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No dia 1 de junho, o Teatro Arthur Azevedo comemora seus 189 anos de
existência. Para não deixar a data passar em branco, a Secretaria de Estado da
Cultura em conjunto com a Direção do TAA e a Comissão Artística da Casa
(segmento dança), realizará, nos dias 1 e 2, uma programação de aniversário
para o público local. No roteiro, será montada uma exposição no hall do Teatro
intitulada Bravo! Teatro Arthur Azevedo; além da apresentação do Ballet Dom
Quixote com a presença de bailarinos locais e a participação especial do
cubano Luis Ruben.
Teatro Arthur Azevedo (Estilo Neoclássico, 1817, São Luís-MA)
No início do século XIX, dois habitantes de São Luís resolveram construir um
teatro. Portugueses, ricos e empreendedores, Eleutério Lopes da Silva Varela e
Estêvão Gonçalves Braga escolheram o terreno e, em 1815, no Largo do Carmo, ao
lado, as ruas do Sol e da Paz, e aos fundos, a Travessa dos Sineiros, a
construção foi iniciada. Logo os dois comerciantes portugueses perceberam que,
além de empreendedores, precisariam ser, sobretudo, corajosos. É que no Largo
do Carmo predominava, imponente, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo, e os
padres carmelitas, seus proprietários, de forma alguma poderiam admitir a
vizinhança de uma casa de espetáculos profanos. O obstáculo, crescente a cada
dia, tornou-se intransponível, embargando a construção da obra tão
ansiosamente esperada pelos maranhenses.
Após inúmeros debates e conseqüentes demoras, a situação cada vez mais
complicada, resolveu-se que ao juízo especial caberia a última palavra. A
última palavra do Padre Antonio Ferreira Tezinho condenou a obra a não abrir
as portas para o Largo do Carmo. Elas forma abertas, então, para a rua do Sol,
estreita, pouco ventilada, e o prédio tornou-se acanhado, com acesso difícil e
sem possibilidade de estacionamento próprio. Mesmo perdendo a batalha para a
ordem do Carmo, os empreendedores e corajosos portugueses, não desistindo da
guerra, comemoraram, no dia 1º de dezembro de 1816, a Restauração de Portugal,
com um espetáculo gratuito para o povo que conheceu por dentro o Teatro ainda
inacabado.
Meses depois, no dia 1 de junho de 1817, foi oficialmente inaugurado com o
nome de Teatro União - homenagem à elevação do Brasil a Reino Unido de
Portugal e Algarve - com um espetáculo com a Companhia Dramática de Lisboa
encantava os maranhenses. Depois de inaugurado o Teatro União viveu um período
próspero, conhecendo o apogeu com a seguida apresentação de companhias
européias que saciavam o interesse quase nativo da população de São Luís pela
cultura e pelas artes.
Ao apogeu seguiu-se o declínio, conseqüência de má administração e de direção
artística deficiente, e, de 1841 a 1845, ensaiando uma resistência, o Teatro
União foi alugado à Sociedade Dramática Maranhense. Frustradas as tentativas
de sobrevivência, e com um público cada vez mais escasso, a casa de
espetáculos, fechada em 1848, foi reaberta quatro anos depois, com o nome de
Teatro São Luís. E, na noite de 26 de abril de 1854, o primeiro Baile de
Máscaras, por ser um acontecimento inédito, geraria intermináveis discussões e
debates entre a população. Ainda naquele ano, outro fato, acontecido no
camarim número um, passaria para a história de São Luís. Com a ampliação do
palco, mesmo recuado de seu local de origem, o camarim ainda conserva sua
placa de mármore.
(©
Jornal Pequeno)
Rosa Reis se apresenta dias 30 e 31 no Teatro Artur Azevedo
SÃO LUÍS - A cantora Rosa Reis apresenta dois shows nos dias
30 e 31 deste mês, no Teatro Artur Azevedo.
No dia 30 de maio, o show será em benefício aos Centros Assistenciais do
Centro Espírita Jardim da Alma com participação de Cláudio Pinheiro e Inácio
Pinheiro. Jáno dia 31, a apresentação da cantora terá a participação
especial de Dona Teté do Cacuriá.
