Notícias
Sivuca será o grande homenageado do São João do Recife

05-06-2008

Sivuca

 

   Não são apenas os municípios do interior do Estado que se "vestem" de bandeirolas no período junino. A capital também vira um verdadeiro arraial com festas espalhadas pelos quatro cantos da cidade. No Recife, o São João deste ano será animado por quatro pólos localizados no Marco Zero, Praça do Arsenal, Pátio de São Pedro e Sítio da Trindade. Mas o som da sanfona vai ainda mais longe com festas em dez pólos menores localizados nas comunidades e ainda cerca de 200 arraiais que irão acontecer na cidade.

   Serão mais de 200 atrações artísticas com shows de forrozeiros, de dança, quadrilhas e poetas. Cantores como Elba Ramalho, Petrúcio Amorim, Nando Cordel, Genival Lacerda, Maciel Melo e Arlindo dos Oito Baixos irão animar a festança, que vai do dia 12 ao dia 30 de junho. Três grandes novidades estão na programação deste ano: A Forrovioca (trio junino), os poetas populares que irão contar causos e poesias nos intervalos dos shows dos principais pólos e a Rave da Capitá, que terá uma tenda armada na rua da Moeda, no bairro do Recife, com trios de forró pé-de-serra e Djs.

   O homenageado do São João do Recife será o sanfoneiro Severino Dias de Oliveira, que ganhou o apelido de Sivuca quando veio morar na capital pernambucana. A obra completa do artista será gravada em um CD através de parceria entre a Prefeitura, a Phillips e o Departamento de Música da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), com previsão de lançamento para setembro.

   PROGRAMAÇÃO - Batizada de Forrovioca, a tradicional Frevioca estará enfeitada com alegorias da época e fará 30 apresentações por toda a cidade, levando o tradicional forró pé-de-serra às comunidades. O Sítio da Trindade será transformado numa "cidade matuta" com direito a cenário temático e barraquinhas de comida típica, além de ser palco do tradicional concurso de quadrilhas, com a participação de 64 grupos adultos e 24 infantis.

   Os palcos do Marco Zero, Pátio de São Pedro e Sítio da Trindade vão receber os maiores artistas da poesia matuta. Já a Rave da Capitá será um espaço alternativo. A idéia é juntar o legítimo forró pé-de-serra à inovação tenológica da música eletrônica dos DJs.

   A programação do Pátio de São Pedro também está "pegando fogo". Vai ter desfile de bandeira, apresentação de quadrilha junina, trio de forró, grupo de dança folclórica e a participação popular dos forrozeiros anônimos. A Casa do Carnaval, que fica no Pátio, também vai trocar de guarda-roupa com a exposição Quadrilha Junina, que estará aberta ao público a partir do dia 13. 

   Do coco ao forró, o São João do Recife promete agradar a todos os gostos, com uma programação multicultural. O melhor é que todas as festas têm entrada gratuita. É só escolher o pólo de animação que mais lhe agradar, vestir-se de matuto e aproveitar a festa até o sol raiar.

(© JC Online)


Confira a programação do São João do Recife
 

Praça do Marco Zero - Bairro do Recife

Beto Brito; Marinês e sua Gente; Oswaldinho; Glórinha Gadelha; Sivuca e Savinho do Acordeon 23 de junho, a partir das 21h Praça do Marco Zero
Siba e a Fuloresta; Cumadre Flozinha; Maciel Salú e Carolina com K 24 de junho, a partir das 21h Praça do Marco Zero
Chiquinha Gonzaga; Chá de Zabumba; Elba Ramalho e Genival Lacerda 25 de junho, a partir das 21h Praça do Marco Zero
Arlindo dos 8 baixos; Maciel Melo; Petrúcio Amorim e Nando Cordel 30 de junho, a partir das 21h Praça do Marco Zero
 

