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Parceria é a saída que resta ao autor

27/08/2004

O escritor pernambucano Raimundo Carrero

Na última reportagem da série sobre o mercado editorial, o Jornal do Commercio aborda as parcerias com a UBE-PE e os médicos escritores e a atuação da Livro Rápido

SCHNEIDER CARPEGGIANI

   A Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) tem como prioridade sua atuação como gráfica. A exceção, de acordo com seu presidente, Marcelo Maciel, ocorre durante efemérides ou datas redondas – “Estamos para lançar em setembro uma coleção de títulos focando os 350 anos da Restauração Pernambucana, que surgiu a partir da cobrança da própria imprensa. Quando temos essas datas importantes, atuamos como editora.”

   A Cepe mantém um convênio com a Academia Pernambucana de Letras (APL), com a Sociedade de Médicos-Escritores e a UBE-PE, que forma o projeto Trem das Letras. Esta junção possibilita que, a cada mês, uma dessas instituições entregue a Cepe o nome de um escritor para ser lançado. O autor banca a edição do livro, pagando um valor inferior ao cobrado no mercado. Fica ainda nas mãos dos escritores as tarefas de divulgar e distribuir a obra.

   “A idéia do convênio surgiu porque, a partir dele, as próprias instituições teriam seus critérios próprios para avaliar os autores. Assim o processo fica mais democrático”, completou o presidente.

   O projeto Livro Rápido leva ao extremo a postura de parceria entre autor e editora, que virou uma das marcas do mercado editorial pernambucano. A Livro Rápido não trabalha com off-set, como as editoras convencionais. Mas com laser. Esse sistema possibilita a publicação de tiragens pequenas, até de 20 exemplares. Com menos de dois anos no mercado, 300 títulos levaram o selo Livro Rápido.

   “O autor chega aqui, escolhe a tiragem que quer do seu livro e paga. Se ela se esgotar, basta encomendar outra. Muita gente, depois do dia do lançamento, fica sem saber o que fazer com os títulos que não vendia. Nós resolvemos esse problema”, afirmou Tarcísio, responsável pela Livro Rápido e ex-dono da Livro 7. Além de bancar a tiragem, fica nas mãos do cliente as funções de conseguir meios para distribuir e divulgar seu livro.

JC Online)


Livros publicados pela Fundação de Cultura da Cidade do Recife:

1997

1 Os movimentos desejantes da cidade de Lúcia Leitão
2 Verdunc de Jodeval Duarte
3 O padre do ouro de Adão Pinheiro
4 Mínimo plural de Dimas Carvalho

1998

1 Ópera do sol de Adriano Marcena
2 Desejos e histórias de Márcia Meira Basto
3 Liturgia dos nomes de Pietro Wagner
4 Anjo ou demônio de Rubem Rocha Filho
5 Pernambuco: da Independência à Confederação do Equador
e Barbosa Lima Sobrinho

1999

1 Livro de sonetos de Francisco Bandeira de Mello
2 Nictóbata infesto de Cláudio Cezar Henriques
3 Olinda, Olinda! de Zelmo Denari
4 Poemas de Everardo Norões
5 Cenografia e maquinaria teatral de Antônio José A.Almeida
 

2000

1 Cinema pernambucano: uma história em ciclos de Alexandre Figueirôa
2 Arrecifes Revista do Conselho Municipal de Cultura
3 A viagem de Pedraluarez Cabral de Geraldo Neves
4 Revista da Academia Pernambucana de Letras
5 Não era suicídio sobre a relva de Ney Paiva
6 Capoeira Angola mandou chamar de Marco Martire
7 Mário Sette: o retratista da palavra de Magdalena Almeida
8 O ateliê de Lupersio Romio Filho
9 Teatro de Santa Isabel de Isabel Concessa Arrais
10 Carnaval do Recife de Leonardo Dantas Silva
11 Brincantes vários autores
12 Teatro popular, um jeito cênico de ser de Romildo Moreira

2001

1 O miserável soldo, de Kalina Vanderlei
2 Poema de amor confesso, de José Carlos Aragão
3 O doce blues da Salamandra, de walter Moreira Santos
4 Coleção obra teatral, Joaquim Cardozo ( 5 volumes)

2002

1 Carnaval, cortejos e improvisos, de Mª Alice Amorim e Roberto Benjamim 1000
2 O Recife. Histórias de uma cidade, de Antônio Paulo Rezende 3 A Escola nova em Pernambuco, de Cristina Araújo
4 Barreto Júnior, o Rei da chanchada, de Alexandre Figueirôa
5 Coletânea poética Marginal RecifeI, vários autores
6 Umbilina e sua grande rival, de Cícero Belmar
7 Transversal do tempo, de Rodrigo Petrônio
8 História de um tempo morto, de Rubem rocha Filho
9 Memorial da distância, de Flávio Chaves

