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Durante uma semana, caravana dita ritmo das comemorações do Ano do
Brasil na França Em setembro, CDs de músicos pernambucanos serão destaque nas vitrines e gôndolas das principais lojas de discos, enquanto a música pernambucana será programada no horário nobre das emissoras de rádio. Isto não acontece no Recife, mas em Paris, onde a cultura de Pernambuco terá uma semana de destaque na programação do Ano do Brasil na França. O privilégio não ficará limitado à música. Será estendido a outras manifestações culturais do Estado – artesanato, cinema e artes plásticas. A curadoria da Fundarpe para o Ano do Brasil na França pautou-se pela celebrada diversidade cultural do Estado, com ênfase para a música que, inegavelmente, desde os anos 90 tem-se mostrado de uma reconhecida exuberância criativa, que vem sendo exportada para a Europa, principalmente, onde Lenine, Silvério Pessoa, Siba e a Fuloresta, Cordel do Fogo Encantado já têm público certo e sabido. De 6 a 12 de setembro, o velho prédio do Carreau du Temple, um dos mais importantes centros culturais da capital francesa, abrigará a Semana de Pernambuco, encerrando uma programação iniciada em julho. Antigo mercado no bairro Le Marrais, o Carreau du Temple (que se assemelha em arquitetura ao Mercado de São José) tem 2,4 mil metros quadrados de área, com capacidade para 2,5 mil pessoas. Na realidade, é um complexo cultural, dotado de dois auditórios, um deles de 1,2 mil lugares, 800 m², divididos em dois andares, são preenchidos com galerias de arte (onde serão expostas obras do gravurista Gilvan Samico, esculturas de Marcelo Silveira, e instalações de José Patrício). A investida pernambucana na França será complementada com o lançamento, no dia 7, da coletânea New brazilian music: Pernambuco/La nouvelle musique brasillienne: Pernambuco, uma parceria entre a Fundarpe e a gravadora Trama (será também lançado, dia 9, em Londres, com shows de Nação Zumbi, Otto e DJ Dolores e Caju & Castanha). O lançamento do CD acontecerá em uma das lojas da rede Fnac. As duas mais importantes redes de lojas francesa de discos, a citada Fnac e a Virgin, durante uma semana, darão destaque especial aos artistas pernambucanos, cuja música será focalizada em programas das rádios Latina e Nova (a primeira apresentará, por dois domingos, especiais de meia hora com a música de Pernambuco). A caravana musical não poderia ser mais eclética e abrangente. Vai do maracatu de baque virado (o Nação Porto Rico), à ciranda e cavalo-marinho da Mata Norte (Siba e a Fuloresta), da embolada (Caju & Castanha) ao repente (Ivanildo Vila Nova e Raimundo Caetano). Esta por sua vez fará dobradinha com o primo distante e moderno, o rap (de Zé Brown e Tiger, da Faces do Subúrbio), a geração emepebista dos anos 70 (Geraldo Azevedo e Alceu Valença) se unirá à geração do manguebeat (Eder ‘O’ Rocha, DJ Dolores, Otto, Nação Zumbi). Por sua vez, o forró, que ameaça virar dança da moda em Paris, será representado por Santanna e Cezinha do Acordeom. (© JC Online) Cinema também se projeta na França O cinema pernambucano tem driblado com classe a escassez de recursos e produzindo alguns dos melhores filmes do País desde os anos 90. A curadoria da Fundarpe levará para a França (e também à Inglaterra), uma seleção que abrange quatro décadas da filmografia do Estado.O mais antigo da mostra é Filme de percussão mercado adentro, do também romancista Fernando Monteiro. O curta de Monteiro é de 1976. De Fernando Spencer foi escolhido o documentário Dona Santa do Maracatu, de 1980. Obviamente não poderiam