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Salvador expõe obras de mestres universais

06/08/2003

O restaurador paraibano Flávio Capitulino: intermediário
 

Criações de Picasso, Dalí e Chagal, entre outros, ficam na capital baiana até setembro

BIAGGIO TALENTO
Correspondente

  SALVADOR - O que fazer com pinturas de gênios como Picasso, Salvador Dalí, Monet, Gauguin e outros durante o mês de agosto, quando uma grande galeria de arte francesa, a Cezeau-Béraudière, entra em recesso, no início do verão europeu, dando férias aos seus funcionários? O diretor do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM), Heitor Reis, fez aos diretores da galeria a proposta de expor as obras em Salvador e foi atendido. Contou com o apoio do principal restaurador da Cezeau-Béraudière, o paraibano Flávio Capitulino, que selecionou as 49 obras para a exposição no MAM.

   Essa é em resumo a história da Mestres da Arte Universal a mais expressiva exposição de pintura realizada na Bahia nos últimos anos, inaugurada na sexta-feira, e que não visitará outras Capitais brasileiras. "Nossa idéia foi mostrar obras importantes de artistas relevantes que só quem viaja consegue ver", disse Reis, informando que o museu não cobrará ingressos do público.

   O horário de visitação é das 10 às 20 horas, de terça-feira a domingo, até o dia 10 de setembro. Responsável pela recuperação e manutenção da maioria dos quadros, o restaurador Capitulino fez questão de acompanhar o transporte das peças (a quem chama de filhos) da França para a Bahia.

   As 49 obras estão seguradas em R$ 50 milhões, mas o MAM não gastou quase nada para organizar a exposição, pois contou com o apoio da Embaixada da França e da Varig, que fez o transporte. O museu reforçou o seu sistema de vigilância por causa da importância e o valor das obras expostas e se responsabilizou pela impressão dos catálogos da mostra.

   Há pelo menos cinco anos Reis tenta trazer a exposição para Salvador. "Desde essa época, quando conheci o Flávio, nós batalhamos para efetivar essa mostra e, quando notamos que os quadros ficavam fechados num cofre nos período de recesso da galeria, fizemos a proposta de presentear o público baiano com essas pinturas maravilhosas", contou.

   São seis quadros de Salvador Dalí sobre o tema figurinos de balé, produzidos na década de 1940; quatro de Picasso; dois de Marc Chagall; além de obras de Modigliani, Claude Monet, Paul Gauguin, Juan Miró, Henri Matisse, Georges Braque e 18 trabalhos de artistas menos conhecidos no Brasil, como Jean Dubuffet, Maurice de Vlaminck e Andre Masson. As técnicas são óleo sobre tela, óleo sobre madeira, óleo sobre tecido e desenhos.

(© O Estado de S. Paulo)

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