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ANA PAULA CONDE Lenine subiu quatro vezes ao palco do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde na noite de quarta-feira foi realizada a terceira edição do Prêmio Tim de Música, mas não pôde falar uma única vez. A organização do evento fez uma pequena mudança na cerimônia de premiação -desta vez todos os vencedores da mesma categoria foram anunciados de uma só vez-, mas manteve a regra de não dar espaço para os agradecimentos. Ganha-se tempo, mas perde-se emoção. Quem não gostaria de ouvir o cantor e compositor pernambucano depois de ele saber que levaria para casa os prêmios de melhor canção ("Todas Elas Juntas num Só Ser", parceria com Carlos Rennó), melhor disco ("Lenine in Cité") e cantor na categoria pop/ rock e melhor cantor na categoria voto popular? O público também não pôde conhecer a emoção do Fundo de Quintal e de Alcione, premiados pela terceira vez consecutiva, respectivamente como melhor grupo e melhor cantora na categoria samba.
"Só o fato de ter sido indicado já
tinha sido bacana. Ganhar, então, foi melhor ainda. O prêmio é o
reconhecimento, a confirmação, de um trabalho", disse Lenine. A cerimônia foi aberta com um texto sobre o compositor e violonista Baden Powell, o homenageado da noite, escrito por Hermínio Belo de Carvalho na voz de Maria Bethânia. A cantora levou o prêmio de melhor DVD por "Brasileirinho ao vivo", mas não compareceu à cerimônia. Em seguida, entre uma premiação e outra, os filhos de Baden Powell, Philippe e Marcel, além de Zeca Pagodinho, Wagner Tiso, Leni Andrade e Mônica Salmaso, Ney Matogrosso e Pedro Luis e a Parede, João Bosco, Marcelo D2 e Zélia Duncan interpretaram canções do artista, como "Deixa" e "Samba da Benção". Entre as ausências notadas, além de Bethânia, não compareceram ao evento Chitãozinho e Xororó (melhor dupla em canção popular), Adriana Calcanhoto (melhor CD infantil por "Adriana Partimpim") e Caetano Veloso (melhor disco de língua estrangeira por "A Foreign Sound"), representado pelo filho Zeca Veloso. João Gilberto (melhor cantor) também não apareceu. (© Folha de S. Paulo) Noite de Powell e Lenine Prêmio TIM homenageia violonista morto e consagra o músico pernambucano Nelson Gobbi
O violão, instrumento-símbolo da música brasileira em todo o mundo, brilhou no palco do Teatro Municipal na noite de anteontem. As seis cordas vibraram na cerimônia da terceira edição do Prêmio TIM de Música, para lembrar o violonista e compositor Baden Powell, morto em 2000. O homem que reinventou a arte de extrair sons do instrumento de madeira e aço foi o grande homenageado da noite. Seus maiores sucessos foram interpretados por artistas como Ivete Sangalo, Zeca Pagodinho, Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede, Lenine, Zélia Duncan e Marcelo D2, além dos filhos de Baden, o violonista Marcel e o pianista Philippe Powell, comprovando a herança musical do mestre. A noite também consagrou o pernambucano Lenine, que levou quatro dos seis prêmios aos quais foi indicado. O cantor e compositor, que interpretou Lapinha, de Baden e Paulo César Pinheiro, venceu nas categorias canção (Todas elas juntas num só ser, parceria com Carlos Rennó), disco (Lenine InCité), cantor de pop/rock e melhor cantor pelo voto popular. Com uma indicação a menos que o pernambucano, o músico Sivuca levou para casa dois troféus, nas categorias arranjador e instrumental, pelo disco Cada um belisca um pouco, gravado com Dominguinhos e Oswaldinho do Acordeon. O paraibano, que completou 75 anos mês passado, considerou os prêmios como presentes de aniversário: - Competir com a moçada na minha idade e ainda ganhar é maravilhoso. Oswaldinho é como um filho para mim e Dominguinhos é meu grande amigo. Juntos fizemos um disco despretensioso e com ele conseguimos vencer - declarou Sivuca, aplaudido de pé quando subiu ao palco para receber o primeiro prêmio da noite. Outro destaque da premiação foi Ivete Sangalo, eleita melhor cantora na categoria regional e pelo voto popular. Nem o pé esquerdo engessado diminuiu o ânimo da baiana, que arrancou aplausos do público ao sair do palco mancando, de brincadeira, após interpretar Deixa, de Baden e Vinicius de Moraes. - Fiquei muito orgulhosa pelos prêmios e por participar da homenagem a um músico que continua vivo na memória das pessoas - disse Ivete, antes de ser cercada por seus fãs na saída do Municipal. Entre os principais premiados estão ainda o grupo Roupa Nova, que levou os troféus de melhor grupo e disco popular (Roupacústico); o Fundo de Quintal, que pelo terceiro ano consecutivo levou o prêmio de melhor grupo de samba; e Dona Inah, eleita a revelação, aos 69 anos. Na entrega dos prêmios de voto popular, a surpresa da noite: o atacante