ficar de fora os elogiados longas, que retomaram a produção deste formato no Estado a partir de Baile perfumado, de 1997 (Lírio Ferreira e Paulo Caldas). Além deste, os franceses verão Amarelo manga (Cláudio Assis), Rap do pequeno príncipe contra as almas sebosas (Paulo Caldas e Marcelo Luna). Poucos cineastas e fases ficaram de fora, indo do superoitista Amin Stepple (que assina com Fernando Spencer a direção de História de amor em 16 quadros pro segundo), a Kátia Mesel (com Recife de dentro pra fora), Marcílio Brandão (Tejucupapo - Um filme sobre mulheres guerreira), Camilo Cavalcante (História da eternidade). Kleber Mendonça (Vinil verde), Hilton Lacerda e Clara Angélica (Simão Martiniano, o camelô do cinema) e Eric Laurence (com o premiadíssimo, em Gramado este ano, Entre paredes). (© JC Online) O Brasil ainda é um País-clichê Crítico Jaques Denis diz que os franceses ainda têm visão estereotipada e que o Ano do Brasil na França tem ajudado a mudar esta imagemO francês Jacques Denis é um entusiasta pela música brasileira em geral, e pela nordestina em particular. Crítico de música respeitado em seu país, ele escreve sobre o assunto para diversas revistas especializadas, como a Vibration e a edição francesa da Rolling Stone (nas quais tem comentado lançamentos de discos brasileiros). Jacques também produziu um programa para a Rádio France Internationnal, em parceria com o projeto Rumos do Itaú Cultural, no qual tocou músicas que dificilmente entrariam na programação de emissoras francesas: Coco Raízes de Arcoverde, Chico Correa Electronic Band e Barbatuques. Em dezembro do ano passado, ele esteve aqui para recolher material para uma extensa matéria que escreveu na Vibration sobre forró. Jacques Denis fez uma análise sobre a MPB no Ano do Brasil na França, especialmente para o JC. “Música e arquitetura, mas não a literatura, ocuparam um grande espaço durante este Ano do Brasil na França, que vem sendo um dos melhores embaixadores, mas ao mesmo tempo acompanhado dos piores clichês. A realidade é que aqui, para o público francês, a música brasileira é sinônimo de bossa nova e um pouco de samba. Antes deste verão, produtores franceses tentaram impor o forró como uma nova ‘lambada’, inclusive armando, junto com a organização do Ano do Brasil na França, uma viagem de jornalistas ao Nordeste. Mas não deu certo. Provavelmente porque não escolheram os artistas certos, preferiam nomes como a banda Rastapé. Mesmo assim aconteceram alguns forrós, que despertaram o interesse do francês pela música”, diz Denis. O crítico francês disse que ocorreu também um leve interesse pelo choro, em grande parte por causa do filme, Brasileirinho, de Aki Kaurismaki, que não é muito bom de imagem e cenários. “Melhor do que o filme são os relançamentos aqui de Ernesto Nazareth e Jacob do Bandolim, e shows e Hamilton de Hollanda e Yamandú Costa”. Ele ressalta ainda que houve alguns festivais que tiveram mais a ver com a música que realmente se faz no Brasil como que aconteceu no La Cité de la Musique, com Maria Rita, Marcelo D2, Riachão, Barbatuques, e outro em Toulouse chamado Rio Loco,em junho, que teve o Trio Madureira, Silvério Pessoa, Siba, e Hermeto Pascoal. “A França associa ainda o Brasil com futebol e samba, mas isto está mudando com o sucesso de Caetano Veloso, e mais recentemente de Lenine. Tom Zé hoje está mais conhecido na França, porém, neste verão, houve uma grande noite para ele no festival Jazz à Vienne, e sua arte não foi compreendida pela platéia. Acho que pelo fato de ele não ter apresentado muitos clichês àquele público”. Jaques Denis disse