2003

1 Coletânea poética Marginal Recife II, vários autores
2 Osman Lins. O matemático da prosa, de Ivana Moura
3 Olga Benário Prestes, de Joacil Pereira
4 Um teatro da morte, de João Denis A. Leite
5 Os abismos de Caraguatá, de Adauto Elias Moreira
6 Marquipélago, de Dimas Carvalho 1000

2004

1 Estação Recife 1, vários autores
2 Estação Recife 2, vários autores
3 Marginal Recife 3, vários autores
4 Invenção Recife 1, vários autores
5 O palco no picadeiro, Marco Camarotti
6 Capibaribe do sol, Marcos Cordeiro, no prelo
7 Leões no canavial, Simone Marques, no prelo
8 A arte de curar nos tempos da colônia: limites e espaços da cura, Carlos Alberto Cunha Miranda, no prelo
9 Nave do nada, Ney Paiva. no prelo.
10 Estação Recife 3 no prelo
11 Invenção Recife 2 no prelo e 12 Invenção Recife 3 em organização

Publicações durante a atual gestão - 2001 a 2004

Livros publicados pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (FUNDARPE)

1999

1 Cultura como atividade econômica e o público cultural de Fernando de Melo Paulo Neto
2 Vicente cem anos: pintor poeta tipógrafo de Michelle de Assunção Silva
3 Traços e quadrinhos de Michelle de Assunção Silva
4 Murilo LaGreca Vida e Obra de Carlos Alberto Barreto Campello de Melo
5 A corte vai passar - Um olhar sobre o Carnaval. Acervo - Editora Comércio e Serviços de Fotografia Ltda (tempo de imagem)
6 Cactos e Corais de Paulo Cardoso Rabello
7 Livro Os dois mundos de Madalena de Maria Lurdes da Silva

2000

1 Poemas em Livro Virtual de Flávio Ricardo Chaves Gomes

2001

1 Cabo de Santo Agostinho 502 anos Ruína e Monumento Catálogo de Marcos Ferreira de Moraes
2 Pindorama - A oura história do Brasil de Samuel Rubens de Andrade
3 As fiosofias de um guarda noturno de Laura Alice dos Remédios Ferreira Monteiro Areias
4 Pernambuco preservado de Carla Maria do Rêgo Barros
5 Casa grande e senzala em quadrinhos da Fundação Gilberto Freyre

2002

1 Exposição do lançamento do livro: Viva a vida! Guita Charifker Aquarelas, desenhos, pinturas no Rio de Janeiro e São Paulo de Carla Maria do Rêgo Barros Valença
2 Perbanbuco multimídia de Vital Correa de Araújo
3 Saci Pererê de José Carlos Ferreira Maia

2003

1 Brennand desenhos de Ana Paula Ferreira Cavalcanti de Albuquerque
2 Acervo Recordança de Mônica Lira de Queiroz
3 Zabumba Moderna de Adriano Souza Araújo
4 Flávia Barros / Ana Regina / Tânia Trindade de Arnaldo José Siqueira Júnior
5 Antologia da Imprensa Carnavalesca Pernambucana de Eduardo de Carvalho Rabello
6 Nassau morou ali de Silvio Fraga Rocha Pontual
7 Monummenta Hyginia de Flávio Domingues da Silva
8 Olinda - Das colinas à planície de Manoel Neto Teixeira
9 Iconografia e sonoridade da cultura popular de Adriano Souza Araújo
10 A menina íris de Maria Lúcia de Melo da Fonte
11 Anais pernambucanos - Edição eletrônica de Ney de Brito Dantas

2004

1 HQCD: E o som virou quadrinhos de Samuel Rubens de Andrade
2 A arte de J. Borges - Do cordel à xilogravura de Marcos Baptista Andrade
3 Bacamarte, pólvora e povo de Dora Dimenstein
4 Memórias da cena pernambucana de Leidson Malan Monteiro de Castro Ferraz
5 Mauto Mota - Obra poética de Jorge Clésio da Silva
6 Livro: Fernandes Vieira e a Restauração Pernambucana de Laura Alice dos Remédios F.M Areias
 

Livros publicados pela Editora Massangana

Contos populare brasileiros - Ceará
Toré - Regime encantado do Índio do Nordeste
Do golpe de 1964 à transição: uma contribuição bibliográfica
Vencedores e vencidos
O movimento político militar de 1964 no Nordeste: Catálogo da História Oral
Na Trilha do Golpe
Livro de Receitas: preparando uma escola deliciosa (co- edição com a editora Bagaço)
Evocações e Interpretações de Gilberto Freyre
O Cooperativismo Agrícola em Questão
Os MIltons: cem anos de história nos seringais
Formação Territorial e Econômica do Brasil
Ciência no Nordeste: Desafios e Possibilidades
Ciência e Trópico - volume 31 número 1
A Biotecnologia e sua Regulamentação no Brasil e no Mundo
Guerreiros do Sol (co-edição com a editora Girafa)
Tauã a verdade verdadeira que se Norberto contou (co-edição com a editora Família Bastos)
Revista Massangana
Dicionário do Folclore para Estudantes

