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Eclética, Maria Bethânia lança seu novo disco na França

05-06-2008

Maria Bethânia

  

Cantora da voz grave já fazia sucesso aos 17 anos e é uma estrela inconteste da MPB

Véronique Mortaigne
No Rio de Janeiro

   No meio de um jardim tropical, com os cabelos desamarrados, Maria Bethânia se mistura com perfeição às plantas serpentinas, aos filodendros exuberantes, às plantas Alocasia macrorrizha (conhecidas como "orelhas de elefante") abusivas. Um pouco negra, um pouco índia, um pouco branca, esta filha da terra sorri para as bananeiras, as mangueiras saborosas e, olhando para o céu, fita com um olhar feliz os arbustos roxos agarrados nas encostas do Rio de Janeiro.

   No estúdio Floresta, instalado aos pés da Tijuca, a maior floresta urbana tropical, a cantora prepara a versão para o palco de "Brasileirinho", o álbum de seu retorno, que foi lançado no Brasil no final de 2003 e que chega às lojas européias, após uma breve travessia do deserto provocada por um desentendimento com a sua gravadora, a BMG.

   Bethânia é um personagem inteiro. No terraço do estúdio de gravação, ela é uma madona. Um ícone. Aparece o cantor Lenine, que se mostra respeitoso. Surgem as "crianças" que integram o grupo Afro Reggae, um projeto coletivo que teve origem na favela de Vigário Geral, "bonitas, tão positivas". Passam tambores, ouvem-se vozes, as de secretárias falando nos seus celulares, as de técnicos do som. Maria Bethânia está livre, ela fundou o seu próprio selo, Quitanda, dentro de uma gravadora independente, Biscoito Fino.

   "Uma quitanda", diz a cantora, "é uma pequena venda, uma lojinha do campo onde se pode comprar de tudo" - arroz, feijão, carne seca, lâmpadas elétricas, peças de pano... No que diz respeito à Quitanda - o selo, um outro personagem importante é Dona Edith do Prato, autora do primeiro disco lançado pelo selo, antes mesmo dos de sua patroa: "Cânticos, preces, suplicas à Senhora dos Jardins do Céu". Vem então "Brasileirinho", cuja capa traz uma litografia de "art naïf": uma deusa panteísta, uma índia carregando arcos e flechas no coração de uma floresta amazônica - ou rousseauista (referência ao Douanier Henri Rousseau, mestre francês da pintura "naïve").

   Dona Edith do Prato é uma senhora idosa e negra que faz percussão com pratos e xícaras enquanto canta orações a Santo Amaro da Purificação, a pequena cidade onde Maria Bethânia Vianna Telles Veloso nasceu, em 18 de junho de 1946. No fundo do Recôncavo baiano, entre Salvador, uma cidade africana e oceânica, e o deserto do interior do sertão. Contudo, já vai fazer cerca de quarenta anos que Bethânia mora no Rio.

   Ela chegou nesta cidade em 1965 para acompanhar o projeto de destruição dos velhos valores que havia sido empreendido pelo seu irmão primogênito, Caetano Veloso, com os seus colegas tropicalistas - entre os quais o atual ministro da Cultura, Gilberto Gil. Eles atendem ao chamado do cineasta Augusto Boal. Este último produz então o espetáculo "Opinião", uma espécie de show musical insolente. Nele, Bethânia canta "Carcará", de João do Vale, que descreve as dificuldades da vida dos camponeses nordestinos. Com "Carcará" (o abutre), ela é consagrada como uma estrela, antes de se tornar o monstro sagrado da música popular brasileira (MPB) e internacional.

   "Eu comprei uma casa em São Conrado - um bairro da zona sul do Rio, aos pés da floresta da Tijuca - em 1972, com árvores antigas, uma vegetação esplêndida", diz a cantora. "Eu não consigo viver afastada dos elementos fundamentais, a água, o mar, as plantas, as pedras, a montanha. O Rio de Janeiro é uma cidade extraordinária. Se você quiser passar uma noite nova-iorquina, ela proporciona isso. Se você quiser se isolar no meio da natureza, é possível. Há também o mar, azul".