Praça do Arsenal - Bairro do Recife

Quadrilha Infantil Coco de Roda do Egídio; Ciranda Mimosa; Silveirinha; Aracílio Araújo e Trio Tangarás 23 de junho, a partir das 17h Praça do Arsenal
Palhaço Pipoquinha; Quadrilha Infantil; Cia de Dança Forrobodó; Ciranda Dengosa e Irah Caldeira 24 de junho, a partir das 17h Praça do Arsenal
Quadrilha Infantil; Os Três do Xaxado; Ana Lúcia e Coquistas do Amaro Branco; Paulinho Leite e Sinfonéia Desvairada 25 de junho, a partir das 17h Praça do Arsenal
Grupo Originais do Forró; Quadrilha Infantil; Grupo Bongá-Nação Xambá; Azabumba; Marinalva e sua Gente e Vanildo de Pombos 27 de junho, a partir das 17h Praça do Arsenal
Grupo Originais do Forró; Palhaço Pipoquinha; Serra Véia e Maciel Salú 30 de junho, a partir das 17h Praça do Arsenal
 

Rave da Capitá- Rua da Moeda

Forró Pé de Serra Lampião a Gás e DJ Renato L 23 de junho, a partir das 21h Rua da Moeda
Forró Pé de Serra Chiado do Chinelo e DJ Edu 24 de junho, a partir das 19h Rua da Moeda
Forró Pé de Serra Lampião a Gás e DJ Lala K 25 de junho, a partir das 21h Rua da Moeda
Forró Pé de Serra Chiado do Chinelo e DJ Bruno Pedrosa 26 de junho, a partir das 17h Rua da Moeda
 

Palco móvel - Rua da Moeda

Trio Mandracatú; Edmilson do Pífano e Aécio dos 8 baixos 23 de junho, a partir das 19h Palco Móvel - Rua da Moeda
Coco Popular de Aliança; Forró Rabecado e Chico Bala 24 de junho, a partir das 19h Palco Móvel - Rua da Moeda
Orquestra Popular da Bomba do Hemetério; Aurinha e a Banda Rala Coco; Lampiões e Maria Bonita 25 de junho, a partir das 19h Palco Móvel - Rua da Moeda
Trio de Forró Arquivo do Sertão; Toinho do Baião e Toinho de Surubim 26 de junho, a partir das 20h Palco Móvel - Rua da Moeda
 

Pátio de São Pedro

Irah Caldeira; Toinho do Baião; Petrúcio Amorim e Arquivo do Sertão 12 de junho, a partir das 21h Pátio de São Pedro
Trio Chique-chique; Baixinho dos 8 baixos; Paulo Matricó e Abdias Campos 18 de junho, a partir das 19h Pátio de São Pedro
Genildo do Acordeon; Vats e Viola; Quinteto Violado e Trio Camará 19 de junho, a partir das 21h Pátio de São Pedro
Quadrilha Junina Unidos da Gameleira; Os Três do Xaxado; Emílio do Forró; Véio Mangaba; Chá de Zabumba e Cylene Araújo 23 de junho, a partir das 18h Pátio de São Pedro
Quadrilha Junina Cintura Fina; Chico do Acordeon; Anchieta; Dalí Silveirinha e Pau no Xote 24 de junho, a partir das 18h Pátio de São Pedro
Grupo de Dança Raízes; Trio Tangarás; Rogério Rangel; Bia Marinho e Vanildo de Pombos 25 de junho, a partir das 18h Pátio de São Pedro
Balé Folclórico do Jaboatão Pajeú; Arlindo dos 8 baixos; Mestre Salustiano e Chico Bala 26 de junho, a partir das 20h Pátio de São Pedro
Quadrilha Junina Versão Show da UR-4; Martins do Pandeiro; Maciel Melo; Camarão e Banda Heleno dos 8 baixos 29 de junho, a partir das 18h Pátio de São Pedro
 