Títulos previsto para próximo lançamento:

Dicionário Folclórico da Cachaça
Alimentação e Folclore
Comes e Bebes do Nordeste
Qual é a sua graça?
Comunicação de Interesse Público
Diário de um Agitador
Os Campos em pé de guerra
Em Busca da Identidade da beleza
Engenho e Arquitetura
Diários, de Joaquim Nabuco (co-edição com a editora Bem-te- vi)
Espetáculos populares do Nordeste (co-edição com a editora Bagaço)
Recortes de paisagens na cidade do Recife
No Mundo Fantástico do Cinema
Manual de Antrpologia Cultural
United States Penetration of Brazil
Curiosidades do Recife
Tráfego de Palavras

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Escritor é o responsável em divulgar a própria obra

   O escritor Fernando Monteiro já teve títulos lançados por editoras locais e nacionais. Atualmente, é contratado pela W11. Nos últimos anos, passou pela Globo e pela Record. Na sua opinião, as parcerias entre escritor e editora acabam sendo mais nocivas do que benéficas.

   “Ora, o trabalho de editoração é também de risco. A editora precisa arriscar com seu contratado”, declarou Monteiro. Para ele, ser publicado no Recife é ser lido apenas entre “o Marco Zero e a Várzea.”

   No entanto, para Monteiro não é muito diferente o tratamento que os autores recebem em editoras pequenas ou grandes. “Em uma grande editora, são tantos os títulos que eles são jogados no mercado e esquecidos. Quem sobreviveu, sobreviveu. Eu hoje não teria ido para a Record, porque é um editora que não tem condição de dar conta de tudo o que lança por mês. Se pudesse voltar no tempo, teria preferido uma editora de médio porte”, completou.

   Vital Corrêa de Araújo, presidente da UBE-PE, concorda com Monteiro quando o assunto é a divisão de tarefas entre editor e autor. “O escritor não pode fazer tudo – escrever, editar, distribuir e divulgar o seu livro. Como é possível deixar o livro em uma livraria, quando ela nos cobra 50% do valor que vai vender, se somos nós mesmos quem tiramos dinheiro do bolso para pagá-lo?”

   Vital revelou ainda que o convênio entre a UBE-PE e a Cepe não está sendo vantajoso para os autores. “Depois de dois anos, a Cepe fez um reajuste nos seus preços, e eles estão muito caros. Eu estou aconselhando às pessoas a seguirem para a Livro Rápido. O escritor pernambucano está com muita responsabilidade nas suas costas.”

JC Online)


NÚMEROS

Números que as editoras e entidades públicas pernambucanas lançaram entre 2003 e 2004

Fundação de Cultura do Recife

– 14 títulos já lançados e mais três para saírem até o final do ano – O terceiro volume da Estação Recife e o segundo e terceiro volumes da Invenção Recife.

Massangana

– 18 títulos já lançados

Estão para serem publicados:

Dicionário Folclórico da Cachaça, Alimentação e Folclore, Comes e Bebes do Nordeste, Qual é a sua graça?, Comunicação de Interesse Público, Diário de um Agitador – Os Campos em Pé de Guerra, Em Busca da Identidade da Beleza, Engenho e Arquitetura, Diários de Joaquim Nabuco (co-edição com a editora Bem-Te-Vi), Espetáculos Populares do Nordeste (co-edição com a editora Bagaço), Recortes de Paisagens na Cidade do Recife, No Mundo Fantástico do Cinema, Manual de Antrpologia Cultural, United States Penetration of Brazil, Curiosidades do Recife e Tráfego de Palavras.

Fundarpe

– 18 títulos, publicados a partir do Funcultura.

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Divulgação é um nó para editoras
Publicado em 24.08.2004

O Jornal do Commercio publica hoje a terceira de quatro reportagens sobre o mercado editorial, desta vez enfocando as empresas que publicam autores pernambucanos

SCHNEIDER CARPEGGIANI

   Em uma entrevista recente para o JC, Wagner Carelli, responsável pela W11, realçou a importância de um bom trabalho de divulgação para o sucesso de uma editora. “O problema não é só a distribuição. É também fazer o livro ser conhecido. De outra forma, ele morre na noite de autógrafos. Esta morte súbita é um dos principais problemas da indústria de livros no Brasil. As pessoas simplesmente não sabem que o livro existe. Se ele não ‘existe’ como produto popular, o livreiro também não vai colocá-lo na vitrine.”

   Contrariando a opinião de Carelli – que conseguiu fazer a W11 se firmar como uma das mais importantes do País em menos de dois anos no mercado - as editoras recifenses não mantêm investimentos em divulgação. “Tentamos fazer isso no início, mas os gastos não compensaram o que gastamos”, afirmou Flávio Barbosa, responsável pela Editora Nossa Livraria, que atua há três anos também como editora.