Tambores barrocos

   Santo Amaro, a sua cidade natal, fica no meio de um vale cercado por cachoeiras. "Talvez seja por esta razão que lá se encontram tantos poetas". O Recôncavo é um paraíso do barroco tardio brasileiro, com as suas igrejas de tetos decorados com cerâmica de Macau, os seus ouros e as suas procissões. "Brasileirinho" é um álbum que condiz com isso. "Os habitantes de Santo Amaro, pessoas humildes, têm uma maneira de ser extremamente nobre, aristocrática e sofisticada, que eu amo profundamente", explica Maria Bethânia, num português encantador.

   Assim foi concebido "Brasileirinho": com canções e poetas que recitam poemas - por exemplo "Ferreira Gullar lendo Mario de Andrade". Arranjos barrocos, tambores, elementos da miscigenação, tudo conduzido por esta voz grave tão peculiar, "que se clarificou quando me tornei cinqüentona. Eu trabalho muito. Então a minha voz cresce, ela aprendeu a utilizar as nuances, as cores".

   "Brasileirinho" é o título de um chorinho, um estilo de música popular instrumental. "O disco ia chamar-se "Tupi", em memória aos índios tupinambás, que todos nós somos. Contudo, descobrimos que era uma marca patenteada. Ao procurar por uma outra idéia, eu ampliei a minha visão, vi o Brasil de Villa-Lobos, os seus interiores, seus desertos, seus planaltos e seus cultivadores".

   "Brasileirinho" segue "Maricotinha", lançado em 2001, que é o diminutivo de Maricota, um apelido dados pelos seus familiares a Maria Bethânia. "Eu preciso de diminutivos, porque este é um sinal de delicadeza, uma qualidade que desapareceu da face da Terra, em proveito do que é duro, seco, gelado, cortante. Eu procuro uma abordagem doce, respeitosa. Braços oferecidos, mãos enlaçadas". E o que é a poesia? "É uma pétala de flor jogada no abismo, o máximo da delicadeza".

   Uma mulher do palco, uma atriz, Maria Bethânia é uma cantora física que foi consagrada muito nova - aos 17 anos. O palco, onde ela é sempre "devorada pela fome", é a sua casa. "É lá que eu me sinto na minha casa, onde nada é previsível, onde tudo muda todos os dias". Mas ela também gravou no recolhimento solitário do estúdio um disco de preces, com músicas religiosas populares e poemas de Fauzi Arap e Wally Salomão, com Bach e Schubert.

   "Eu estou apaixonada pela Virgem Maria. Ela era uma mulher livre que viveu o amor, se casou, teve um monte de filhos e foi a mãe do filho de Deus".

   Criada num colégio católico, "no Convento dos Humildes, um ramo das sacramentinas", por freiras francesas que ensinavam o francês como primeira língua e "o requinte parisiense", Maria Bethânia provocou as fantasias carnais de milhões de brasileiros. Às vezes, ela assiste à missa junto a católicos, porém ela prefere freqüentar os territórios do candomblé, uma versão brasileira do culto vodu. Assim como o seu irmão Caetano, ela preza o gantois, um dos candomblés mais famosos de Salvador. E ela conclui rindo e cantando um rock tropical do tempo do tropicalismo, "São João Xangô Menino", um hino ao sincretismo que associa São João ao deus africano Xangô.

Tradução: Jean-Yves de Neufville

(© UOL Mídia Global/Le Monde)


Incensado 'Brasileirinho'

CD de Maria Bethânia é indicado em cinco categorias do Prêmio Tim de Música

João Bernardo Caldeira *

   SÃO PAULO - Bem que Caetano Veloso avisou. O melhor disco de MPB de 2003 foi o de sua irmã Maria Bethânia Brasileirinho, indicado em cinco categorias do 2° Prêmio Tim de Música, segundo anúncio feito ontem, em São Paulo. O cantor Cauby Peixoto surpreendeu e também disputa o melhor disco, só que na categoria Canção Popular, com dois CDs: Graças a Deus e Vozes, este em parceria com a cantora Selma Reis. Os fenômenos de público e crítica Maria Rita, Zeca Pagodinho e Marcelo D2 ficaram com três indicações, mesmo número de Dona Edith do Prato, que estreou em disco aos 87 anos com Vozes da purificação, com sambas de roda da Bahia.

