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24/09/2004
Até o dia 3 de outubro acontece no Centro Cultural Banco do Brasil em Brasília a mostra "Nelson Rodrigues e o Cinema: Traduções-Traições", com filmes inspirados na obra do dramaturgo pernambucano, outros adaptados da sua obra e longas que inspiraram o escritor. O evento, organizado pelo crítico Ismail Xavier e o cineasta Eugênio Puppo, já passou pelo Rio, onde ficou de 7 a 19 de setembro. Dos filmes inspirados na obra de Nelson Rodrigues, são exibidos "O Bandido da Luz Vermelha (1969), de Rogério Sganzerla, e "Tudo Bem" (1978), de Arnaldo Jabor. Rodrigues foi responsável pela reformulação do teatro brasileiro ao introduzir em suas peças elementos de linguagem mais próximos ao cinema, como recursos visuais e sonoros. Assim, sua obra atraiu diversos cineastas, o que fez de Rodrigues o mais filmado escritor brasileiro. Entre as adaptações de Rodrigues para o cinema estão "O Meu Destino É Pecar" (1952), de Manuel Pelufo; "Boca de Ouro" (1962), de Nelson Pereira dos Santos; "Engraçadinha" (1981), de Haroldo Marinho Barbosa; "O Beijo" (1965), de Flávio Tambellini; "A Falecida" (1965), de Leon Hirszman; "Toda Nudez Será Castigada" (1973) e "O Casamento" (1975), ambos de Arnaldo Jabor; "Os Sete Gatinhos" (1980), de Neville D'Almeida, entre outros. O destaque desse grupo fica com "A Serpente" (1980-2), de Alberto Magno, que nunca havia sido lançado oficialmente. Longas como "O Segredo da Porta Fechada" (1948), de Fritz Lang, e "Os Amantes" (1958), de Louis Malle, também estão na mostra como filmes que influenciaram a obra de Nelson Rodrigues. No dia 1º de outubro, Ismail Xavier discute a presença do dramaturgo no cinema, logo após a exibidção de "Engraçadinha Depois dos Trinta" (1966), de J.B. Tanko. (© UOL Cinema)
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