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Antonio Meneses |
Luiz Paulo Horta
Deve ser um grande momento: Antonio
Meneses estará na Sala Cecília Meireles, sexta e sábado, para tocar as seis
suítes de Bach para violoncelo solo, credenciado por uma brilhante carreira,
e pelo CD em que registrou sua interpretação dessas obras-primas da música.
O interessante é que, nessas duas sessões, cada suíte é precedida de um
“preâmbulo” brasileiro: peças curtas compostas por Ronaldo Miranda, Almeida
Prado, Marisa Resende, Marlos Nobre, Edino Krieger e Marco Padilha.
As seis suítes de Bach correspondem a
um momento altíssimo da música de concerto: um máximo de elevação, de
concentração, de despojamento da matéria musical. Mesmo sabendo-se quem foi
Bach, a série é dessas coisas que nos deixam eternamente perplexos diante do
milagre do gênio.
CONCERTOS: Amanhã, no Ibam, o
Quarteto de Cordas Britten vai tocar peças de Scarlatti e Haydn. Na Casa de
Ruy Barbosa, o Quarteto Colonial (vocal) interpreta obras do padre José
Maurício. Quinta-feira, na Sala Baden Powell, é a vez do quarteto formado
por Ilze Trindade (piano), João Daltro (violino), Nayran Pessanha (viola) e
Iura Ranevsky (violoncelo) apresentar duas grandes obras: o Quarteto K.478
de Mozart e o Quarteto op. 16 de Beethoven. E no próximo domingo, em
Niterói, João Guilherme Ripper dirige a Orquestra Sinfônica Nacional em duas
composições suas: as “Variações in memoriam” e a Cantata a Céu Aberto“,
completando-se o programa com a ”Bachianas n 4“ de Villa-Lobos.
MOZART: Prossegue a linha de bons
DVDs da Universal. O que aparece agora é um “Don Giovanni” gravado no
Metropolitan de Nova York, com regência de James Levine e direção cênica de
Franco Zefirelli. É uma versão excelente, inclusive porque Zefirelli entende
de ópera. Bryn Terfel exuberante no papel título, muito bem secundado pelo
Leporello de Ferruccio Furlanetto. Renée Fleming está à vontade, e
musicalíssima, como Donna Anna, e uma boa surpresa é a Zerlina de Hei-Kyung
Hong.
(©
O Globo)
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