ainda que a seu ver, “a música brasileira é ainda coisa para poucos na França, o resto é clichê: bossa, não muito nova, drum‘n’bass redundante de São Paulo, o samba das escolas. Quem conhece Lula Queiroga ou Lucas Santana? Acho que só eu! Agora, para ser sincero, a estas alturas acho que a mídia francesa (TV, rádio, jornais) começa a ficar um pouco cansada de Brasil, porque foi exposta a muita coisa durante um período muito curto. Assim penso que não haverá muita diferença em 2006 para o artista brasileiro na França. Lenine ainda toca em algumas rádios, mas para Silvério Pessoa ou Nação Zumbi continuará muito difícil entrar na programação das FMS.” (© JC Online) Ivanildo Vila Nova enfrenta rappers com quadrão perguntado Esta é a segunda vez que o repentista Ivanildo Vila Nova cruza o Atlântico para improvisar na Europa. Ele já passou um mês inteiro na França, Itália e Bélgica, há dois anos, uma experiência que, segundo ele, enriqueceu sua arte, “Você vai vendo que tem muita coisa parecida com o que se faz no Brasil em termos de improvisos. No sul da França eles têm uma música que é muito semelhante à embolada. Na Itália, também existe uma forma de improviso parecida com a cantoria”, diz Vila Nova.Semana que vem, ele repetirá o que já fez no Rio, no ano passado, quando, num encontro promovido pelo Jornal do Brasil, mediu forças na arte do improviso com o rapper Bnegão. Em Paris, Ivanildo Vila Nova fará apresentações com os rappers pernambucanos Zé Brown e Tiger (do Faces do Subúrbio): “Não sei como será, mas no Rio a experiência foi muito mais da nossa parte, não vi muita coisa da parte de Bnegão”. Vila Nova acha que, na métrica, o rap é muito pobre: “É sempre duas linhas com rimas iguais, contando uma história. Neste ponto de vista, é mais pobre do que, por exemplo, a embolada”. O autor de Nordeste independente adianta que vai tentar fazer os rappers sairem das duas linhas: “Tem muitas modalidades da cantoria que não dão certo com o rap. Vou ver se consigo fazer com eles um quadrão perguntado ou um mourão voltado (cantam-se com perguntas e respostas). As outras modalidades acho que não há possibilidade de fazer. Mas vamos encontrar um meio termo, tenho certeza”. No entanto, o caruruense (considerado o maior repentista vivo), acredita que o desafio francês com os dois rappers pernambucanos pode ser diferente e mais rico do que foi feito com o carioca Bnegão: “Os meninos daqui, por serem nordestinos, têm mais condições de improvisar, já que conhecem cantoria de viola, embolada, estão mais acostumados com a arte do improviso”. (J.T.) (© JC Online) Mostra de cordel em Marselha e Paris Enquanto acontece a mostra de cultura pernambucana no dia 7, na Bibliothèque Alcazar, em Marselha, começa a mostra O universo da literatura de cordel, que em seguida vai para Toulon e Paris, e no começo do ano que vem chega ao Brasil.Assinado pela pesquisadora Andrea Lago, da produtora Vide o Verso, a mostra apresenta uma visão panorâmica da literatura popular em versos e xilogravura. Ao mesmo tempo, faz uma ponte com as origens do cordel, entre as quais a littérature de colportagem, da cultura medieval da França, transposta para o Brasil não apenas no formato dos versos, como nos temas clássicos do cordel, como Carlos Magno e os Doze Pares de França. O homenageado do evento será o xilógrafo e cordelista José Francisco Borges, ou J. Borges, que estará presente à mostra. Além de Borges, irão também os cordelistas e xilógrafos Ivan Borges e Marcelo Soares, que darão oficinas de xilogravura ao público. Inspirada na obra de J.Borges, bonecos em tamanho natural e