Mamam dá novo salto institucional |
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09/07/2003 Museu inaugura biblioteca, lança site, edita catálogos, promove palestras e apresenta uma exibição de vídeos de artistas fundadores do gênero DIANA MOURA BARBOSA Depois de quase seis anos de funcionamento, o Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam) só agora consegue implementar equipamentos culturais importantes para o seu funcionamento e para sua imagem institucional. De uma maneira geral, os pontos mais visíveis são a inauguração da biblioteca e a criação de uma página na internet, que passa a funcionar no próximo dia 23. A biblioteca já está em operação. A segunda mudança, entretanto, é mais profunda e percebida, inicialmente, por aquela fatia do público cuidadosa e exigente. Trata-se de uma tomada de posição, por parte do museu, em relação às exposições que coloca em cartaz. Enquanto todas as gestões anteriores recebiam a maioria das mostras prontas pensadas e formatadas por outras instituições e apenas repassadas para o Recife , o atual diretor, Moacir dos Anjos, tem optado pelo difícil caminho de planejar e executar aqui as exposições a serem vistas pelo público pernambucano. Apesar de essa mudança repercutir pouco entre os desavisados, ela é fundamental para que o Mamam consiga fazer o que seus idealizadores tanto anunciaram: colocar a instituição dentro de circuito nacional que pensa os rumos das artes plásticas no Brasil. É isso que o curador Moacir dos Anjos tem feito não só pelo museu, mas pelo Recife. O mais interessante é que essa mudança estratégica chega num momento de crise. Ao contrário das gestões anteriores, quando o Mamam era a (única) menina dos olhos de todos os secretários de Cultura, a instituição tem dividido espaço com outros equipamentos culturais da Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) e, conseqüentemente, compartilhado verbas que antes eram de exclusividade do museu. Hoje, a prefeitura tem um conjunto de ações. Além do Mamam, há o Museu da Cidade do Recife, a programação do Pátio de São Pedro e o Festival Multicultural. Mesmo assim, temos conseguido manter a freqüência de mostras que sempre houve no Mamam, que é de cinco a seis por ano (serão cinco em 2003), explica Moacir dos Anjos. O diretor afirma que, apesar das dificuldades financeiras que vem enfrentando, tem tido todo o apoio do secretário de Cultura, João Roberto Peixe, para manter uma política cultural propositiva para o museu. Não é apenas o Recife nem apenas o setor cultural que estão num momento difícil. Pode-se observar que até o Governo Federal tem encontrado dificuldades. Temos todo o apoio para fazer o melhor com os recursos disponíveis, resume. Apesar de convincentes, as explicações de Moacir dos Anjos não conseguem evitar um certo desapontamento, da parte do público, de não poder contar com o Mamam no Pátio, por exemplo, que havia sido prometido pela PCR desde o início do Governo João Paulo. PROGRAMAÇÃO Maior ou menor a crise, o fato é que o habilidoso Moacir dos Anjos tem jogado todas as cartas para manter a programação em nível elevado. Uma prova disso é a maneira como ele reverteu positivamente o cancelamento da exposição de Leonílson que deveria inaugurar em julho, pela passagem dos 10 anos da morte do artista. A mostra é um projeto que chegaria ao museu já formatado e bancado por patrocinadores. Como ela foi adiada em cima da hora em todo o País , o Mamam não teve como se articular para colocar outra mostra em seu lugar. Para compensar, reforçou a programação de palestras, lançamento de catálogos outra novidade importante , exibição de vídeos e adiou o encerramento dos trabalhos atualmente em cartaz. Os novos projetos entram em pauta a partir do próximo dia 10. Começam com a apresentação de cinco catálogos dos artistas cujas as obras estão em exposição: de Brígida Baltar, Carlos Mélo, Carmela Gross, José Paulo e Sandra Cinto. No mesmo dia, também será mostrado um vídeo do pernambucano Carlos Mélo. As ações voltam nos dias 22 deste mês, com uma visita guiada, e 23, com o início da programação de vídeo e o lançamento do site. Além disso, estão previstas ainda palestras sobre obras que permanecem no Mamam. (© Jornal do Commercio-PE)
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