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A pernambucana Lulina une rock e MPB em temporada em SP

A cantora recifense Lulina, que faz três shows no Grazie a Dio!

RONALDO EVANGELISTA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Hoje, e nas próximas segundas, a cantora recifense Lulina promove momentos que podem se tornar históricos, ao fazer sua estréia no circuito alternativo paulistano "oficial", depois de angariar pequeno culto no universo indie.

"Acho que até pode acontecer, mas nunca tive a intenção de fazer "sucesso", por menor que fosse", ela explica. "Mas é engraçado como as pessoas têm uma facilidade para gostar da minha música, aprendem a cantar fácil, sempre nos shows vêm me perguntar se eu tenho CDs pra vender..."

Com cinco discos caseiros já lançados em tiragens limitadas aos amigos e mais um pronto pra sair, ela se prepara agora para gravar seu primeiro disco "de verdade", com regravações em estúdio e com banda dos seus "hits". O lançamento acontece até o fim do ano pela pequena Slag.

Compositora despretensiosa, cantora tímida, Lulina é autora de melodias delicadas e letras de melancolia singela e inteligente. Em uma de suas melhores músicas, "Nós", canta que "a vida é desfazer nós/ nós de nós mesmos". Em outra, "Mi Gostar Musga", ela conta que "o meu gostar não gosta mais de mim/ só gosta de você".

Musicalmente, é como se Cat Power cantasse Adriana Partimpim. Ela cita como influências Velvet Underground, Belle & Sebastian, Cartola e Nara Leão. "Acho que minha música tem essa coisa livre, tende a ser julgada por quem ouve. Se a pessoa gosta de indie rock, acha que tem a ver. Se gosta de MPB, acha que é isso."


Lulina
Quando:
hoje, às 22h30, no Grazie a Dio! (r. Girassol, 67, Vila Madalena, tel. 3031-6568; ingr.: R$ 13)

(© Folha de S. Paulo)

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