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 Caju e Castanha disparam sua embolada eletrificada

24/07/2002

 

Divulgação A dupla pernambucana Caju e Castanha leva seu duelo de rimas hoje e amanhã ao Itaú Cultural

  

RAMIRO ZWETSCH

   Para festejar o lançamento do curta-metragem 'A Saga dos Guerreiros - Caju e Castanha Contra o Encouraçado Titanic', de Walter Salles e Daniela Thomas, a dupla de emboladores Caju e Castanha fez shows gratuitos no Itaú Cultural.

   Na estrada desde 1978, quando lançou o primeiro disco, a dupla formada pelos irmãos José Albertino da Silva (Caju) e José Roberto da Silva (Castanha) ganhou maior reconhecimento no mercado fonográfico 20 anos depois.

   Foi quando o músico Lenine incluiu um sampler de um duelo de rimas entre os dois na faixa 'A Ponte', do disco 'O Dia Em Que Faremos Contato'.

   Contrapondo as afinidades do rap com o repente, os emboladores subiram ao palco do festival recifense Abril Pro Rock ao lado de um dos principais grupos de hip hop locais, Faces do Subúrbio.

   Depois disso a dupla foi contratada pela gravadora Trama e gravou o seu 14.º disco, 'Vindo Lá da Lagoa', em 2000.

   No ano seguinte, José Albertino faleceu e o personagem de Caju passou a ser encarnado por seu sobrinho, Ricardo Alves da Silva. Em março, o novo Caju estreou em disco com o lançamento de 'Andando de Coletivo' - em que a poesia ritmada ganha acompanhamento de banda, com guitarra, teclado, baixo, bateria e percussão.

   A confirmação da boa fase veio com o interesse de Walter Salles e Daniela Thomas em filmar o curta-metragem, lançado mundialmente no festival de Cannes desse ano.

   No filme, a dupla dispara desafios para a câmera, explorando temas como a globalização e tirando sarro do sucesso de bilheteria do filme 'Titanic'.

   O curta foi exibido pela primeira vez no Itaú Cultural. Na seqüência, passou 'Nordeste: Cordel, Repente, Canção', filmado por Tânia Quaresma em 1975 - e que mostra Caju e Castanha no início de carreira.

   Nos shows, a dupla dispara sua embolada eletrificada na companhia dos músicos Daniel da Costa (guitarra), Djalma José (baixo), Donizete Conceição (zabumba), Luizinho da Luz (bateria), Rubinho Lima (percussão) e Marco Aurélio Camargo (teclados).

   Do seu repertório, Caju e Castanha mostram composições do último disco, como 'Vamos Cantar Embolada' - classificada por Castanha como 'uma mistura de rock, rap e Chico Science' -, 'Tô Doidin', 'DNA - A Verdade Vai Mostrar' e 'Coco do Trava Língua'. (© Jornal da Tarde)

 

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