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Circo empresta magia a programa de inclusão social

05-06-2008

O Circo Social do Cirque du Soleil, em parceria com a rede Circo do Mundo, traz ao Recife três educadores

Oficina do Cirque du Soleil é realizada de segunda a sexta, no Recife

Ivana Moura
Da equipe do DIARIO

   Acrobacia de solo e aérea como ferramenta de construção da cidadania, malabares para reforçar valores humanos, exercícios de equilíbrio para fortalecer a convivência no Mundo, performances de clown para auxiliar na construção da identidade, contorcionismo para aprender a conviver com as diferenças. Os recursos circenses são utilizados como atividades de resgate de jovens excluídos. Para ensinar novas técnicas de pedagogia social, discutir o papel do instrutor, a ética e a realidade dos jovens que estão no centro do projeto, 26 artistas do Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Pará, Alagoas, Piauí e Pernambuco participam, a partir de amanhã, da II Oficina de Formação de Educadores de Circo Social no Brasil.

   Na abertura do encontro, nesta segunda, às 8h, no Teatro Armazém 14, alunos da Escola Pernambucana de Circo e sua Trupe Circus vão exibir números de malabares e de tecido aéreo. A Trupe - que está finalizando o espetáculo O Vendedor de Caranguejo, patrocinada pelo BNDES e marcado para estrear em 21 de maio - vai apresentar ensaio da peça. As aulas serão desenvolvidas no Sesc-Piedade.

   Promovida pelo programa de Circo Social do Cirque du Soleil, em parceria com a rede Circo do Mundo, a oficina traz ao Recife três educadores que atuam no circo canadense: Paul Vachon, Paul Laporte e Michel Lafurtune. Os trio detém vasta experiência na área inclusão social através das linguagens artísticas.

   A Escola Pernambucana de Circo foi escolhida para receber o evento, que ocorreu ano passado no Rio de Janeiro, em reconhecimento a proposta pedagógica que já gera bons frutos. Sua coordenadora, Fátima Pontes, lembra que a Oficina busca dar visibilidade ao trabalho do circo social como ferramenta de construção de cidadania e refletir sobre a importância disso.

   A Escola trabalha com 100 crianças da Zona Norte do Recife, nos bairros da Macaxeira e Buriti e arredores, as linguagens do circo, da dança, do teatro e da percussão. "O trabalho de inclusão social investe na cooperação e espírito de grupo, relação emocional e coma família, através de grupos de pais e oficinas para geração de emprego e renda. A ações são realizadas em conjunto com a associação dos moradores para se encontrar alternativas de lazer e cultura".

   O representante da Escola na rede do Circo Mundo Brasil, Zezo Oliveira, reforça que o trabalho tem como função principal a inclusão através das artes. "O universo do circo é muito próximo da realidade desses jovens, das dificuldades que eles enfrentam no dia-a-dia, pois exige uma capacidade de superação", testemunha. "O jovem percebe que é possível ultrapassar os limites do próprio corpo", constata Zezo. Ele aponta outras duas características: "O circo é essencialmente coletivo, estimula a integração e, além disso, por ser bastante lúdico, possibilita o trabalho com indivíduos de diferentes faixas etárias".

   Os resultados imediatos para os jovens participantes dos programas de circo social detectadas pelo coordenador da oficina é o reforço da auto-estima e a melhor compreensão do seu papel de cidadão. "Seja na trupe ou nos grupos da escola, os jovens aprendem a definir seu papel na sociedade, respeitar regras, reconhecer e aprender a negociar os espaços de diálogos e compreender as diferenças".

Serviço

II Oficina de Formação de Educadores de Circo social no Brasil
Quando: De segunda a sexta
Onde: Teatro Armazém 14 (dia 3, às 8h) e Sesc Piedade

(© Pernambuco.com)

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