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28/06/2001 Cineasta Roberto Pires morre em Salvador Morreu ontem, em Salvador, aos 66 anos, vítima de um câncer na garganta, o cineasta baiano Roberto Pires. Um dos maiores nomes do cinema baiano dos anos 50 e 60, Pires estreou na direção com Redenção (1959), o primeiro longa-metragem produzido na Bahia, filme que lançou o então jovem ator Geraldo Del Rey. O corpo do cineasta, que deixa a viúva Laura e dez filhos, frutos de três casamentos, foi sepultado ontem mesmo em Salvador, no cemitério de Campo Santo. Pires produziu para Glauber Rocha o lendário Barravento (1961), um dos mais poderosos títulos do Cinema Novo. Naquele mesmo ano dirigiu seu segundo longa, A grande feira, que fez grande sucesso nas salas de Salvador. O cineasta começou no cinema ainda jovem, compartilhando da amizade de diretores baianos pioneiros como Glauber, Luís Paulino dos Santos e de atores como Del Rey, Helena Ignez, Antonio Pitanga e Othon Bastos. Ao longo de 40 anos de carreira, esteve à frente de oito produções como produtor, entre eles, Tocaia no asfalto (1962), Crime no Sacopã (1963), Máscara da traição (1968), Em busca do su$exo (1970), e Abrigo nuclear (1981). Seu último filme, Césio 137, pesadelo em Goiânia (1990), dramatizava o acidente com a substância radioativa, responsável pela morte de pessoas no interior de Goiânia. Nos últimos anos, Pires estava desenvolvendo um novo projeto cinematográfico, a princípio intitulado Nacional Dois de Julho, inspirado na guerrilha pela independência da Bahia. (Jornal do Brasil) |
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