   O anúncio oficial foi feito pelo empresário José Maurício Machline, coordenador do projeto que substituiu o antigo Prêmio Sharp, criado em 1986. Na cerimônia de entrega dos troféus, que será realizada no Teatro Municipal, no próximo dia 7, Lulu Santos, o homenageado desta edição, terá suas músicas interpretadas por nomes como Lenine e Nação Zumbi. Ele promete fechar a noite cantando ele mesmo Tempos modernos e Já é, do CD Bugalu.

   - No primeiro momento eu tomei um susto. Depois eu achei supernatural. Tenho uma quantidade enorme de músicas que fazem com que pessoas do Brasil inteiro me identifiquem com uma certa clareza. Não dou à homenagem uma importância finalizante. Não é o fim e muito menos o máximo.

   Para Machline, não houve surpresas entre os 36 indicados divididos por 12 categorias, escolhidos por um corpo de 22 jurados que analisaram 550 discos. Machline comemora o aparecimento de nomes como o da dupla Caju e Castanha e diz que já esperava a boa performance de Maria Bethânia. O empresário acredita que o papel da premiação cresce com o difícil momento vivido pela setor fonográfico:

   - Minha maior satisfação foi o número de lançamentos de instrumental. Nunca vi tantos discos e tão bons. O prêmio tem condição, com a crise da indústria, de trazer para o mercado nomes de difícil acesso.

   Os internautas podem escolher o melhor cantor e melhor cantora na categoria voto popular, entre nomes como Alceu Valença, Roberto Carlos, Ed Motta, Alcione, Rita Lee e Wanderléa, pelo site da Tim (www.tim.com.br.premiotim). A premiação distribuirá R$ 220 mil no total.

* O repórter viajou a convite da Tim.

(© JB Online)


Finalistas 2º Prêmio TIM de Música

CATEGORIA ARRANJADOR

ARRANJADOR

  • Jaime Além por “Brasileirinho” – Maria Bethânia (Quitanda)
     
  • João Donato por “Emílio Santiago Encontra João Donato” – Emílio Santiago e João Donato (Lumiar Discos)
     
  • Wagner Tiso por “Cenas Brasileiras” – Wagner Tiso com Orquestra Sinfônica Pró-Musica (Biscoito Fino)

     

    CATEGORIA CANÇÃO

    MELHOR CANÇÃO

     

  • À Procura da Batida Perfeita, de Marcelo D2 e Davi Corcos, intérprete Marcelo D2 (Sony Music)
     
  • Perto do Coração, de Nelson Ayres, intérprete Nelson Ayres (Atração Fonográfica)
     
  • Veja Meu Bem, de Marcelo Camelo, intérprete Maria Rita (Wagner Music)

     

    CATEGORIA PROJETO VISUAL

    ARTISTA

     

  • Dona Edith do Prato, disco “Vozes da Purificação”, projeto Gringo Cardia (Quitanda)
     
  • Maria Bethânia, disco “Brasileirinho”, projeto Gringo Cardia (Quitanda)
     
  • Nando Reis, disco “A Letra A”, projeto Rodrigo Andrade (Universal)

     

    CATEGORIA REVELAÇÃO

    ARTISTA

     

  • Dona Edith do Prato (Quitanda)
     
  • Maria Rita (Warner Music)
     
  • Vó Maria (Independente)

     

    CATEGORIA CANÇÃO POPULAR

    MELHOR DISCO

     

  • “Graças a Deus”, de Cauby Peixoto, produtora Dalva Lazaroni (Cid Entertainment)
     
  • “Noite Ilustrada Canta Lupicínio Rodrigues”, de Noite Ilustrada, produtor Carlos Alberto Borba (Atração Fonográfica)
     
  • “Vozes”, de Cauby Peixoto & Selma Reis, produtor Flávio Mendes (Albatroz)

    MELHOR DUPLA

     

  • Bruno & Marrone (BMG)
     
  • Cauby Peixoto & Selma Reis (Albatroz)
     
  • Sandy & Junior (Universal)

    MELHOR GRUPO

     

  • Fat Family (Sum Records)
     
