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Os recifenses ganharam mais uma opção de lazer neste final de semana: a cidade vai se transformar em um grande palco de música erudita. Desta sexta-feita a domingo, a Virtuosi Sociedade Artística apresenta o II Virtuosi Brasil - iniciativa que visa a ampliar o acesso do público a concertos gratuitos e diversificar o mercado de trabalho para os músicos dessa área. O evento acontece no Teatro Santa Isabel, bairro de Santo Antônio, sempre às 21h. A valorização da obra clássica produzida no Brasil também será enfatizada no projeto. Cada concerto terá no mínimo 1/3 de obras de compositores brasileiros. O II Virtuosi Brasil escolheu três grupos distintos para apresentar no circuito: Sujeito a Guincho (quinteto de clarinetas), UAKTI e Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo, que faz uma homenagem especial ao compositor Radamés Gnatalli tocando a Valsa e o Quarteto Popular. Também homenageia ainda dois outros grandes compositores, Mozart e Shostakovich. O Virtuosi é um festival internacional que se
realiza anualmente no Recife desde 1998. Com o propósito de reunir na
cidade artistas nacionais e internacionais, uma média de seis concertos
com repertório variado são apresentados, incluindo estréia mundial de
obras de compositores como Clóvis Pereira, Marlos Nobre, Maestro Duda, e
outros. Sons para todos os ouvidos O Quarteto da Cidade de São Paulo e os conjuntos Sujeito a Guincho e Uakti se apresentam, com entrada franca, no Teatro Santa IsabelPAULO SÉRGIO SCARPA Começa, hoje, e segue até domingo no Teatro Santa Isabel, o projeto Funarte/Ministério da Cultura de Circulação de Música de Concerto, ou simplesmente 2º Virtuosi Brasil, com a finalidade de formar platéia de música erudita, atrair público para as salas de espetáculo e tentar diversificar o mercado de trabalho para o músico erudito. Serão apresentados três conjuntos instrumentais da mais alta qualidade: o Quarteto da Cidade de São Paulo e os conjuntos Sujeito a Guincho e Uakti. O projeto será apresentado simultaneamente em João Pessoa (PB) e Natal (RN), em dias alternados. Os três tocarão obras de Bach, Brahms, Mozart, Vivaldi, Shostakovich e Carl Orff e de compositores brasileiros, como Villa-Lobos, Radamés Gnatalli, Paulinho da Viola, Elomar, Marco Antonio Guimarães, Artur Andrés Ribeiro, Paulo Sérgio dos Santos, Gordurinha (que trabalhou na Rádio Jornal do Commercio, na década de 40), Hermeto Pascoal e Léa Freire. Estranho? Em hipótese alguma, avalia a pianista pernambucana e organizadora do festival, Ana Lúcia Altino. “É oportunidade única de se apreciar técnica, criatividade e virtuosismo em três concertos totalmente diferentes. E, em certos aspectos, inusitados”, diz. O festival tem direção artística do maestro Rafael Garcia. Formado há mais de dez anos por clarinetistas de São Paulo, o Sujeito a Guincho se preocupa em mostrar a riqueza de timbre, expressividade e versatilidade da clarineta. Com trânsito livre entre o erudito e o popular, o quinteto venceu o Prêmio Sharp na categoria melhor grupo instrumental com o CD Quarteto de clarinetas, em 1996. Em 1999, lançou o segundo CD, Die klarinetmaschine. O grupo é formado por Edmilson Nery, ex-primeiro clarinetista da Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo), Luís Eugênio Afonso, clarinetista da Orquestra Municipal de São Paulo e professor da Universidade de São Paulo (USP), Luca Raele, arranjador, compositor e integrante do Grupo Nouvelle, Nivaldo Orsi, claronista da Osesp e professor do Projeto Unibanda da (Universidade de Campinas (Unicamp), e Sérgio Burgani, primeiro clarinetista da Osesp e professor do Departamento do Instituto de Artes da Universidade do Estado de São Paulo (Unesp). O Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo é considerado um dos mais ilustres ensemble da América Latina. Ligado à Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, foi fundado em 1935 por iniciativa do escritor Mário de Andrade, então diretor do Departamento da Cultura. Na época, era conhecido como Quarteto Haydn. A partir de 1944, recebeu o nome de Quarteto de Cordas Municipal, chegando à sua forma atual em 1981. A atual formação conta com músicos de intensa atividade no cenário musical brasileiro, através de concertos, recitais ou atividades pedagógicas, além de grande experiência e prestígio internacional. Recebeu, em 1980, 1986 e 2001, o prêmio de melhor conjunto camerístico pela Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA). Em 2003, venceu o prêmio Carlos Gomes. Desde 1985 se apresenta com artistas convidados para incentivar a música de câmera. O quarteto é formado por Betina Stegman, violino, spalla da Orquestra de Câmara Villa-Lobos, Nelson Rios, violino, integrante das orquestras de Câmara Villa-Lobos e Sinfônica da USP, Marcelo Jaffé, viola, professor da Escola de Comunicações e Artes da USP e diretor artístico da Orquestra Jazz Sinfônica de São Paulo, e Robert Suetholz, violoncelo, professor da ECA/USP. DA FLORESTA – Uakti era um ser enorme que vivia próximo à aldeia dos índios tucanos, na Amazônia. Por ter o corpo aberto em buracos, quando corria pela floresta, o vento, passando através do corpo, produzia sons belíssimos, incomuns e envolventes, que atraiam as índias. Enciumados, os homens mataram o Uakti. No local onde foi enterrado, nasceram três palmeiras, cujos troncos os índios fabricam instrumentos musicais que, quando tocados, evocam os sons do Uakti correndo livre pela floresta. Assim como o ser da lenda, o conjunto Uakti - Oficina Instrumental produz sons inimagináveis a partir de instrumentos criados pelo grupo com materiais recolhidos do cotidiano, como tubos de plástico, garrafão de água, panelas de alumínio, latinhas, peças de caminhão, além de instrumentos tradicionais de corda. Os instrumentos são classificados em cinco categorias: aerofonos, eletromecânicos, idofones, cordofones e membranofones. Os acordes do conjunto encantaram Milton Nascimento, Maria Betânia, The Manhattan Transfer e o compositor norte-americano Philip Glass, diretor do selo Point-Music, o que resultou numa feliz parceria: foram lançados três álbuns do Uakti pela gravadora e a trilha musical do espetáculo 7 ou 8 peças para um balé, trabalho em conjunto com Philip Glass e o Grupo Corpo. (MG) O grupo é formado por Artur Andrés Ribeiro, professor na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Décio de Souza Ramos Filho, integrante do Uakti desde a sua formação, e Paulo Sérgio dos Santos, um dos criadores do grupo. A Funarte, conta o maestro Rafael Garcia, selecionou 15 projetos para apresentação gratuita em teatros no País. Os selecionados terão de realizar concertos em uma ou duas regiões brasileiras, em três Estados por região e um concerto por cidade, no mínimo. O 2º Virtuosi Brasil selecionou os três grupos por serem distintos. O Virtuosi é um festival internacional de música que se realiza anualmente no Recife desde 1998, reunindo músicos nacionais e internacionais. O 1ª Virtuosi Brasil trouxe ao Recife, em 2005, o violonista Fábio Zanon, o violinista Daniel Guedes e o pianista Flávio Augusto e a Orquestra Jovem de Pernambuco. Programa 2º VIRTUOSI BRASILDias: 26, 27 e 28 de maio Onde: Teatro Santa Isabel Hora: 21h Entrada franca (ingressos a partir das 19h na bilheteria do teatro no dia do concerto) Dia 26 – Sujeito a Guincho Dia 27 – Quarteto de Cordas da Cidade de São Paulo Dia 28 – Uakti |
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