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05-06-2008
Representantes da banda e das empresas que promovem o Projeto Seis e Meia relatam suas versões dos fatos ocorridos anteontem, no Teatro do Parque MARCOS TOLEDO A polêmica apresentação de Textículos de Mary & A Banda d’as Cachorra anteontem, abrindo o Projeto Seis e Meia, pode ser a última do grupo. A decisão dos artistas, porém, está relacionada à dificuldade para sobreviverem no Estado apostando no punk rock com performances homoeróticas e não ao show da última quinta, no Teatro do Parque, o qual, segundo o vocalista Fábio Mafra (o ‘Chupeta’), repercutiu bem para a banda. O Seis e Meia de anteontem foi marcado pela interrupção do show da Textículos – que estrapolou o tempo combinado – e por protestos de parte do público contra as performances dos integrantes no palco, que incluíam palavrões e simulações de atos sexuais e de escatologia. Ontem, porém, ouvidos pelo JC, representantes do grupo e da empresa produtora mostraram-se satisfeitos com o evento, apesar dos contratempos. Fábio Mafra considera que poucas pessoas deixaram a platéia indignadas com suas evoluções e a de seus colegas no palco. “Já estou acostumado com essa moralidade”, afirma. De acordo com a assessoria de imprensa do evento, uma mulher que assistia ao show disse que se sentia “traída” e que nunca havia visto tanta obscenidade. Uma outra pessoa ameaçou chamar a polícia e uma terceira, identificando-se como militar, tentou ter acesso ao camarim sem justificar suas intenções, sendo impedida pelos organizadores. Mafra acha que a produção deveria ter divulgado a recomendação de que o espetáculo seria apenas para maiores de 18 anos de idade. “Poderia”, concorda produtor da empresa Raio Lazer – que com outra companhia, a Beluga, promove o evento – Flávio Perruci (o ‘Maguila’). “Mas o público do Seis e Meia já é um público adulto”, ressalva. O cantor conta que o maior problema da noite, entretanto, ocorreu quando a produção pediu que a banda acabasse o show antes de eles fazerem todo o repertório programado e, após a insistência do grupo, haver desligado o som. “Depois, eles disseram que era para continuar. Eu não entendi mais nada e fui tomar uma cerveja lá na frente”, declara o artista. Perruci nega que o som tenha sido cortado. “Temos um tempo para entregar o teatro, senão pagamos hora-extra. Está no contrato. Os meninos tocaram 50 minutos e queriam tocar mais sete músicas”, explica. “Mas não tenho essa falta de respeito de desligar o som”, acrescenta. Pessoas que faziam parte da platéia na noite do ocorrido, contudo, garantem que o microfone do cantor foi desligado. O show seguinte, com o cantor Eduardo Dussek, transcorreu sem problemas. Com bom humor, o sempre escrachado Dussek teria dito que, frente ao havia sido apresentado antes, ele se sentia a própria Madre Teresa de Calcutá. FUTURO – Superado o ocorrido da última quinta-feira, o pessoal da Textículos de Mary & A Banda d’as Cachorra tenta decidir o que fazer no futuro próximo. o vocalista Fábio Mafra garante que o grupo acabou. “Para fazer algo assim, tem que morar em São Paulo”, acredita. Para ele, apesar de tudo, o show de despedida foi bom. Antes de dar por encerrada a trajetória da Textículos, seus integrantes devem se reunir para gravar um segundo CD só para deixar o novo trabalho registrado. (© JC Online)
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