painéis em tecidos rústicos ilustrarão a mostra levando aos franceses um universo totalmente novo para eles. Deste universo não poderiam faltar os mitos nordestinos: Padre Cícero, Lampião, vaqueiros encourados, a caatinga, romeiros, e cantadores. Patrícia Palumbo assina a trilha sonora da exposição, que foi desenvolvida visando cada ambiente expositivo através de pesquisa entre cantadores nordestinos, violeiros, repentistas e músicos contemporâneos, de forma que fosse contemplada toda a diversidade musical do Nordeste. Além disso, temas importantes de nossa MPB que tiveram sua inspiração nas histórias ou na métrica do cordel também compõem a trilha sonora. A exposição terá ateliês de poesia e xilogravura, nos quais um grupo de pessoas será incentivada a traduzir textos dos cordéis, orientados pelo poeta francês Pascal Poyet. J.BORGES – O pernambucano de Bezerros, que durante anos apresentou sua arte em praças públicas (como a Dom Vital, ao lado do mercado de São José), é considerado hoje um dos maiores gravadores do Brasil. Sua obra de cordel é parelha em quantidade com as xilogravuras. Premiado várias vezes, J.Borges já teve seu trabalho gráfico comparado a Picasso, por um crítico de arte do New York Times. Sem sair muito de Bezerros, a fama de J.Borges espalhou-se mundo afora, a ponto de ele ser convidado para ilustrar um relatório anual do centro David Rockfelller. A obra completa de J.Borges faz parte do catálogo da Biblioteca do Congresso, em Washington, considerada a maior do mundo. Sem deixar de trabalhar um único dia, perto de completar 70 anos, J.Borges, indiferente à fama, pode ser encontrado facilmente em sua oficina em Bezerros, onde estão as obras que foram expostas na França, Itália, Suíça e nos Estados Unidos, e as medalhas de Honra ao Mérito Cultural, ofertada pela Presidência da República do Brasil, e pela Unesco. Em meio a tudo isso, xilogravuras e folhetos de cordel, que ele continua produzindo e vendendo, a preços módicos, e dos quais tira o seu sustento (J.T.). (© JC Online) Programação Espaço Brasil MÚSICA
Dia 6 Siba e a Fuloresta do Samba, Caju e Castanha (auditório) Dia 7 Eder ‘O’ Rocha (auditório), DJ Dolores com participação de Pupilo e Toca Ogan (Nação Zumbi)
Dia 8 Ivanildo Vila Nova e Raimundo Caetano vs. Tiger e Brown (auditório), Geraldo Azevedo (palco central) Dia 9 Ivanildo Vila Nova e Raimundo Caetano vs. Tiger e Brown (auditório), Alceu Valença (palco central)
Dia 10 Maracatu Nação Porto Rico (atração de rua), Cezinha do Acordeom (auditório), 20h – Santanna (palco central)
Dia 11 Otto, Nação Zumbi (palco principal) (© JC Online) Agora é a vez de o Recife aplaudir
Com uma diferença de um ano e cinco meses, finalmente o público pernambucano tem a oportunidade de conferir, ao vivo, o show InCité, de seu conterrâneo, o compositor e intérprete Lenine. Gravado na Cité de la Musique (Paris, França) em 29 e 30 de abril de 2004 e título de CD e DVD homônimos, o espetáculo obedece ao mesmo formato do vídeo, que tem 21 músicas. A única apresentação ocorre hoje, no Teatro dos Guararapes, às 21h. “É exatamente igual ao que foi a apresentação em Paris”, avisa o cantor, em entrevista por telefone, do Rio de Janeiro. Ou quase. A partir deste ano, o repertório passou a contar com o acréscimo da canção Sob o mesmo céu, mais conhecida como o hino do Ano Brasil na França, composta por Lenine & Lula Queiroga por encomenda do Ministério da Cultura. Para o compositor, o show é uma adaptação do universo do que está no DVD. “No palco, ao vivo, há a química do instantâneo”, ressalva. O trabalho valeu a Lenine quatro troféus do 