nordestino e é isso o que sobressai”, ressalta Márcio. Guiomar – A Filha da Mãe é um desdobramento de outra obra de Lourdes Ramalho, intitulada Guiomar, Sem Rir e Sem Chorar. A pedido da própria Augusta Ferraz, a dramaturga concebeu o novo texto, que foi montado originalmente para participar do 2º Festival do Teatro Brasileiro – Cena Pernambucana. O evento realizou-se em Brasília, em novembro do ano passado. “Fizemos duas apresentações em Brasília e estávamos com a peça toda prontinha, esperando só uma ocasião para entrar em cartaz”, explica Márcio Carneiro, 31 anos, que trabalha pela primeira vez com a veterana Augusta Ferraz, 46. “O projeto era de Augusta e ela me convidou. Adorei porque estamos juntos no palco e como produtores. Tenho trabalhado com diretores e grupos bem diferente aqui e isto é muito enriquecedor”, destaca o ator goiano. Guiomar ficará em cartaz às sextas e sábados, 20h, e domingos, no horário ‘alternativo’ das 17h. “Domingo é um dia complicado para tirar as pessoas de casa à noite. Estamos lançando este horário como uma alternativa para quem vier passear no Centro ou Bairro do Recife e quiser aproveitar para dar uma passadinha rápida no Arraial”, comenta ele. A temporada segue até junho. (J.L.) Amanhã, 20h. Teatro Arraial – Rua da Aurora, 457, Boa Vista. Fone: 3231.2716. Ingressos: R$ 5 (preço único) (© JC Online)
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