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Ivete Sangalo canta "Imagine" na abertura do Rock in Rio Lisboa 

27/05/2006

Ivete Sangalo em Lisboa

Lisboa - A cantora baiana Ivete Sangalo fez uma surpresa na cerimônia de abertura do Rock in Rio Lisboa. Durante uma apresentação de dança no Palco Mundo, apareceu inesperadamente cantando "Imagine", de John Lennon.

Depois de uma apresentação de percussão com 151 tambores, um grupo de dança se apresentou ao som de um medley que incluía a música "All you need is love". Sem o público saber, a brasileira surgiu no palco entre os dançarinos e cantou o sucesso do ex-beatle.

Horas depois, a cantora baiana voltou ao mesmo palco para um show só seu, em que interpretou sucessos de sua carreira, como "Poeira" e "Festa".

Segundo a diretora-geral do Rock in Rio português, Roberta Medina, Ivete Sangalo voltou este ano justamente por ter sido "a sensação" da primeira edição do festival, em 2004.

No momento da abertura, o Parque da Bela Vista --onde foi instalada a Cidade do Rock-- ainda apresentava grandes espaços vazios no gramado, que começou a encher com a entrada do grupo português D'Zrt --que ficou famoso no país com a série de TV "Morangos com açúcar".

A baiana encerra seu show por volta das 22h (18h de Brasília), dando lugar aos britânicos do Jamiroquai. A colombiana Shakira encerrou o primeiro dia de shows no Palco Mundo, o principal do evento.


(© UOL Música)


Ivete Sangalo abre Rock in Rio Lisboa

Ivete Sangalo abre o festival cantando Imagine, de John Lennon. Evento terá grandes destaques, como Guns n’ Roses e Red Hot Chili Peppers

Jotabê Medeiros, com agências

SÃO PAULO - A segunda edição do Rock in Rio Lisboa dá a largada, com o ritmo ensurdecedor de 150 tambores e deve atrair 400 mil pessoas durante seis dias de festival, com 70 atrações. A cantora baiana Ivete Sangalo abre a festa cantando Imagine, de John Lennon.

"Preparem os seus corações, porque está começando o Rock in Rio, com muita paz e amor", diz a cantora brasileira, que voltará a se apresentar nesta noite de abertura do evento, que abre dedicado aos jovens.

No ‘Rock in Tejo’, além de Ivete, sobem ao palco o grupo português D’ZRT, que faz a preliminar, às 19 horas. O grupo inglês Jamiroquai e a colombiana Shakira são as maiores estrelas internacionais do dia. Mas quem deve surpreender são a inglesa Corinne Bailey-Rae e o grupo Starsailor, ambos muito interessantes.

Primeiro grande festival de rock a desembarcar na América do Sul, em 1985, o Rock in Rio teve o mérito de transportar aos trópicos, em suas três edições (além de 1985, em 1991 e 2001), o rastilho utópico que foi aceso lá em Woodstock, em 1968. Sempre teve a pretensão de resgatar o ideário da comunhão, da solidariedade.

Os músicos sempre vinham ao Brasil pela possibilidade de uma viagem exótica, muito mais do que pelo dinheiro. Vieram pela lenda do Rio de Janeiro, e fizeram shows memoráveis: Freddie Mercury, do Queen, cantando Love of my Life com um coro de 300 mil entrou para a história, em 1985.

 

Em 2004 festival muda para a Europa

Mas, em 2004, o publicitário Roberto Medina, idealizador do festival, mudou-se de mala e cuia para a Europa. No bucólico Parque da Bela Vista, em Lisboa, com 35 milhões no bolso, ele realizou o primeiro Rock in Rio Lisboa para um público de 500 mil pessoas, mostra que nesta sexta-feira chega à sua segunda edição. Em Lisboa, Medina encontrou patrocínio farto, mas enfrenta um duelo nessa edição, com o Festival Super Bock Super Rock, que recebe, no Parque do Tejo, desde hoje, bandas como Franz Ferdinand, Editors, 50 Cent e deus. Uma figura recorrente do festival concentra todas as atenções: o cantor Axl Rose, frontman do grupo de hard rock Guns n’ Roses, proprietário de um dos maiores fenômenos do rock, cristalizado a partir de álbuns como Appettite for Destruction (1987).

Quando se iniciarem os primeiros acordes de Welcome to the Jungle, sábado, às 23h45, a platéia vai enlouquecer, como fez no último Rock in Rio no Brasil, em 2001. Eles tocam ainda outras 20 canções, como It´s So Easy, Mr. Brownstone, Better, Knockin´ On Heaven´s Door, Sweet Child O’Mine, November Rain e Patiente.

De comportamento errático e excêntrico, Axl ficou cinco anos isolado em sua mansão em Los Angeles. Já virou piada o disco que promete há sete anos, Chinese Democracy. Mas eis que o sujeito reaparece - ele adora o promotor do Rock in Rio, Roberto Medina. Ressurgiu há alguns dias no Hammerstein Ballroom, em Nova York, sob histeria de fãs. Seu Guns n’ Roses veio de lineup novo - os guitarristas Robin Finck, Rich Fortus e Ron Thal, o baixista Tommy Stinson, o baterista Brain, e os tecladistas Chris Pittman e Dizzy Reed.

Red Hot Chili Peppers, o primeiro das paradas

Outras duas grandes estrelas da programação são o cantor inglês Roger Waters, ex-Pink Floyd, e a banda californiana Red Hot Chili Peppers, a bordo de um álbum duplo excepcional, Stadium Arcadium, recém-lançado, e que está no topo das paradas de sucesso americanas.

O festival terá ainda outros brasileiros: Marcelo D2, Pitty, Jota Quest. Pela primeira vez, Gilberto Gil não está escalado. E os Orishas, de Cuba, fazem as honras do hip-hop. Para quem gosta de eletrônica, o festival traz um cardápio apetitosíssimo: Groove Armada, Carl Cox, 2 Many DJ’s, Danny Tenaglia, entre outros. O Rock in Rio no Brasil catapultou o rock nacional a uma condição de mercado, com Barão Vermelho, Blitz, Kid Abelha, Lulu Santos, Paralamas. Ao final, com um saldo de 3,7 milhões de espectadores, já é parte da história do rock, mas também corre o risco de tornar-se apenas mais uma marca multinacional.

(© Agência Estado)

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