   “O que fazemos muitas vezes, em termos de divulgação, é doar um título para algum professor analisar”, completou o editor. A Nossa Livraria publica de um a dois títulos por mês. Nos seus três anos de existência, foram 43. Boa parte deles na área jurídica, com algumas incursões pela literatura. Em meio a essas exceções, Gilvan Lemos.

   Gilvan Lemos, inclusive, também se inclui no conjunto de exceções da Nossa Livraria quando o assunto é publicação. A editora costuma trabalhar em um esquema de parceria com o escritor, em que cada um banca uma parcela da edição. “No caso de Gilvan Lemos, bancamos o livro dele. O que costumamos fazer é convidar o autor para ser o nosso parceiro de investimento.”

   De acordo com Flávio, a tiragem pequena de um livro da Nossa Livraria varia de 500 a 1000 exemplares - a tiragem de um título com distribuição nacional é de 3 mil. “O valor de uma tiragem de 1000 exemplares é muito alto para a gente cobrir. É impraticável. Ele fica em torno de 6 a 7 mil. Então recorremos ao esquema de parcerias”, argumentou Barbosa. Para baratear os custos da edição, Barbosa também paga uma parte dos direitos autorais do autor com livros.

   A Comunigraf há sete anos divide suas funções entre gráfica e editora. Durante este período, nunca contou com um trabalho de divulgação profissional. “O que fazemos às vezes é enviar notas para os jornais ou publicar anúncios. Deixamos o trabalho de divulgação nas mãos do autor”, relatou Carlos Garcia, responsável pela Comunigraf, que edita de sete a oito títulos por mês. “Não tenho um levantamento completo, mas acho que, em sete anos, publicamos mais de 100 livros”, completou o editor.

   Prestes a ser a primeira editora Pernambucana com uma distribuição que irá sair das fronteiras do Estado, a Bagaço começa a se preocupar com um serviço de divulgação dos seus títulos. “O trabalho vai ser fundamental agora, porque temos a intenção de atingir outros estados do Nordeste”, revelou Arnaldo Afonso, um dos sócios da Bagaço.

JC Online)


Parceria com autores é uma tática para evitar prejuízos
Publicado em 24.08.2004

   Além da falta de um trabalho profissional de divulgação do seu acervo, uma outra característica das editoras pernambucanas é o serviço de parcerias. Se a Nossa Livraria ‘convida’ o autor para ser seu parceiro de empreitada, a Comunigraf é ainda mais elástica nessa questão.

   “Nós dividimos os valores, ou mesmo bancamos tudo. Há casos em que apenas fazemos o serviço de diagramação. Em outros, os livros chegam prontos por aqui. São várias as situações. Só arriscamos bancar tudo em um livro quando é claro o seu retorno financeiro. É preciso dizer que muita gente faz livros apenas para presentear amigos e familiares”, disse o editor Carlos Garcia.

   “É importante a divisão de gastos, porque o investimento em um livro, além de ser alto, é um trabalho que só se resolve a longo prazo. Há títulos que levam um ano inteiro para esgotar uma tiragem de apenas 500 exemplares. Sem a parceria, o prejuízo para o editor seria enorme”, argumentou Flávio Barbosa, da Nossa Livraria. Para Garcia, a noite de lançamento ainda é crucial na vida de um livro – “Depois dela, é um pinga-pinga só. No Brasil, de todos os títulos vendidos, só 15% são resolvido da Bahia para cima. O nordestino só tem dinheiro para comprar discos.”

   A Bagaço, hoje em dia, classifica a si mesma como uma editora ‘infanto-juvenil’. “É a nossa principal área de atuação. Lançamos os livros deste segmento sempre no final do ano, quando as escolas começam a analisar os títulos que irão adotar”, afirmou Arnaldo, que tem um cronograma de lançamentos de seis a sete títulos por mês. “Esse número tem crescido recentemente.”

   Livros fora do segmento de pedagógicos, a Bagaço costuma fazer um trabalho editorial apenas durante eventos como a Bienal de Livros de Pernambuco. “Na minha opinião, é um momento é importante para a editora fazer um apanhado do que é realizado. É a época de Pernambuco mostrar o que anda escrevendo.”

   De acordo com Arnaldo, é grande a demanda de títulos que chegam na Bagaço para serem avaliados. “As pessoas escrevem muito, mas nos últimos anos a qualidade do material está baixando. Acho que ninguém anda lendo direito. As pessoas preferem escrever”, diz o editor.

