05-06-2008
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Renata
Barros
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Danilo
Caymmi |
Certa vez, ao falar
de uma das suas músicas mais conhecidas, “O samba da minha terra”, Dorival
Caymmi disse que se inspirou nos sambas de roda da Bahia, onde nasceram
expressões como bole-bole e requebrado para definir o movimento da dança
do ritmo. Desta música são os versos “Quem não gosta de samba/ bom sujeito
não é”. Pois o filho mais novo dos Caymmi, Danilo, bom sujeito que é,
convidou o grupo Arranco de Varsóvia para homenagear o pai caindo no
samba, de hoje a sábado (a temporada continua na semana que vem), no
Teatro Rival BR.
O show será baseado nos sambas do
velho compositor baiano. Danilo, que também tem uma produção de sambas
como “Brasil Nativo”, “Pé sem cabeça”, “Aperta outro”, convidou o Arranco
pelo trabalho inovador que o grupo vocal vem desenvolvendo há alguns anos.
Inspirado nos grupos vocais dos anos 30 e 40, como o Bando da Lua e os
Anjos do Inferno, o Arranco vem há alguns anos dando uma roupagem moderna
ao repertório de compositores como Cartola, Heitor dos Prazeres e Pedro
Caetano.
No repertório, além de “O samba da
minha terra”, clássicos como “O que é que a baiana tem?”, “Você já foi a
Bahia?”, “Maracangalha”, “Requebre que eu dou um doce” e “Lá vem a
baiana”. No espetáculo, Danilo também apresenta dois sambas inéditos,
“Falou com a moça?” e “O que me importa se eu tiro o domingo pra sambar”.
Danilo e o Arranco se apresentam
acompanhados de três dos melhores percussionistas cariocas, Marcelo Costa,
Marcelinho Moreira e Miudinho.
Danilo Caymmi surgiu no cenário da
música brasileira ao conquistar o terceiro lugar no Festival Internacional
da Canção da TV Globo, em 1968, com “Andança”, parceria com Edmundo Souto
e Paulinho Tapajós. No ano seguinte, em parceria com Guarabyra e Renato
Correia, dos Golden Boys, defendeu “Casaco marrom (Bye, bye, Ceci)”.
Trabalhou com os irmãos Nana e Dori, com Edu Lobo e, nos anos 80,
integrava a banda de Tom Jobim e, além de ter quatro discos lançados,
também fez diversas trilhas para minisséries da Rede Globo.
O Arranco surgiu no cenário da
música carioca antes de o samba voltar a ser badalado, subvertendo a
tradição com dois excelentes discos: “Quem é de sambar”, de 1997, e “Samba
de Cartola”, de 1998. De suas hostes saíram nomes como Rita Peixoto e
Soraya Ravenle.
(©
O Globo)
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