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Chico César volta à origem artística

05-06-2008

Chico César

   

Cantor paraibano faz dois shows no Projeto Seis Meia de hoje, ao lado do pernambucano Ortinho, no estilo voz e violão, a exemplo de seu primeiro trabalho solo, de 1995

MARCOS TOLEDO

   O cantor Chico César é o convidado desta semana do Projeto Seis e Meia, no Teatro do Parque. O evento de hoje conta com uma particularidade: quem abre a noite é o cantor Ortinho, dono de uma estreita relação com o colega paraibano, que gravou em uma faixa de seu CD solo, Ilha do Destino.

   Nesta quinta, o Seis e Meia volta embalado no sucesso das apresentações da última semana, com a cantora Edilza e o cantor Luiz Melodia, que provocaram a lotação da casa. Devido a este sucesso e ao esgotamento prévio de ingressos, a produção programou duas apresentações seguidas de Ortinho e Chico César para hoje à noite – a primeira, às 18h30, e a segunda, às 21h.

   Quem esteve no Parque na última quinta-feira pôde conferir um teatro lotado por um público bem diversificado, contendo pessoas que talvez não pudessem ter acesso a este tipo de espetáculo se realizado em local mais afastado ou sofisticado. Ciente disto, Chico César, que chega ao Recife vindo de outras apresentações no Rio Grande do Norte e na Paraíba, mostra-se muito animado e repleto de boas recordações.

   or telefone, enquanto viajava de Natal para João Pessoa (onde se apresentou terça-feira e ontem, respectivamente), Chico César, 40 anos, lembrou que foi no mesmo Teatro do Parque que fez seu primeiro show solo em Pernambuco. “Enquanto se fala na volta do Projeto Pixinguinha (formato no qual o Seis e Meia é inspirado), mais uma vez o Nordeste sai na frente neste tipo de show”, destaca. “É precisos facilitar o acesso do público ao artista e do artista ao público”, diz Chico, antecipando que Fortaleza e Campina Grande também estão querendo entrar neste circuito.

   O espetáculo atual do músico paraibano, por sinal, casa muito bem com a proposta do projeto. Em Voz, Violão e Você, Chico César realiza uma performance mais intimista na qual engloba o repertório de seus cinco álbuns solo. Um tipo de trabalho que remete ao início de sua carreira fonográfica, quando lançou o disco Aos Vivos (Velas, 1995), acústico e ao vivo.

   “É um show muito maleável”, descreve. “Depende do meu astral e de como se comporta o público.” Chico adianta que toca acompanhado apenas de seu violão (na verdade dois, um afinado em fá e outro em dó, o que proporciona ao artista fazer vários grooves).

(© JC Online)


Show de Ortinho é oportunidade rara de conferir Ilha do Destino

Vange Milliet

O cantor e compositor Ortinho, numa rara chance de mostrar seu disco-solo

 

Áudio
» Alto Zé do Nada
» Ciranda de Lia
» Na Beira da Praia

   O show de Ortinho é uma das raras oportunidades para o público conferir seu trabalho solo. O artista, que canta com uma banda formada por integrantes da Faces do Subúrbio e da Batuque da Usina, faz todo o repertório do CD Ilha do Destino (Elo Music, 2002) e promete participações especiais e algumas surpresas.

   Depois que voltou de São Paulo, onde passou uma boa temporada, Ortinho teve poucas oportunidades de mostrar as músicas de seu álbum de estréia solo. “Não tenho uma estrutura para divulgá-lo. É muito difícil para quem faz um trabalho independente”, explica. “Por isso que o pessoal está fazendo show de voz e violão”, opina, referindo-se a artistas já consagrados.

   A partir de agora, no entanto, até o fim do ano, o artista pretende se dedicar apenas à divulgação do CD. E deixa no ar a possibilidade de fazer uma parceria no palco com a outra atração da noite de hoje, Chico César, que canta e toca guitarra na faixa Na beira da praia.

Projeto Seis e Meia: Ortinho e Chico César. Hoje, no Teatro do Parque (Rua do Hospício, 81, Boa Vista. Fone: 3423.60440), com sessões às 18h30 e 21h. Ingressos: R$ 12 e R$ 6 (meia)

(© JC Online)


Violão dá o tom do Projeto Seis e Meia

Chico César, com repertório de cinco CDs, e Ortinho, com o seu Ilha do Destino, são as atrações de hoje

Augusto Pinheiro
Da equipe do DIARIO

   As duas atrações de hoje no Projeto Seis e Meia, que acontece no Teatro do Parque, são os cantores e compositores Chico César e Ortinho. Serão dois shows - 18h30 e 21h. O paraibano volta ao formato do início da carreira e se apresenta apenas com voz e violão, como fez no primeiro CD, Aos Vivos (1995).

   São três versões do instrumento - um com afinação normal, um em fá e o outro em dó. "Para mim, esse formato é muito natural, pois minhas músicas nascem do violão, e ele é o principal sujeito dos meus discos", diz Chico César, que iniciou esta turnê, batizada de Voz, Violão e Você, em setembro do ano passado, em São Paulo.

  No show, que já passou por países europeus, como República Tcheca, Inglaterra, Itália e Alemanha, o público também participa, como indica o "você" do título da turnê. "Eu interajo com a platéia e sinto a vibração para escolher as músicas na hora", conta.

   Ele apresentará canções dos seus cinco CDs - Aos Vivos, Cuscuz-Clã, Beleza Mano, Mama Múndi e Respeitem Meus Cabelos, Brancos -, além de músicas de outros compositores, como Que Bloco é Esse? (Paulinho Camafeu), e pelo menos uma inédita, Odeio Rodeio, um libelo contra as festas de peão. Não faltarão os hits, como À Primeira Vista e Mama África.

   No próximo dia 30, ele volta para a Europa, desta vez com banda, e, no retorno ao Brasil, pretende iniciar a preparação de um novo CD. "Eu componho muito quando estou na estrada. Já tenho material para três discos".

   No outro show da noite, o pernambucano Ortinho mostrará o repertório do CD Ilha do Destino, lançado há um ano e meio, e que tem, inclusive, participação de Chico César na faixa Na Beira da Praia. "Há a possibilidade de cantarmos juntos, algo que nunca aconteceu em um palco. Mas já nos conhecemos há muito tempo", diz Ortinho.

   O músico, que fez parte da banda Querosene Jacaré, investe em uma sonoridade pop, com algumas influências regionais, como a ciranda e o afoxé. Em Ciranda de Lia, presta uma homenagem a Lia de Itamaracá. "Foi a primeira vez que uma ciranda foi gravada com violão de sete cordas e trombone", diz.

   Outras músicas que fazem parte do repertório do espetáculo são Sangue de Bairro, uma parceria com Chico Science, já gravada pelo Soulfly (banda de Max Cavalera), e O Engano do Humano, parceria com Arnaldo Antunes, "um rock'n'roll", como define Ortinho.

Serviço

Projeto Seis e Meia
Com Chico César e Ortinho
Quando: hoje, às 18h30 e às 21h
Quanto: R$ 12,00
Onde: Teatro do Parque (r. do Hospício, 84, Boa Vista, tel. 3423-6044)

(© Pernambuco.com)

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