Para festejar o lançamento do
curta-metragem 'A Saga dos Guerreiros - Caju e Castanha Contra o Encouraçado Titanic', de
Walter Salles e Daniela Thomas, a dupla de emboladores Caju e Castanha fez shows gratuitos
no Itaú Cultural.
Na estrada desde 1978, quando lançou o primeiro
disco, a dupla formada pelos irmãos José Albertino da Silva (Caju) e José Roberto da
Silva (Castanha) ganhou maior reconhecimento no mercado fonográfico 20 anos depois.
Foi quando o músico Lenine incluiu um sampler de um
duelo de rimas entre os dois na faixa 'A Ponte', do disco 'O Dia Em Que Faremos Contato'.
Contrapondo as afinidades do rap com o repente, os
emboladores subiram ao palco do festival recifense Abril Pro Rock ao lado de um dos
principais grupos de hip hop locais, Faces do Subúrbio.
Depois disso a dupla foi contratada pela gravadora
Trama e gravou o seu 14.º disco, 'Vindo Lá da Lagoa', em 2000.
No ano seguinte, José Albertino faleceu e o
personagem de Caju passou a ser encarnado por seu sobrinho, Ricardo Alves da Silva. Em
março, o novo Caju estreou em disco com o lançamento de 'Andando de Coletivo' - em que a
poesia ritmada ganha acompanhamento de banda, com guitarra, teclado, baixo, bateria e
percussão.
A confirmação da boa fase veio com o interesse de
Walter Salles e Daniela Thomas em filmar o curta-metragem, lançado mundialmente no
festival de Cannes desse ano.
No filme, a dupla dispara desafios para a câmera,
explorando temas como a globalização e tirando sarro do sucesso de bilheteria do filme
'Titanic'.
O curta foi exibido pela primeira vez no Itaú
Cultural. Na seqüência, passou 'Nordeste: Cordel, Repente, Canção', filmado por Tânia
Quaresma em 1975 - e que mostra Caju e Castanha no início de carreira.
Nos shows, a dupla dispara sua embolada eletrificada
na companhia dos músicos Daniel da Costa (guitarra), Djalma José (baixo), Donizete
Conceição (zabumba), Luizinho da Luz (bateria), Rubinho Lima (percussão) e Marco
Aurélio Camargo (teclados).
Do seu repertório, Caju e Castanha mostram
composições do último disco, como 'Vamos Cantar Embolada' - classificada por Castanha
como 'uma mistura de rock, rap e Chico Science' -, 'Tô Doidin', 'DNA - A Verdade Vai
Mostrar' e 'Coco do Trava Língua'. (© Jornal da
Tarde)