Sítio da Trindade

Abertura oficial do São João do Recife. Show com Ivan Ferraz; Bia Marinho; Banda de Forró Os Tangarás 12 de junho, a partir das 20h Sítio da Trindade
Peça Infantil; Trio Camará; Valdir Santos e Zabumba de Virgulino 13 de junho, a partir das 17h Sítio da Trindade
Ciranda Pernambucana e Os Quentes do Forró 14 de junho, a partir das 19h Sítio da Trindade
Ciranda Dengosa Trio Asa Branca 15 de junho, a partir das 19h Sítio da Trindade
Ciranda Mimosa Trio Arquivo do Sertão 16 de junho, a partir das 19h Sítio da Trindade
Trio Bambolê; Edmilson do Pífano e Patrícia Cruz 17 de junho, a partir das 19h Sítio da Trindade
Trio Chique-chique; Grupo Cultural Coco d'Umbingada; Petrúcio Amorim e Roberto Cruz 18 de junho, a partir das 19h Sítio da Trindade
Cia de Dança; Nando Cordel; Aécio dos 8 baixos; Sevy Nascimento e Terezinha do Acordeon 19 de junho, a partir das 19h Sítio da Trindade
Cia de Dança Forrobodó Os Quentes do Forró; Trio Mandacarú; Genildo do Acordeon e Sinfonéia Desvairada 20 de junho, a partir das 16h Sítio da Trindade
Ciranda Pernambucana; Silva Alhandra e Lucinha Guerra 21 de junho, a partir das 19h Sítio da Trindade
Trio Flor do Ananai; Reinivaldo Pinheiro e Ivan Ferraz 22 de junho, a partir das 19h Sítio da Trindade
Genildo do Acordeon; Josildo Sá; Genaro e Walkíria; Maciel Melo e Casaca de Couro 23 de junho, a partir das 19h Sítio da Trindade
Cia de Dança Giselly Andrade; Grupo de Danças Juninas; Ciranda Dengosa; Lampiões e Maria Bonita; Cascabulho; Ceiça Morenno e Trio Xamego 24 de junho, a partir das 16h Sítio da Trindade
Trio Pé de Serra do Egídio; Nilton do Baião; Aracílio Araújo; Eli Vieira e Trio Macambira 25 de junho, a partir das 19h Sítio da Trindade
Trio Pé de Serra do Egídio; Irah Caldeira; Cristina Amaral; Paulinho Leite e Trio Os Três do Forró 26 de junho, a partir das 19h Sítio da Trindade
Grupo Pernamb e suas Raízes; Ciranda Mimosa; Marinalva e sua Gente; Nádia Maia e Arlindo dos 8 baixos 27 de junho, a partir das 17h Sítio da Trindade
Ciranda Dengosa; Trio Arquivo do Sertão; Azabumba e Anchieta Dali 28 de junho, a partir das 18h Sítio da Trindade
Cleyton Santana e Banda; Mazinho de Arcoverde; Flávio Leandro e Ronaldo Aboiador 29 de junho, a partir das 19h Sítio da Trindade
 

(© JC Online)


São João, uma festa quase no fim

Festejos resistem no interior do Nordeste, mas estão acabando nas metrópoles

ALUÍZIO FALCÃO
Especial para o Estado

   Do meu quarto ouço a fuzilaria.  Não são os desiludidos do amor que estão se matando, como no poema de Drummond. São bombas juninas explodindo na rua. Aproxima-se a noite de São João e franco-atiradores tentam reviver uma tradição praticamente morta nos bairros de classe média. O máximo que esses guerrilheiros conseguem é perturbar o sono dos moradores de apartamentos. Quando cheguei por aqui, há 40 anos, ainda havia festejos entre Moema, onde moro, e Itaim-Bibi, onde morei. Havia também vilas, ou ruas somente de casas. Os moradores mais animados penduravam gambiarras e bandeirolas. Faziam fogueira, bebiam quentão, comiam pinhão assado. Confesso que achava essas festinhas um tanto maçantes, como aliás sempre achei todas as festinhas. Mas eram elas, mesmo com a sua chatice peculiar, sinais de uma fraternidade comunitária hoje inexistente na parte que me cabe neste latifúndio urbano.

   Nos bairros da periferia, os festejos resistem, mas sem a força de antigamente. São Paulo já não gosta de São João. As comemorações tendem a uma brejeirice artificial, geralmente nas escolas. As crianças vestidas de caipiras, quase sempre a contra gosto. Elas preferem as fantasias de super-heróis. Não suportam (com razão) aqueles chapeuzinhos de palha, camisas de estampa xadrez, lenços no pescoço, bigodinhos de tinta. Falei com amigos gaúchos, paraenses, mineiros, cariocas, e eles me disseram que em suas capitais acontece a mesma coisa.

   A retumbante exceção é o interior do Nordeste, especialmente as cidades de Caruaru (Pernambuco) e Campina Grande (Paraíba), que disputam ano a ano a proeza de realizar o São João mais animado e mais concorrido. Ali os festejos são megaeventos em que a grandiosidade não apagou a tradição. Ainda existem as fogueiras, fazem-se adivinhações, serve-se farta comida à base de milho – esta, uma contribuição dos nossos índios à herança rigorosamente portuguesa nos demais aspectos. Também na Região Nordeste permanece um cardápio especial para os festejos de junho. Li, recentemente, o livro Comida e Tradição, de Nininha Carneiro da Cunha. Obra saborosa, literalmente, com grande parte das receitas usadas em festas da região canavieira de Pernambuco: ‘botada’ do engenho, Natal, Festa da Padroeira, resguardo após o parto, carnaval e, naturalmente, São João.

