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Coreógrafa Mônica Japiassú é homenageada em festival

28/08/2004

 

 

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Secretaria de Cultura divulga a programação do Festival de Dança do Recife, que ocorre de 1º a 5 de setembro

OLÍVIA MINDÊLO

   Os aficionados pela dança como forma de arte e espetáculo para os olhos têm bons motivos para sair de casa a partir da quarta-feira. Foi anunciada ontem, no Teatro Apolo-Hermilo, a nona edição do Festival de Dança do Recife, que traz uma maratona de apresentações à cidade, do dia 1º a 5 de setembro, nos teatros Santa Isabel, Apolo, Parque, Hermilo e Barreto Júnior, além de espetáculos abertos no Pátio de São Pedro, do Carmo e na Praça do Arsenal.

   Este ano o festival homenageia a coreógrafa e professora de dança Mônica Japiassú, nome cujo trabalho tem marcas na formação de bailarinos e na construção de uma identidade da coreografia moderna no Recife. A atuação de Mônica, afastada da dança há dez anos, será lembrada ao longo do evento, numa exposição de fotografias no Santa Isabel, com os momentos marcantes de sua carreira.

   Na noite de abertura, a bailarina será prestigiada com uma série de homenagens que o Recordança, grupo de pesquisa e memória, está preparando para a ocasião. Uma montagem de fotos sobre a história artística de Mônica será mostrada em vídeo. “Não há imagens filmadas da carreira dela, apenas fotos. Queremos que a sua atuação fique na memória local e repercuta nas futuras gerações”, explicou Valéria Vicente, do Recordança.

   Para Mônica Japiassú, que tem se dedicado a dar aulas de Pilates (método de alongamento corporal que implementou na cidade), a notícia da homenagem soou como uma surpresa e até um certo estranhamento. “Estou desligada da dança há dez anos. Passei muitos anos me esforçando e o retorno era quase nada, porque não tive muita ajuda financeira. Agora é muito gratificante ter essa resposta”, disse.

   Natural de São Paulo, Mônica chegou ao Recife na década de 70, quando começou a ensinar balé. Mas é nos anos 80 que sua carreira de coreógrafa desponta, com a montagem de espetáculos da Associação de Dança do Recife, que ajudou a fundar.

JC Online)


Festival de Dança
Confira a programação dos teatros
 

Teatro Santa Isabel
Dia Hora Espetáculo
Quarta, 1º 21h Empresta-me teus olhos - Quasar CIA de Dança(GO)
Quinta, 2 21h Somtir (SP/PE) - Ana Catarina Viera e Ângelo Madureira
O samba do Crioulo Doido – Luiz de Abreu (SP)
Sexta, 3 21h Olympia – Vera Matero (POR)
SKR Procedimento 01 – Grupo Cena 11 (SC)
Sábado, 4 21h Herman Schmerman e Slingerland – DeAnima Ballet Contemporâneo (RJ)
SKR Procedimento 01 – Grupo Cena 11 (SC)

 

Teatro Apolo
Dia Hora Espetáculo
Quinta, 2 17h30 Mostra de vídeos do Rumos Dança – Itaú Cultural
18h30 Cercados – Vias da Dança (PE)
Sexta, 3 17h30 Mostra de vídeos do Rumos Dança – Itaú Cultural
18h30 Contrastes – Compassos Cia. de Danças (PE)
Sábado, 4 22h Performances: Uma Misteriosa Coisa, disse E.E. Cummings e Talvez Ela Pudesse Dançar Primeiro e Pensar Depois – Vera Mantero (POR)

 

Teatro Hermilo Borba Filho
Dia Hora Espetáculo
Quarta, 1º 18h O Solo do Outro - Centro Apolo Hermilo
Para o Meu Silêncio - Kleber Lourenço (PE)
Rox, Xox, Fox... - José W. Júnior (PE)
Conto - Isabel Ferreira (PE)
Conversa pública com Roberto Pereira (RJ)
Quinta, 2 23h Satélites - Roberto Ramos/D.A.M (SP)
Sexta, 3 22h30 Deslocado/Relocado - Projeto Dança Amorfa (RJ/PE)
23h O Banho - Marta Soares (SP)
Domingo, 5 10h Avaliação do 9º Festival de Dança do Recife

