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05-06-2008
Espetáculo de teatro popular que já gerou filme terá publicação lançada hoje, na sede da editora Bagaço Luciana Veras A tríade
veja o filme- leia o livro-compre o disco é lugar comum nos Estados Unidos,
onde é corriqueiro roteiros virarem volumes e trilhas sonoras serem
disponibilizadas em CDs, contudo é ainda uma prática tímida no Brasil. Se
nem todos os longas-metragens brasileiros se tornam livros, o que dirá dos
curtas? O lançamento de Tejucupapo - História, Teatro, Cinema, surge para
romper esse estigma. Lançamento do livro Tejucupapo - História, Teatro, Cinema Onde: Editora Bagaço (Rua dos Arcos, 150, Poço da Panela) Informações: 3441.0132/0133 (© Pernambuco.com) A Batalha de Tejucupapo nas livrarias A Bagaço lança livro que narra como o teatro e o cinema abordaram um episódio histórico do Estado RAFAEL GUERRAA editora Bagaço lança o livro Tejucupapo – história, teatro, cinema, organizado pelo jornalista e professor Cláudio Bezerra. O livro é fruto da realização do filme Tejucupapo, um Filme sobre Mulheres Guerreiras, curta-metragem em formato de documentário, dirigido por Marcílio Brandão, que conta a história de um grupo de mulheres que encena na vila de Tejucupapo (litoral norte de Pernambuco) uma histórica batalha na qual mulheres luso-brasileiras expulsaram uma tropa de holandeses em 1646. O livro não se resume à parte cinematográfica (como fica claro no título), e é dividido em três partes. Cláudio Bezerra explica que queria democratizar o máximo a história. “Não queríamos que apenas um público mais especializado se interessasse pela obra. Por isso não fizemos um livro com o roteiro e informações técnicas”, explicou o organizador. A primeira parte foi escrita por Marcílio Brandão e conta a história da Batalha de Tejucupapo. Apesar de ter sido um episódio importantíssimo para a história de Pernambuco e do período do Brasil Holandês, quando pela primeira vez as mulheres pegaram em armas para lutar por independência, a batalha foi completamente ignorada pelos livros escolares. Há poucos registros da guerra e o que Marcílio conta no seu capítulo é baseado na tradição da história oral. A segunda parte, ou o “segundo ato” como os realizadores preferem chamar, é sobre a encenação do espetáculo que já acontece há 11 anos. O jornalista Rafael Coelho escreveu sobre a peça que é realizada quase como uma grande produção por pessoas da paupérrima vila de Tejucupapo. É nesse capítulo que é traçado um perfil de Maria Luzia da Silva, a Dona Luzia, uma verdadeira guerreira nativa de Tejucupapo que estava se recuperando de uma cirurgia e soube da história das mulheres guerreiras. Ela é a idealizadora da peça que realmente mudou a vida do povo da vila. No último ato do livro, escrito pelo diretor do filme e pelo produtor-executivo, Amaro Filho, são detalhados diversas passagens do período de produção do filme. Desde a luta para a captação de recursos, passando pelos momentos de gravação e chegando ao lançamento do filme na própria comunidade e nos festivais. Há relatos emocionados sobre a relação afetiva entre os realizadores e o povo de Tejucupapo. (© JC Online) Visite o site da Edições Bagaço
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