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Fundarpe está em débito com os escritores
Publicado em 23.08.2004

Jornal do Commercio publica hoje a segunda de uma série de quatro reportagens sobre a situação atual do mercado editorial pernambucano

SCHNEIDER CARPEGGIANI

   Desde 1999, a Fundarpe suspendeu a realização do seu concurso literário anual, que premiava os escritores vencedores com a edição dos seus títulos. A suspensão chegou acompanhada da não publicação de obras vencedoras em anos anteriores. Marilda Vasconcelos de Oliveira foi uma das autoras que tiveram seu livro premiado, mas não editado. “Sempre que a minha filha, que cuida para mim desses assuntos, se dirigia à Fundarpe para cobrar o livro escutava a mesma coisa, ‘não temos recursos’”, queixa-se a escritora

   O ator e escritor Rubem Rocha Filho também viu seu título vencedor ficar sem edição. “Eles dizem que não têm verbas para lançar os livros e não me deram qualquer previsão de resolver a questão. É uma vergonha. Eu já tive livros vencedores em concursos da Prefeitura do Recife e nunca vivi esse tipo de problema”.

   A suspensão do concurso ocorreu quando Carlos Garcia era Secretário de Cultura do Estado. “Não havia recursos para editar os livros e os autores, que são pessoas competentes, de confiança, não tinham como comprovar legalmente a vitória no concurso. Em muitos casos, os resultados dos concursos nem eram editados no Diário Oficial. Eu decidi suspender a premiação, porque não adiantava realizar novos, se os velhos nem haviam sido editados”, afirmou Garcia.

   Durante o seu mandato, Garcia decidiu fazer um levantamento de quantos títulos vencedores ficaram sem edição – “Esse levantamento nunca foi concluído, mas estimo que uns 12, durante toda a década de 90.”

   Bruno Lisboa, atual presidente da Fundarpe, coloca mais alguns números nessa dúzia. “Acho que duas dezenas de pessoas vieram aqui reclamar de títulos que não foram editados, nos últimos anos, mas não havia comprovação. A Fundarpe não tinha recurso para fazer as edições. Além disso, estamos em um processo de pagar as dívidas com a (Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), que está sendo sanado”, realçou.Em tempo, a Cepe, assim como a Fundarpe, são órgãos do Governo do Estado.

   De acordo com Lisboa, entre projetos multimídias e livros, a Fundarpe investiu em literatura, de 1999 até este ano, R$ 2,8 milhões. Esse valor engloba 36 títulos, entre já lançados e projetos em andamento. “Eu até me surpreendi com esses números, é um valor bastante alto”, afirmou Lisboa.

   Com recursos do Funcultura, o concurso literário da Fundarpe retorna este ano. Até o começo de setembro, a fundação divulga um edital com as datas de inscrição e as normas. No entanto, o presidente não vê uma resolução para o problema dos vencedores, que não ainda viram a edição das suas obras. “Não temos um levantamento disso, e muito menos provas que obriguem legalmente a publicação dos livros.”

   Para o próximo ano, Lisboa tem como projeto centrar o seu foco na edição de títulos nas áreas de teatro e artes plásticas. “São segmentos que têm bastante problemas de edição, porque são caros, mas que possuem uma demanda de público comprovada.”

   Outro plano da fundação para 2005 é a edição de obras de grandes autores pernambucanos, em edições de preço barateado, voltadas a alunos do Ensino Médio. Ainda sem uma lista completa de quem serão esses autores, Lisboa, no entanto, apontou dois nomes: Osman Lins e João Cabral.

JC Online)


Letras tortas do livro pernambucano
Publicado em 22.08.2004

O Jornal do Commercio inicia hoje uma série de quatro reportagens sobre o mercado editorial pernambucano, sua relação com os autores, livrarias e órgãos oficiais

SCHNEIDER CARPEGGIANI

   Toda a fanfarra que cercou o II Festival Recifense de Literatura, que se encerra hoje, reposicionou os velhos problemas: quem edita os autores locais? Como distribuir melhor seus livros? Direta ou indiretamente, tais questões assombraram cada palestra, cada mesa redonda, cada sessão de autógrafo realizadas durante o evento. Em busca de respostas, o JC foi atrás de como as iniciativas públicas - a Fundação de Cultura do Recife, a Fundarpe e a Editora Massangana - buscam resolver estes problemas.

   Em 2002, a Fundação de Cultura Cidade do Recife (FCCR) começou um projeto de catalogar a poesia contemporânea realizada na cidade. O primeiro fruto foi a antologia Marginal Recife. Nelas, autores, muitos deles nunca antes editados, que produziam seus versos de maneira informal pela RMR. Dessa primeira idéia, surgiram mais dois volumes - Invenção Recife e Estação Recife, que flagraram, respectivamente, poetas novos e consagrados.

   Heloísa Arcoverde, responsável pelo departamento de editoração da Fundação de Cultura, afirmou que as três antologias da FCCR apontam uma nova fase da instituição. “Antes, as pessoas tinham uma idéia de que o livro feito por órgãos públicos carregavam um quê de livros feitos por pedido, que não primavam pela qualidade literária. Queremos que nossos títulos tenham um visual e um respeito pelo seu conteúdo como o de qualquer outra editora. Acho que essas coleções espelham bem isso.”

