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Recife in Rio

07/09/2004

Comadre Fulozinha


Bruno Porto

China, Mombojó, mundo livre s/a e Comadre Fulozinha: invasão de bandas pernambucanas na Lapa

   A Lapa está prestes a ser invadida por Pernambuco. Quatro nomes de Recife vão se apresentar no reduto boêmio nos próximos dias. Na sexta-feira, acontece no Circo Voador a segunda edição do Recicle, com shows das meninas do Comadre Fulozinha e os veteranos do mundo livre s/a. No sábado e no domingo, China e Mombojó levam seu pós-mangue beat para o vizinho Teatro Odisséia.

   Liderado pela cantora e percussionista Karina Buhr e criado em 1997, o Comadre Fulozinha mistura coco, maracatu, ciranda, xote e outros ritmos. O repertório do show vai ser baseado no segundo disco do grupo, o elogiado “Tocar na banda”. O Comadre ainda conta com Moema Macêdo (bandolim, cavaquinho e violão), Maíra Macêdo (percussão fina e e sax), Aishá (percussão) e Kássia Pajeú (percussão). Karina diz que não vê a hora de subir no palco do Circo.

   — Desde pequena eu ouço as pessoas falarem do Circo Voador de um jeito especial — conta ela, que acha que o fato de várias bandas pernambucanas terem lançado CD num espaço curto de tempo aumentou o interesse dos cariocas pela cena de Recife.

   Expoente da primeira geração do movimento mangue beat, o mundo livre s/a vai fazer o último show no Rio da turnê do seu CD mais recente, o politizado “O outro mundo de Manuela Rosário”. Formada por Fred Zeroquatro (voz, cavaquinho e guitarra), Bactéria Maresia (guitarra e teclado), Junior Areia (baixo), Xef Tony (bateria) e Gilsinho (percussão), a banda também vai tocar sucessos antigos como “Meu esquema” e “Samba esquema noise”.

   Ex-integrante da Orquestra Santa Massa (que acompanha o DJ Dolores) e hoje no F.U.R.T.O. (banda nova de Marcelo Yuka), Mister Jam bota a galera para dançar no intervalo dos shows com uma seleção de funks da década de 70 e dubs. O Comadre Fulozinha abre a noite às 23h. Os ingressos custam R$ 24 e R$ 12 (com carteirinha).

   O repertório dos shows de China e do Mombojó não vai ficar restrito aos seus ótimos primeiros discos, “Um só” e “Nadadenovo”, respectivamente. O ex-vocalista do Sheik Tosado e o septeto criaram em Recife um projeto chamado Del Rey, dedicado a reler clássicos de Roberto Carlos. Algumas das covers do projeto vão entrar nas apresentações do Teatro Odisséia.

   — O Del Rey é uma espécie de Orquestra Imperial de Recife — compara China.

   Formam o Mombojó Felipe S (voz), Marcelo Machado (guitarra), Vicente Machado (bateria), Samuel (baixo), Chiquinho (teclado e sampler), Rafa (flauta) e Marcelo Campello (violão, cavaquinho e escaleta). O show de sábado está programado para 22h30m. O de domingo, para 21h30m. Os ingressos custam R$ 15.

O Globo)

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