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Zé Marcolino, o poeta da alma nordestina

05-06-2008

Zé Marcolino

 

Jesiane Rocha

   O poeta Zé Marcolino, um dos parceiros de Luiz Gonzaga, será homenageado com o lançamento do CD “Pedra de Amolar”, previsto para o fim de julho. Com 16 músicas inéditas e uma regravação do célebre autor do clássico “Sala de Reboco”, o CD traz nomes como Dominguinhos, Marinês, Santanna, Vital Farias, Flávio José, Maciel Melo, entre outros, que vivenciam a obra deste poeta que ajudou a edificar o cenário artístico do Nordeste.

   A homenagem traz a obra de Zé Marcolino ao presente, fazendo com que as novas gerações a conheçam e valorizem a verdadeira poesia da alma nordestina, num tempo de culturas comerciais e descartáveis. Suas canções possuem um alto valor literário e descrevem a autêntica inspiração agrestina como poucos ousaram fazer. Sua poesia, em músicas como Pássaro Carão, Serrote Agudo, Cacimba Nova e Sabiá na Seca, entre tantas outras de sua autoria, é a essência de um povo alegre, sonhador e cativante.

   O poeta catalogou, aproximadamente, cento e cinqüenta canções, quase todas gravadas pelos melhores intérpretes nordestinos como Dominguinhos, Santanna, Alcymar Monteiro, Elba Ramalho, Fagner, Paulo Diniz, Flávio José, entre outros de reconhecimento nacional, e cantadas por muitos agrestinos que andam escondidos pelas caatingas deste Nordeste afora. A consagração do artista ficou eternizada na voz do Rei do Baião, Luiz Gonzaga, nas melodias imortais do nosso cancioneiro caboclo.

   Zé Marcolino nasceu em Sumé, na Paraíba, mas se dizia paraibucano por ter sido recebido como filho nos braços de Pernambuco e pelo reconhecimento de sua obra pelos irmãos pernambucanos. Fixou residência em Serra Talhada, onde ficou até sua morte, em 20 de setembro de 1987, causada por um acidente automobilístico.

Vanguarda)

 

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