   De acordo com Heloísa, a Fundação de Cultura tem agora uma linha editorial bem clara: editar títulos que despertem o interesse da dos recifenses. “Ora, qualquer um tem o direito de chegar aqui na fundação e querer seus títulos publicados. Infelizmente, não podemos atender a todos. O que podemos fazer é dar uma ajuda na revisão de originais, na diagramação”, explica

   A proposta de editar aquilo que interessa ao Recife é realizada a partir de três linhas distintas: a coleção Malungo, voltada a títulos que tratam de temas ligados à cidade, em sua maioria pesquisas acadêmicas, as antologias poéticas, e o Concurso Literário Cidade do Recife, que premia os segmentos de poesia, prosa, teatro e monografia.

   Esse último item, alvo constante de acusações de vencedores que acusam a prefeitura de não pagar o valor do prêmio, de R$ 3 mil, além da publicação do título. “Nós seguimos uma norma: o estado não paga a quem deve a ele. Para o autor receber, ele precisa estar com todos os seus impostos em dia. Com isso realizado, o pagamento é feito de imediato. Não deixamos de pagar a alguém que tenha seus impostos em dia”, esclareceu Heloísa.

   Para o próximo ano, com o fim das antologias de poesia, a idéia da Fundação de Cultura é promover seletas de contos. “Acho que dessa forma a coisa fica ainda mais democrática, porque como é impossível publicar todos os autores de uma só vez, promovemos um apanhado do que está sendo feito em termos de prosa. O formato de conto é mais fácil de trabalhar, porque não é tão extenso como o do romance”, completou Heloísa.

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Concurso literário abre caminho para autores iniciantes
Publicado em 22.08.2004

   O editor-executivo do JC, Cícero Belmar, foi um estreante revelado pelo Concurso Literário da Fundação de Cultura Cidade do Recife. “Acho o concurso importantíssimo para os novos talentos. As pessoas que trabalham com esse departamento na prefeitura têm muito cuidado com o autor”, afirmou Belmar.

   Para o jornalista, a FCCR deveria, no entanto, primar mais no marketing do concurso. “Se houvesse uma divulgação maior, isso seria ideal para quem está começando. Há também o problema da distribuição dos livros”, afirmou Belmar.

   O ator e escritor Rubem Rocha Filho foi mais uma vez vencedor do certame. “É uma iniciativa importante. Com ele, podemos lançar obras que as editoras comerciais nunca iriam se interessar. Agora, acho que deveria haver uma melhor distribuição dos títulos”, declarou.

   Heloísa Arcoverde realçou que a distribuição dos títulos ainda é um grande problema. “Fazemos o percurso pelas livrarias, mas não posso forçar ninguém a aceitá-los. Um outro problema é conseguir a aceitação e a divulgação em outros Estados do Nordeste. Tão perto, nossos vizinhos estão tão longe.”

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O salto de qualidade da Massangana
Publicado em 22.08.2004

Editora da Fundação Joaquim Nabuco busca a profissionalização, melhor apresentação e acabamento de seus livros para se tornar competitiva no mercado

   A Editora Massangana, da Fundaj, procura um caminho de modernização, para se tornar competitiva diante do mercado, assim como o departamento de editoração da Fundação de Cultura do Recife. Responsável por títulos voltados ao público universitário, a Massangana precisa se especializar para ter força dentro do seu nicho, mais forte a cada ano.

   O setor universitário, antes restrito às amarras acadêmicas, há um bom tempo que deixou de ter participação modesta no mercado editorial brasileiro. Seus números vêm crescendo, desde 1998, em uma média 15% ao ano. Um bom espelho desse quadro pode ser observado em qualquer livraria: os livros universitários ganharam um tratamento comercial, mantendo o rigor da linha editorial e da seleção de títulos, definidas a partir da avaliação de consultores. Este ano, a Associação Brasileira de Editoras Universitárias(Abeu) também confirmou presença, pela primeira vez, na importante Feira de Frankfurt, na Alemanha, realizada em outubro.

   O que tem causado toda a inflamação do setor universitário é o aumento do número de cursos de graduação e pós-graduação em atuação no Brasil, desde o final da década passada. Dentro desse mercado, a Massangana precisa saber atuar como peixe grande.

   Durante um bom tempo, a editora precisou conviver com um duplo RG. Era a editora da Fundação Joaquim Nabuco, sim, e também, para alguns, tomada por uma gráfica. “Essa coisa de gráfica ocorria muito por parte de alguns funcionários da Fundaj, que imprimiam aqui seus cartões de visita, por exemplo. Mas isso não é o papel de uma editora”, declarou o jornalista Mario Hélio, há um ano e meio à frente da direção da Massangana.