 

Teatro do Parque
Dia Hora Espetáculo
Quinta, 2 19h Empresta-me Teus Olhos – Quasar Cia de Dança (G0)
Sexta, 3 19h Concerto – Stúdio de Danças (PE)
A Tarde do Fauno – DeAnima Ballet Contemporâneo
Somtir – Ana Catarina Vieira / Ângelo Madureira (SP / PE)
Sábado, 4 19h Forever – Icógnum Cia. de Dança (PE)
Siga – Trupp Cia de Dança (PE)
Mildred Mildred – Dupla de Dança Ikswalsinats (RJ)

 

Teatro Barreto Júnior
Dia Hora Espetáculo
Quinta, 2 17h Ebulição - Escola de Frevo Maestro Fernando Borges (PE)
Escamillo - Stúdio de Danças (PE)
Andaluza – Cia. de La Luna (PE)
La Fille Mal Gardée - Academia Fátima Freitas (PE)
Sexta, 3 17h Rox, Xox, Fox... - José W. Júnior (PE)
Mildred Mildred - Dupla de Dança Ikswalsinats (RJ)
Sábado, 4 17h Siga - Trupp Cia de Dança (PE);
Deslocado/ Relocado - Projeto de Dança Amorfa (RJ/PE)
Estados de Densidade - Roberto Ramos / D.A.M (SP)


Festival de Dança
Veja a programação de espetáculos de Rua

Pátio do Carmo
Dia Hora Espetáculo
Quarta, 1º 12h Dançando nas Alturas - Cia de Danças Populares de Tuparetama (PE)
Sexta, 3 17h As Visagens de Quaderna ao Sol do Reino Encoberto- Grupo Grial de Dança (PE)

 

Praça do Arsenal
Dia Hora Espetáculo
Sexta, 3 22h Dançando nas Alturas - Cia de Dança Populares de Tuparetama
Sábado, 4 22h As Visagens de Quaderna ao Sol do Reino Encoberto- Grupo Grial de Dança (PE)

 

Pátio de São Pedro
Dia Hora Espetáculo
Domingo, 5 18h Postais do Recife – Grupo experimental (PE)

JC Online)


Dança contemporânea em cena

Festival vai ocupar teatros e espaços públicos da cidade com espetáculos de grandes companhia nacionais e locais

Tatiana Meira
Da equipe do DIARIO

    Mais amadurecido e consolidando a proposta de avançar na qualidade da programação, o 9º Festival de Dança do Recife, que começa na próxima quarta-feira, irá movimentar cinco teatros municipais e três espaços públicos do Recife. O festival tem tudo para ir além de uma maratona coreográfica. Com convidados locais e nacionais, alguns de projeção internacional, o evento consegue trazer ao Recife espetáculos recentes de grandes companhias, a preços populares. A curadoria dos espetáculos ficou sob a responsabilidade de Luís Reis, José Manoel e Arnaldo Siqueira.

   "Fizemos a opção pela boa dança. Uma das marcas disso é a presença de quatro companhias da cidade com espetáculos inteiros", destaca Adriana Faria, coordenadora geral do festival. Ela se refere aos grupos Compassos, Grial, Vias da Dança e Experimental, esta última estreando um novo trabalho, Postais do Recife. Para João Roberto Peixe, secretário municipal de Cultura, a melhor definição do perfil do festival é fundamental para a renovação de público e paraaguçar a sensibilidade dos espectadores.

