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05-06-2008
Escritor e compositor paraibano mostra hoje aos recifenses sua rara performance de cantor
Júlio Cavani
O terráqueo Braulio
Tavares, criatura paraibana que aterrisa no Recife hoje para fazer um show
no Arraial do Guaiamum Treloso, é ao mesmo tempo o maior especialista em
literatura fantástica e ficção científica do Brasil e um dos principais
compositores parceiros de Lenine e Elba Ramalho. Dono de uma imaginação sem
limites, ele sabe tudo sobre O Senhor dos Anéis, assim como se considera um
grande conhecedor da cantoria de viola nordestina. Essa soma de referências
espaciais, mitológicas e regionais repercute em sua obra literária e também
em suas músicas, que apresenta hoje em um raro momento de cantor que só
acontece duas ou três vezes por ano. (© Pernambuco.com) Justa homenagem a Canhoto Publicado em 03.06.2004 MARCOS TOLEDOO 1º Panorama Recife de Documentários, que termina amanhã, apresenta no último dia os únicos médias-metragens pernambucanos da mostra. O primeiro, às 17h, Chico Soares: O Canhoto da Paraíba, de José Vasconcelos Vieira, é uma tardia mas justa e oportuna homenagem a um dos maiores violonistas da História do choro brasileiro. Recém-formado em Rádio & TV pela UFPE, José Vasconcelos pegou emprestado um dos modelos mais simples de câmera digital e saiu à caça de músicos, produtores e outras pessoas ligadas a Canhoto, em Pernambuco, São Paulo e no Rio de Janeiro. Para ir ao Sudeste, aproveitou uma viagem para um congresso e captou os depoimentos. O diretor realizou o trabalho com recursos próprios, motivado pela admiração que tem pelo artista e pela facilidade com a qual todos os personagens fazem questão de falar sobre o violonista. Pessoas como o músico e produtor Maurício Carrilho (sobrinho do flautista Altamiro) que resume muito bem o propósito do vídeo: “Canhoto deu uma contribuição para a música muito maior do que foi reconhecida. A música brasileira tem uma dívida muito grande com ele”, testemunha. O documentário tenta reparar um pouco desta lacuna com informações reveladoras como a discografia de Canhoto comentada pelo violonista Nuca. Apesar das limitações técnicas, Chico Soares atinge em cheio seu objetivo de deixar como legado um registro que resume a carreira do músico – que já não toca devido a uma isquemia sofrida em 1998 – e define muito bem sua importância para a música brasileira por meio de depoimentos de nomes importantes do meio a exemplo de Paulinho da Viola, César faria, Hermínio Bello de Carvalho, Luís Nassif, Fernando Faro, Henrique Annes, e vários outros. Basta citar que Paulinho da Viola – o diretor também possui este depoimento, mas não o colocou na edição de 30 minutos que será apresentada amanhã – admite que resolveu começar a tocar profissionalmente depois que assistiu a uma apresentação de Canhoto na casa de Jacob do Bandolim, no Rio, em 1959. Esta e outras declarações integram a edição ‘do diretor’, com 55 minutos, que deve ser veiculada na TV Cultura, que cedeu boa parte das imagens de arquivo, como as apresentações de Canhoto, Paulinho e seu pai, César Faria, no programa Ensaio. (© JC Online)
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