   REVISTA – Um bom ‘cartão de visita’ dessa nova fase – agora não mais de apresentação de terceiros, mas da própria Massangana – foi entregue ao Recife semana passada: a revista da editora, que também lhe empresta título, foi lançada em uma cerimônia especial durante o II Festival Recifense de Literatura, na última quinta-feira. De projeto gráfico ambicioso, a publicação terá periodicidade semestral (com chance de passar a ser trimestral) e será vendida nas livrarias por R$ 20.

   “Essa publicação faz um devido apanhado do que nós estamos tentando emplacar aqui na Massangana. Queremos fazer uma revista que seja acessível para o público em geral, com um capricho para não fazer feio em nenhuma outra parte do Brasil”, explicou Mario Hélio.

   Massangana não é o único projeto de revista na mira da editora. Ela irá reformular o periódico Ciência e Trópico, voltado ao público acadêmico. “Ciência e Trópico é uma publicação tradicional da Fundação Joaquim Nabuco, que não costumava sair com a sua periodicidade acertada. Agora, nós iremos reformulá-la para ser de novo apresentada ao seu público”, previu o editor.

   CLÁSSICOS NA MIRA – De acordo com Mario Hélio, a dificuldade da Massangana não é de encontrar bons títulos para editar, é sim de como realizar e distribuí-los de uma forma eficaz. “Um livro não pode morrer no dia do lançamento, como acreditam - e fazem - algumas pessoas. É um trabalho bastante complexo. No nosso caso, temos de ter uma direção que acredita na importância da função da editora, o que está ocorrendo atualmente com a Massangana, apesar dos poucos e precários recursos disponíveis.”

   “Além disso, é necessário um bom trabalho de divulgação. O livro precisa aparecer nos jornais, nas revistas, na vitrine. Para isso, é necessário que ele tenha um bom projeto gráfico. Nos dias de hoje, ninguém vai querer expor um trabalho de pouca qualidade na sua vitrine. As editoras universitárias, atualmente, estão com uma preocupação muito grande com a apresentação de seus títulos. Pernambuco é um Estado que, mesmo tendo gráficas com recursos de ponta, ainda não tem consciência do que é fazer um livro. Um processo muito diferente da feitura de um convite ou de um folder, por exemplo”, completou Mario Hélio.

   De acordo com uma pesquisa realizada pela CBL (Câmara Brasileira do Livro), de cada 10 livros vendidos no Brasil, seis são decididos no local da compra - em muito pela boa localização do produto. O capricho do primeiro número da revista da Massangana aponta como a editora está atenta a esses números.

   Para 2005, estão nos planos da Massangana o projeto de reeditar grandes clássicos da literatura pernambucana fora de catálogo, além de digitalizar todo o seu acervo. Ainda para o próximo ano, Mario Hélio negocia o início da publicação dos títulos do patrono da Fundaj, Joaquim Nabuco. “É importante que a Fundaj tenha em seu acervo todos os livros de Joaquim Nabuco devidamente editados”, finalizou.

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Percursos de Graciliano Ramos levam à literatura e ao Sertão
Publicado em 22.08.2004

Museu do Homem do Nordeste inaugura exposição sobre o romancista alagoano contendo objetos pessoais

OLÍVIA MINDÊLO

   “A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso. A palavra foi feita para dizer (...)”. Curta e precisa, a frase do escritor Graciliano Ramos, dita em 1948, resume bem o que foi a sua própria literatura, sempre empenhada em fazer do texto enxuto uma arte incansável. Não é à toa que o dito, representando uma metáfora de sua obra, foi escolhido para ser a porta de entrada, num painel gigante, da exposição biográfica O Chão de Graciliano, que a Fundação Joaquim Nabuco inaugura amanhã, no Museu do Homem do Nordeste.

   A mostra está cotada para ser o evento principal do IX Festival do Folclore, que tem abertura amanhã, com a palestra do escritor Ariano Suassuna, e segue com programação temática focada na obra do alagoano, ao longo desta semana (veja matéria ao lado). Com curadoria do jornalista Audálio Dantas, conterrâneo do modernista, a exposição é um passeio visual sobre as obras e os momentos simbólicos da vida de Graciliano, como homem político, literário e principalmente preocupado em recontar o mundo árido do Sertão nordestino, através de uma visão universal.

   Na exposição, é possível ver de perto fotografias de várias fases do escritor, documentos originais, escritos com a letra dele e as primeiras edições originais de Caetés (1933), São Bernardo (1934), Angústia (1936), Vidas Secas (1938) e Infância (1945), considerados os mais representativos do autor. Emprestados principalmente dos acervos do Instituto de Estudos Brasileiros da Universidade de São Paulo (IEB-USP) e do Museu Casa de Graciliano (AL), os objetos narram as trajetórias do escritor, falecido em 1953, aos 61 anos.