Ronaldo, que é garoto-propaganda da empresa de telefonia que patrocina o evento, subiu ao palco para bater bola com o apresentador Evandro Mesquita e entregar os troféus a Lenine e Ivete Sangalo. No fim da festa, Marcelo D2 e Zélia Duncan trouxeram todos de volta ao palco para cantar Samba da bênção, outra parceria de Baden e Vinicius de Moraes, numa grande celebração que atendeu o desejo do violonista de se eternizar através de sua obra. (© JB Online) Lenine é o dono da festa do Prêmio TIM Pernambucano ganhou quatro das sete indicações que recebeu – melhor disco, melhor música, melhor cantor pela crítica e voto popularJOSÉ TELES Enviado especial RIO DE JANEIRO – O pernambucano Lenine foi o grande vencedor do Prêmio TIM de Música 2005, com quatro troféus, nas categorias de melhor disco (In Cité), melhor cantor, melhor canção (Todas elas juntas numa só) e melhor cantor pelo voto popular. Sivuca, com dois prêmios, de srranjador, melhor disco instrumental, Cada um Belisca um Pouco (com Paulo Moura e Oswaldinho). Ivete Sangallo (com uma bota de gesso no pé esquerdo) foi a dona da noite, além de levar dois prêmios, como melhor cantora regional, e pelo voto popular. A festa diferenciou-se das anteriores pela rapidez com que foram anunciados os ganhadores. Os apresentadores Evandro Mesquita e Fernanda Lima chamavam os premiados ao palco, entregavam-lhes os troféus e passavam para os próximos premiados. O anúncio dos nomes vencedores eram intercalados com interpretações de composições de Banden Powell, a quem foi dedicado o Prêmio TIM este ano (os dois filhos do músico, Phillipe e Marcel Powell tocaram durante a cerimônia). Não houve surpresas, a não ser pela classificação de alguns artistas em categorias às quais nunca pertenceram (curiosamente não havia entre os indicados ninguém da novíssima geração da música popular brasileira, tampouco dos megagrupos bregas que assolam o Norte/Nordeste). A cantora pop Dulce Quental (ex-Sempre Livre), que lançou em 20O4 um disco que não obteve a menor repercussão concorreu como cantora popular (entenda-se popular por brega), disputando com a popularesca Roberta Miranda. Quem levou o prêmio foi a pouco conhecida, portanto nada popular, Luiza Possi. Enquanto isso Naná Vasconcelos estava na categoria pop/rock (sic), com o disco que gravou com Itamar Assumpção. Sandra de Sá, que se autodenomina cantora de soul, levou um prêmio como roqueira. No geral as categorias foram confusas. Nas duplas, por exemplo, Juraildes Cruz e Xangai concorreram com Caju & Castanha (que levou o prêmio), com um detalhe: Juraildes e Xangai não são uma dupla. Apenas dividiram um disco, lançado pela Atração. Alguns premiados não deram o ar de sua graça. Caetano Veloso, que ganhou Melhor Disco em Língua Estrangeira, por Foreign Sounds, mandou o fiho Zeca em seu lugar. Maria Bethânia, que levou um TIM pelo Melhor DVD, também não apareceu. Quem recebeu por ela foi Kity de Almeida Braga, presidente da Biscoito Fino. João Gilberto, Melhor Cantor de MPB, este ninguém esperava que viesse mesmo. Não veio e João Bosco é que recebeu o troféu em lugar do recluso baiano. A cada três premiações eram intercaladas interpretações de canções de Baden Powell, com acompanhamento do grupo de Vagner Tiso. Algumas foram muito boas, como Mônica Salmaso e Leni Andrade, ou Zeca Pagodinho, saindo do partido alto e entrando no samba sincopado, com uma grande interpretação de Formosa. Apresentaram-se ainda, cantando Baden, D2, Zélia Duncan, uma orquestra de violões, Ney Matogrosso, Pedro Luís e a Parede e Lenine. Enquanto isso, do lado de fora do Teatro Municipal, onde aconteceu o evento, fãs amontoavam-se nas grades de entrada à espera de seus ídolos. Tapete vermelho até a entrada do teatro, seguranças, a festa lembrava uma entrega cabocla do Oscar. Havia celebridades para todos os gostos. Do casal Lulu Santos e Scarlet Moon, praticamente todo elenco novelesco da TV Globo, e Ronaldo o Fenômeno, que ficou encarregado de entregar os últimos prêmios da noite, o do voto popular a Lenine e Ivete Sangallo. No jantar, oferecido aos premiados e convidados, aí sim. Haja atores e atrizes. Parecia mais uma premiação da TV Globo. O repórter viajou a convite da produção do Prêmio TIM de Música
(© JC Online) Confira os vencedores do prêmio TIM Categoria Arranjador – SivucaCategoria Canção – Todas Elas Juntas Num Só Ser, de Lenine e Carlos Rennó Categoria Projeto Visual – disco Caiapó – Metutire, de Vito D’Alessio e Leopoldo Silva Júnior Categoria Revelação – Dona Inah Categoria Canção Popular: Categoria Instrumental: Categoria MPB: Categoria Pop/Rock: Categoria Regional: Categoria Samba: Categoria Especial: Categoria Voto Popular: (© JC Online) |
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