   Além dos pernambucanos, o evento vale a pena pela participação de grupos como a Quasar Cia de Dança, de Goiás, com a apresentação de sua mais nova cria, Empresta-me teus Olhos, na noite de abertura. O Cena 11, de Santa Catarina, considera a mais antenada das companhias contemporâneas, é inédito por aqui. O DeAnima Ballet, do Rio de Janeiro, é outra atração aguardada. Eles mostram duas coreografias de William Forsythe, do Balé de Frankfurt, sob a perspectiva de desconstrução da dança.

   A performer Vera Mantero, de Portugal, é a única atração de outro País. Considerada uma das principais representantes da chamada nova dança portuguesa, Vera, que é ex-bailarina do Balé Gulbenkian, fará o solo Olympia. Neste sentido da experimentação com o próprio corpo, promete dividir opiniões a instalação/performance O Banho, com Marta Soares.

   Ela é uma das artistas que integrou o programa Rumos Dança, do Itaú Cultural, em março deste ano. Além de Marta, estiveram no Rumos e também estão na agenda do festival Ângelo Madureira, o Peu, e Ana Catarina Vieira, com Somtir, que dá uma nova roupagem à dança popular e O Samba do Crioulo Doido, com Luiz de Abreu, do Rio de Janeiro, numa crítica de arrepiar à visão estereotipada que se tem do Brasil no exterior. E mais dois vídeos: Transobjeto e Ajuntamento. Para avaliar o festival, foi convidado o crítico de dança Roberto Pereira.

   Homenagem - Este ano, o evento homenageia a coreógrafa e professora Mônica Japiassú. Nascida em São Paulo, Mônica mora em Pernambuco há mais de três décadas e sempre esteve em contato com a dança e o corpo, já que atualmente dá aulas de Pilates. "Para fazer coreografias é preciso duas coisas: talento e conhecimento técnico e cultural. A dança exprime o momento histórico em que vivemos e evidentemente ter talento ajuda bastante", defende Mônica, que ganha mostra de fotografias no Santa Isabel, organizada pelo RecorDança.

Serviço

9º Festival de Dança do Recife
Onde: Teatros de Santa Isabel, do Parque, Hermilo Borba Filho e Barreto Júnior. Pátios do Carmo, de São Pedro e Praça do Arsenal
Quando: De 1 a 5 de setembro
Quanto: R$ 1,00 (teatros Parque e Barreto Jr) e R$ 5,00 (Santa Isabel, Apolo e Hermilo)
Informações: 3224.1114/ 3424.5429

Entrada franca.

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RecorDança convida ao debate

   O projeto RecorDança retoma suas atividades a partir deste sábado. A idéia é fazer, ao final de cada mês, uma sessão de vídeo seguida de debates com agentes culturais e coreógrafos atuantes em Pernambuco, para analisar temas relacionados ao universo da dança. O primeiro momento será hoje, das 15h às 18h, na sala Lula Cardoso Ayres, da Fundação Joaquim Nabuco, do Derby, para tratar da formação da dança contemporânea no Recife.

   Outra novidade do RecorDança é o segundo módulo do grupo de estudos, com reuniões que voltam a acontecer às segundas-feiras, das 19h às 21h, também na Fundaj do Derby. O objetivo é discutir textos teóricos sobre o corpo nas artes, com atenção maior para a dança e o teatro. O grupo Corpo En-Cena vem se reunindo desde fevereiro deste ano e está preparando artigos que serão reunidos em livro.

   "No grupo de estudos estaremos mais voltados para a análise de espetáculos, mostrando também vídeos do Itaú Cultural", adianta Valéria Vicente, bailarina e pesquisadora do Recordança.

   Fundada em 1988, por Airton Tenório, a Cia dos Homens foi a pioneira a utilizar a linguagem contemporânea nos palcos recifenses. Entre os espetáculos realizados, se destacam alguns sobre a sociedade e as angústias do homem contemporâneo, como Na Cor Lilás ou Morrer de Amor, de 1989, sobre a AIDS. Continua em ação hoje, com outro elenco e sob a direção da coreógrafa Cláudia São Bento. (T.M.)

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Com relação a este tema, saiba mais (arquivo NordesteWeb)


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