   Um dos destaques é a instalação construída com desenho feito por Marcelo Grassman para ilustrar as páginas de Angústia. A imagem, que remete à figura de Graciliano, se encontra no chão rodeada por uma jaula de grades semi-abertas, de aproximadamente dois metros. “A idéia é mostrar a metáfora da angústia do ser humano e da prisão da própria pessoa, retratada por ele”, explica o cenógrafo da mostra Jeferson Duarte, que tem acompanhado o curador nas quatro cidades por onde a mostra já itinerou (São Paulo, Maceió, Araraquara e Fortaleza). Para Jeferson, o grande desafio foi “mostrar o quão ressecada e árida era a escrita de Graciliano”. Pedras, cordas e gravetos foram os principais elementos escolhidos por ele para compor o cenário.

   De acordo com Audálio, a exposição se foca na experiência de Graciliano ainda pré-adolescente em Buíque (PE), onde, segundo conta, “se descobriu como ser e do ser para a descoberta dolorosa do mundo que o cercava”. Além da exposição, um ensaio de fotos tiradas por Tiago Santana nas terras por onde passou o escritor pode ser vista no saguão do museu.

JC Online)


Ariano Suassuna abre atividades da Semana do Folclore
Publicado em 22.08.2004

   O escritor Ariano Suassuna foi o escolhido para abrir amanhã a programação do IX Festival do Folclore da Fundação Joaquim Nabuco, que se estende até a próxima quinta-feira (26), com atividades educativas, reflexivas e lúdicas que têm como enfoque temático a obra do modernista Graciliano Ramos.

   Em se tratando de um evento comemorativo à produção artístico-cultural nordestina, nada mais apropriado do que a presença do dramaturgo, poeta e regionalista ferrenho Ariano, que como Graciliano, bebeu na fonte da cultura popular para criar seus personagens com o mesmo vigor revolucionário. E é para falar deste universo que o une ao alagoano que Ariano Suassuna irá amanhã ao auditório Benício Dias, no Museu do Homem do Nordeste, para dar a palestra A Cultura Popular no Chão de Graciliano, com início às 9h30, aberta ao público.

   Para o jornalista alagoano Audálio Dantas, trazer a exposição O Chão de Graciliano para Pernambuco, Estado representativo na obra do autor, já vale só pela presença de Ariano Suassuna, pelo qual tem enorme admiração.

   Ao longo da semana, oficinas de arte, feira de artesanato e debates acompanharão a mostra, que vai até o dia 22 de setembro.

JC Online)


Festival encerra-se com autógrafos e música
Publicado em 22.08.2004

Grupo Femmouzes apresenta no Armazém 12 uma versão francesa para a embolada

   É encerrado hoje o II Festival Recifense de Literatura. Quem coloca um ponto final no evento é a dupla francesa Femmouzes, que se apresenta, a partir das 20h, no Armazém 12. O som da dupla é cheio de peculiaridades, promovendo uma versão em francês da nossa tradicional embolada – uma boa prova de que o melhor caminho para a difusão da cultura é a mistura. No repertório das gringas, passam nomes como o do cantor Alceu Valença. Além da Femmouzes, estará presente no encerramento o Coral Canto da Boca, da Universidade Federal de Pernambuco.

   No Armazém 12, onde está sendo realizada a feira de livros, ocorre um dia com intensa programação de autógrafos e de conversas entre público e escritores. Às 15h, a professora do departamento de letras da UFPE, Nelly Carvalho, comenta o seu livro Pensar e Escrever - Texto Jornal, com o público. Em seguida é a vez de Maria José Luna que irá apresentar o seu Redação no Vestibular: A Elipse e a Textualidade. Dois eventos que irão despertar o interesse de alunos da área de ciências humanas.

   Em seguida, é a vez da poesia dar a tônica do evento. Participam o poeta Flávio Chaves, comentando o seu livro Memorial da Distância, e Guilherme Carrera e o seu Diretrizes. O Festival de Literatura também irá abrir lugar para a reportagem. A dupla de jornalistas Ângela Belford e Jamildo Melo, do equipe do JC, comenta e autografa com o público, às 17h, o seu livro O Brasil a Ver Navios. O livro foi fruto de uma reportagem em que os dois flagraram a situação crítica dos portos brasileiros.

   Às 19h, ocorre o lançamento do livro mais recente do selo Identidade, Imagem Passa Palavra. Nele, escritores criaram seus textos a partir de imagens feitas especialmente para o projeto. A obra promove um intercâmbio entre artistas brasileiros e africanos. Daqui do Recife, há a participação de Luzilá Gonçalves Ferreira, Everardo Norões, José Cláudio, Esman Dias, Deborah Brennand, Gilvan Samico e Beth Gouveia.

   O último dia do evento não ficará restrito à programação do Armazém 12. No Largo do Mercado da Encruzilhada, o Mercado Multicultural traz barracas com artesãos e apresentações poético-musicais, durante todo o dia.

JC Online)

Com relação a este tema, saiba mais (arquivo NordesteWeb)


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