  • LS Jack (Indie Records)
     
  • Penelope (Som Livre)

    MELHOR CANTOR

     

  • Cauby Peixoto (Cid. Entertainment)
     
  • Fabio Jr (BMG)
     
  • Noite Ilustrada (Atração Fonográfica)

    MELHOR CANTORA

     

  • Joana (Sony Music)
     
  • Rosana (Movieplay Music)
     
  • Wanderléa (BMG)

     

    CATEGORIA INSTRUMENTAL

    MELHOR DISCO

     

  • “Cenas Brasileiras”, de Wagner Tiso com Orquestra Sinfônica Pró Musica, produtora Giselle Goldoni Tiso (Biscoito Fino)
     
  • “Clássicos”, de Uakti, produtor Ukati (Sonhos & Sons)
     
  • “Retocando o Choro ao Vivo”, de Armandinho, produtora Ângela Nou (Biscoito Fino)

    MELHOR SOLISTA

     

  • Armandinho (Biscoito Fino)
     
  • Gilson Peranzetta (Marari Discos)
     
  • Yamandú (Independente)

    MELHOR GRUPO

     

  • Nó Em Pingo D´Água (Rog Digital)
     
  • Sadinha´s (Independente)
     
  • Uakti (Sonhos & Sons)

     

    CATEGORIA MPB

    MELHOR DISCO

     

  • “Brasileirinho”, de Maria Bethânia, produtora Maria Bethânia (Quitanda)
     
  • “Emílio Santiago Encontra João Donato”, de Emílio Santiago e João Donato, produtor Almir Chediak (Lumiar Discos)
     
  • “Teca Calazans & Heraldo do Monte”, de Teca Calazans e Heraldo do Monte, produtores Teca Calazans e Heraldo do Monte (Kuarup Discos)

    MELHOR GRUPO

     

  • Batacotô (Ouver Records)
     
  • Morelembaum2/ Sakamoto (Universal)
     
  • Nós Quatro (Biscoito Fino)

    MELHOR CANTOR

     

  • Ed Motta (Trama)
     
  • Emílio Santiago (Lumiar Discos)
     
  • Roberto Carlos (Sony Music)

    MELHOR CANTORA

     

  • Gal Costa (Indie Records)
     
  • Maria Bethânia (Quitanda)
     
  • Maria Rita (Warner Music)

     

    CATEGORIA POP/ROCK

    MELHOR DISCO

     

  • “À Procura da Batida Perfeita”, de Marcelo D2, produtores Mario Caldato, Marcelo D2 e Davi Cocos (Sony Music)
     
  • “Balacobaco”, de Rita Lee, produtor Roberto de Carvalho (Som Livre)
     
  • “Ventura”, de Los Hermanos, produtor Kassin (BMG)

    MELHOR GRUPO

     

  • O Rappa (Warner Music)
     
  • Skank (Sony Music)
     
  • Titãs (BMG)

    MELHOR CANTOR

     

  • Lulu Santos (BMG)
     
  • Marcelo D2 (Sony Music)
     
  • Moska (EMI)

    MELHOR CANTORA

     

  • Daniela Mercury (BMG)
     
  • Elza Soares (Reco-Head)
     
  • Rita (Som Livre)

     

    CATEGORIA REGIONAL

    MELHOR DISCO

     

  • “Professor de Embolada”, de Caju & Castanha, produtores Castanha e Téo Azevedo (Trama)
     
  • “Violas e Violeiros”, de Sérgio Reis & Filhos, produtores Marco Bavini e Paulo Reis (Atração Fonográfica)
     
  • “Vozes da Purificação”, de Dona Edith do Prato, produtor J. Velloso (Quitanda)

    MELHOR DUPLA

     

  • Caju & Castanha (Trama)
     
  • Mozart & Mozair (Caravelas)
     
  • Jovelino Lopes & Marcel (Paradoxx Music)

    MELHOR GRUPO

     

  • Banda de Pífanos de Caruaru (Trama)
     
  • Os Monarcas (Acit)
     
  • Trio Nordestino (Indie Records)

    MELHOR CANTOR

     

  • Alceu Valença (Indie Records)
     
  • Renato Teixeira (Nós Discos)
     