O show “FLOR DA MANGUEIRA” apresenta o canto de Rosa Reis pelos terreiros
populares do Brasil. Músicas recolhidas nas festas do divino, nos terreiros
de mina, bumba boi, em festas para santos, em espetáculos teatrais, nas
rodas de capoeira e também ritmos populares de outras cidades brasileiras,
como o maracatu, o jongo fazem o repertório.
O show é para cantar, dançar, levar alegria aos espectadores, e também
mostrar um retrato do que vem sendo feito neste país e que não é veiculado
na grande mídia.
Vão acontecer alguns momentos de encontro da cultura popular maranhense com
outros ritmos do Brasil, tendo como ponto de intersecção os tambores,
pandeirões de bumba boi, caixas do divino, alfaias, parelhas de tambor.
É a coreira, catirina, mulher jongueira, rainha do maracatu, índia guerreira
das várias manifestações populares do Brasil.
O show estréia dias 30 e 31 de maio no teatro Arthur Azevedo, depois segue
pelos arraiais da cidade de São Luís e interiores do Estado do Maranhão.
História
Rosa Reis é cantora maranhense, e desenvolve um trabalho com a música feita
no Maranhão, do tradicional aos compositores mais novos.
Já gravou 03 cd’s “Pajelança”, “Balaio de Rosas” e "Alecrim Cheiroso"
lançado respectivamente nos anos de 1997, 2001 e 2004. Gravou músicas de
Zeca Baleiro, Tião Carvalho, Chico Maranhão, Fauzi Baydoun, Josias Sobrinho
e César Teixeira e também de Chico César com quem participou do Show “Mulher
eu Sei” no Tom Brasil em São Paulo no ano de 1997, ao lado de grandes
intérpretes do Brasil.
Com o CD "Pajelança" esteve circulando pelo país apresentando shows em
Fortaleza no projeto "Quinta no Domínio Público", em Brasilia no projeto
"Temporadas Populares" e no “Feitiço Mineiro, em São Paulo na mostra
"Encantamentos" no Museu de Imagem e do Som, na Casa de Shows Blen Blen, e
no Rio de Janeiro nos Bares Mistura Fina e no Castelinho do Flamengo.
Em 2000, participou do espetáculo "Mãe Gentil" de Ivaldo Bertazzo, em cartaz
no SESC Belenzinho em São Paulo e no Rio de Janeiro, onde atuou como
personagem “Nêga Fulô” cantando acompanhada por Zeca Baleiro e Banda
Mandabala.
Com o CD “Balaio de Rosas” teve duas músicas selecionadas para a coletânea
Rumos Musicais do Itaú Cultural – “Mangueira” de domínio popular e “Balaio
de Guarimã” de Antonio Vieira e Lopes Bogea. Por conta desta seleção
apresentou o Show “Balaio de Rosas” no Itaú Cultural no ano de 2001.
Nos últimos anos levou a música do Maranhão a várias cidades do Brasil em
projetos alternativos e salas musicais: Sala Funarte no Rio de Janeiro, Sala
Cássia Eller em Brasília, Festival da América do Sul em Corumbá, Mato Grosso
do Sul, Teatro Cacilda Becker no Rio de Janeiro.
Em 2006 participou do Projeto Pixinguinha – Funarte patrocinado pela
Petrobras circulando por 08 cidades brasileiras: Brasília, Anápolis, São
Luís, Belém, Santarém, Macapá, Manaus e Boa Vista.
Rosa Reis além de cantora, é produtora e integrante dos espetáculos
realizados pelo Laborarte:Dança popular – “Cacuriá de Dona Teté”, Tambor de
Crioula do mestre Felipe e Tambor de Crioula do Laborarte;Teatro –“Auto da
Estrela Esperança” e “Te Gruda no meu Fofão”. É coordenadora Geral do grupo
Laborarte.
Ficha Técnica
ROSA REIS - voz, caixa do divino, berimbau
Jayr Torres – guitarra
Jonas Torres – Baixo
Claudiomar – bateria
Junior Gaiato – rabeca
Erivaldo Gomes – percussão
Marquinhos – percussão
Robson Serra – percussão
Vocais – Cecé Ferreira, Flávia, Camila e Lucimara
Capoeiras: Luana Brito e Rose
Dançarinas: Elenco do Cacuriá de Dona Teté
(©
Imirante)
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