   No entusiasmado prefácio, Gilberto Freyre salienta o pendor de Nininha para historiadora, tomando a culinária como objeto de pesquisa. Em duas apresentações, Edson Nery da Fonseca e Mário Hélio acompanham o mestre nos elogios e recomendações. Nery, citando Brillat Savarin, lembra que o caráter nacional corre perigo quando as tradições culinárias de um país estão ameaçadas. Mário Hélio, talvez a melhor vocação de ensaísta que o Brasil revelou nos últimos anos, aponta o texto como virtude principal desse livro de receitas: "Não há nele espaço para metáforas, para as gracinhas da linguagem. Recusa todas as ambigüidades e paradoxos, todas as faturas do dizer. O prazer que há nele não se consegue lendo, e sim fazendo o que ele quer. É assim sempre com o prazer. É só obedecer ao seu comando."

   Posso dizer que as receitas para a noite de São João, elaboradas por uma sinhazinha de engenho, assemelham-se em tudo ao que era preparado nas cozinhas do agreste e do sertão, de onde vim: bolo pé-de-moleque ou de macaxeira, manuê, milho cozido, canjica, milho assado, pamonha. A mandioca e o milho, produtos indígenas, respondem sozinhas pelas comedorias. Tudo o mais herdamos dos nossos principais colonizadores. No culto a São João Batista, celebrado em 23 de junho, os portugueses concentraram, desde tempos imemoriais, todas as superstições ou crendices populares, depois trazidas para o Brasil.

   Os nativos ficaram encantados, conforme escreveu o jesuíta Fernão Cardim, em 1583, a respeito das festas religiosas na colônia: "A primeira é as fogueiras de São João, porque suas aldeias ardem em fogos, e para saltarem as fogueiras não os estorva a roupa, ainda que algumas vezes chamusquem o couro." Um franciscano, frei Vicente de Salvador, cem anos depois, confirmava que os índios "só acodem todos com muita vontade nas festas em que há alguma cerimônia, porque são mui amigos de novidades, como dia de São João Batista, por causa das fogueiras e capelas". As adivinhações, no interior do Brasil, sugerem possibilidades de casamento, risco de morte ou viagem próxima.

   Graciliano Ramos observou uma vez que se conservam, neste caso, reminiscências do culto do fogo e das consultas ao oráculo. Já vi festeiro demonstrando sua fé em São João Batista ao pisar com os pés descalços as brasas das fogueiras. Em torno delas, em ritual, celebra-se o compadrio (comadres, compadres), valendo quase tanto quanto os sacramentos litúrgicos. Espanta que sertanejos pobres, em geral espertos e desconfiados, acreditem sem hesitar nessas extravagâncias. Isso provavelmente é fruto de exacerbada religiosidade – a mesma que fazia o capitão Virgulino Ferreira Lampião rezar, todos os dias, antes de adormecer e ao despertar. Quem foi criança em junhos de outros tempos guarda na memória um cenário de fogos inapagáveis. Fogos coloridos, que se chamavam caraduras, chuveiros, estrelinhas. Nas retinas fatigadas, o espetáculo dos balões, o vôo cego dos busca-pés, a explosão de transvalianas, girândolas e ronqueiras.

   Hoje, quando vejo na televisão incêndios dos chamados "depósitos de fogos de artifício" me pergunto para quem venderiam esses fogos, pois o São João, por essas bandas, é uma festa quase acabada. Insisto nas iguarias. Esse trecho das receitas juninas do livro Comida e Tradição é quase um poema: "...Com o segundo leite, lave muito bem a massa, retire a palha e esprema, comprimindo com as mãos. Junte com o caldo que ficou reservado e passe tudo por uma peneira não muito fina. Tempere com o açúcar, o sal, e leve ao fogo em um tacho ou panela grande, mexendo com uma colher de pau, com muito cuidado para não encaroçar. Quando começar a engrossar, junte o primeiro leite, e deixe cozinhar, o que deverá levar de uma hora e meia a duas horas. Para saber se a canjica está cozida, pare um pouco de mexer, a massa vai engelhando. No dizer dos antigos ‘engelhando como velho’. Prove de sal e açúcar, retire do fogo, derrame nos pratos e salpique canela."