  • Sérgio Reis (Atração Fonográfica)

    MELHOR CANTORA

     

  • Cris Afalo (Independente)
     
  • Elba Ramalho (BMG)
     
  • Margareth Menezes (Independente)

     

    CATEGORIA SAMBA

    MELHOR DISCO

     

  • “A Flor e o Espinho”, de Guilherme de Brito e Trio Madeira Brasil, produtor Moacyr Luz (Lua Discos)
     
  • “Acústico MTV Zeca Pagodinho”, de Zeca Pagodinho, produtor Rildo Hora (Universal)
     
  • “Uma História do Samba”, de Monarco, produtor Katsunori Tanaka (Rob Digital)

    MELHOR GRUPO

     

  • Fundo de Quintal (BMG)
     
  • Quinteto em Preto e Branco (CPC-UMES)
     
  • Trio Mocotó (YB Music)

    MELHOR CANTOR

     

  • Mauro Diniz (Universal)
     
  • Monarco (Rob Digital)
     
  • Zeca Pagodinho (Universal)

    MELHOR CANTORA

     

  • Alcione (Indie Records)
     
  • Dorina (Vieira Records)
     
  • Lecy Brandão (Indie Records)

     

    CATEGORIA ESPECIAL

    MELHOR DISCO DE LÍNGUA ESTRANGEIRA

     

  • “Love Dance The Ballad Album”, de Ithamara Koorax, produtor Arnaldo Desouteiro (Som Livre)
     
  • “Roorback”, de Sepultura, produtor Steve Evetts (FNM)
     
  • “Speak No Evil”, de Flora Purim, produtores Gary Meek, Geoff Fillette e Yutaka Yokokura (Narada Jazz/ EMI)

    MELHOR DISCO ERUDITO

     

  • “Mozart por Clara Sverner”, de Clara Sverner, produtor George Randolph (Visom Digital)
     
  • “Nelson Freire Schumann”, de Nelson Freire, produtor Dominic Fyfe (Universal)
     
  • “Villa-Lobos por Joao Carlos Assis Brasil”, de Joao Carlos Assis Brasil, produtor Samuel Santana (Selo Radio Mec BR)

    MELHOR DISCO INFANTIL

     

  • “Meu Neném”, de Décio Gioielli, Paulo Tatit e Sandra Peres, produtores Paulo Tatit e Sandra Peres (Palavra Cantada)
     
  • “Poemas Musicais Ondas, Meninas, Estrelas e Bichos”, de Cecília Cavalieri França, produtor Luiz Henrique (Sonhos e Sons)
     
  • “Samba para Crianças”, de Vários, produtor Zé Renato (Biscoitinho)

    MELHOR DISCO PROJETO ESPECIAL

     

  • “Jobim Sinfônico”, de Vários, produtora Mariza Adnet (Biscoito Fino)
     
  • “Noites Cariocas 15 anos Depois”, de Vários, produtor Henrique Cazes (Kuarup Discos)
     
  • “Song Book – João Bosco”, de Vários, produtor Almir Chediak (Lumiar Discos)

    MELHOR DISCO ELETRÔNICO

     

  • “Miolo”, de Anvil FX, produtor Paulo Beto (YB Music)
     
  • “Tranqüilo!”, Marcelinho da Lua, produtores Marcelinho da Lua e Rafael Ramos (Deck Disc)
     
  • “Remix Remexa”, de Moisés Santana, produtor Moisés Santana (Lua Discos)

     

    CATEGORIA VOTO POPULAR

    CANTOR

     

  • Alceu Valença, Cauby Peixoto, Emilio Santiago, Ed Motta, Fábio Jr., Lulu Santos, Marcelo D2, Mauro Diniz, Monarco, Moska, Noite Ilusrada, Renato Teixeira, Roberto Carlos, Sergio Reis, Zeca Pagodinho.

    CANTORA

     

  • Alcione, Cris Aflalo, Daniela Mercury, Dorina, Elba Ramalho, Elza Soares, Gal Costa, Joana, Lecy Brandão, Margareth Menezes, Maria Bethânia, Maria Rita, Rita Lee, Rosana, Wanderléa.
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    (© JB Online)

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