   Canjica de milho verde ou curau, como dizemos aqui em São Paulo. Depois de passear em quase 300 páginas de lembranças culinárias, encaro, na hora do jantar, a suprema humilhação de uma salada. Agora é assim, todas as noites, porque o doutor mandou. Depois dos 50, os médicos tomam o poder e o querer. Para onde foram os bolos e doces, os grandes pratos, as castanhas confeitadas, e outras invenções de mãos quituteiras que passavam a tarde na grande cozinha, ralando coco emexendo alguidares? Quando voltarão? Nunca mais, responde o corvo da idade, implacável e monocórdio. Vou para a cama, escutar a fuzilaria dos que, teimando em reviver o São João paulistano, ajudam a desfigurá-lo.

(© O Estado de S. Paulo)


Três cidades disputam título de melhor arraial

PAULO ROLEMBERG
FREE-LANCE PARA A AGÊNCIA FOLHA, EM ARACAJU

   Nos 30 dias deste mês, três cidades nordestinas vivem de forma mais intensa o clima de festa junina: Caruaru (PE), Campina Grande (PB) e Aracaju (SE). Cada uma delas reúne em média um público de 100 mil pessoas por noite.

   As cidades transformam-se em verdadeiros "arraiais", enfeitando ruas e lojas com bandeirolas e balões juninos gigantes. Tradicionalmente, Caruaru e Campina Grande travam um "duelo" para ver quem leva o título -informal- de maior festa de são João do mundo. A batalha ganhou, nos últimos três anos, concorrência: Aracaju, a capital sergipana.

   Para atrair os turistas, as cidades inovam na escalação das atrações musicais e estendem a festa para outros pontos da cidade, como é o caso de Caruaru. Segundo a organização, a festa é tão grande que teve de ser espalhada por quatro diferentes pólos: Parque de Eventos Luiz "Lua" Gonzaga, Arraial da Estação, Corredor das Drilhas e Alto do Moura.

   O Parque de Eventos Luiz "Lua" Gonzaga, o ponto principal dos festejos de Caruaru, possui cerca de 40 mil m2 de área e capacidade para mais de 100 mil pessoas, que aproveitarão o arrasta-pé embaladas por mais de cem atrações.

   Caruaru, segundo a organização, reúne ainda a atração das "comidas nordestinas gigantes": o maior pé-de-moleque, a maior pamonha, o maior cuscuz e o maior bolo de milho, entre outros, além de uma fogueira apresentada como "a maior do mundo", feita com restos de poda que a prefeitura local faz ao longo do ano. A festa começou no último dia 5 e vai até 5 de julho.

   Principal "rival" da cidade pernambucana, o município de Campina Grande (PB) toma para si o título de melhor festa junina do Brasil. A festa na cidade se estende até 4 de julho.

   Para homenagear os três santos juninos -santo Antônio, são João e são Pedro-, Campina Grande resolveu fazer eventos diferentes para cada um. Um exemplo é santo Antônio, conhecido como o "santo casamenteiro", que recebe homenagens específicas pelo seu dia, com um casamento coletivo realizado em pleno espaço do forró. Segundo a crendice popular, os santos juninos afugentam a esterilidade, as pestes e a seca.

   Aracaju, em comparação com as concorrentes, é uma novata em eventos dessa proporção. A festa sergipana, chamada Forró Caju, está completando quatro anos. Na edição deste ano, terá 13 dias e contará com 130 shows. Desse total, 101 apresentações serão de artistas locais e de 29 de nomes conhecidos no Brasil inteiro, como Elba Ramalho e Dominguinhos.

   Outros trunfos da capital de Sergipe na briga com as "rivais" são as praias e a proximidade com outras festas do interior do Estado, como as de Capela, Estância e Areia Branca -todas elas a aproximadamente uma hora de distância da capital. A festa começa no dia 17 e vai até 29 de junho.

(© Folha de S. Paulo)

Com relação a este tema, saiba mais (arquivo NordesteWeb)


powered by FreeFind

© NordesteWeb.Com 1998-2004

O copyright pertence ao veículo citado ao final da notícia