2º Prêmio TIM de Música, entregue no último dia 6 de julho, e duas indicações ao Grammy Latino, cuja cerimônia ocorre em 3 de novembro que vem, no Shrine Auditorium, em Los Angeles (EUA), que já foi palco do Oscar. “É o reconhecimento ao esforço de toda uma equipe. A gente sempre espera um reconhecimento como esse. Só não dá para esperar ganhar quatro prêmios”, diz. Outra diferença do que é mostrado no DVD para o que o espectador pernambucano vai ver no Teatro Guararapes, está na formação do grupo que acompanha o compositor. Em Paris, Lenine contou com a participação especial de dois parceiros recentes, a contrabaixista e vocalista cubana Yusa e o percussionista argentino Ramiro Musotto. Aqui, em vez dos estrangeiros, o músico pernambucano divide o palco com velhos companheiros de estrada – o guitarrista Junior Tostoi, com quem toca há seis anos, e o baterista Pantico Rocha, com quem trabalha há mais de 15 anos –, além do baixista Guila, que acompanha o autor desde que ele voltou ao Brasil após a gravação de InCité. O repertório conta com versões rearranjadas de temas já bastante conhecidos pelos fãs, como Caribenha nação/ Tuaregue e nagô (parcerias com Bráulio Tavares), Lá e lô e Olho de peixe, do álbum que tem este último título, lançado em 1993 por Lenine & Marcos Suzano, e Candeeiro encantado (com Paulo César Pinheiro) e O Marco Marciano (também com Bráulio), de seu primeiro disco solo, O dia em que faremos contato (1997). Há ainda canções como Paciência (parceria com Dudu Falcão), Relampiano (com Paulinho Moska) e Jack soul brasileiro, do CD Na pressão (1999), e Sonhei (com Bráulio e Ivan Santos) e Rosebud (O verbo e a verba) (com Lula Queiroga), ambas de Falange canibal (2002). As novidades ficam por conta das inéditas em gravação – até o InCité –, a exemplo de Ninguém faz idéia e Do it (ambas com Ivan), e Vivo e Todas elas juntas num só ser (ambas com Carlos Rennó). Em suas últimas passagens pelo Recife – no Carnaval deste ano, e no Palco Pernambuco, em 19 de maio, com Arnaldo Antunes e Gabriel, O Pensador –, não foi possível, segundo o artista, fazer o InCité por uma questão de custo. “Hoje em dia, levar um show para o Nordeste é muito caro. Somos obrigados a passar isso para o ingresso. Eu faço um grande esforço para cobrar o menos possível”, afirma o cantor, que faz sempre questão de ressaltar a importância dos patrocínios da Chesf (via Lei Rouanet) e do Governo de Pernambuco (via Funcultura) para a realização do projeto do CD e do DVD. Projeto que vem tendo grande aceitação de público por onde passa e cujo reconhecimento vai além dos prêmios que tem recebido ou para os quais tem sido indicado. No próximo mês, Lenine viaja mais uma vez (a quarta, só em 2005) para a Europa, onde fica pelos próximos três meses viajando por países cada vez menos óbvios no roteiro de um artista brasileiro, como a Polônia e a Macedônia. DIVERSIDADE – Tamanha atividade tem proporcionado a Lenine atuar em várias frentes dentro do campo da música, não se restringindo apenas a compor, gravar e fazer espetáculos. “Acabei de entregar dois discos que produzi, de Maria Rita e de Chico César”, conta. A ampliação de seu trabalho, proporciona contatos com os mais diversos artistas de várias partes do mundo. Em Portugal, tem uma parceria já consolidada com o cantor Pedro Abrunhosa, de cujo álbum Palco (2003), participa em duas faixas. A tecnologia digital é outra importante aliada. Sem sair do Rio de Janeiro, Lenine já gravou parceria, por exemplo, com o grupo Farlanders, da Ucrânia. Atualmente, ele já contabiliza parcerias nos lugares mais impensados do mundo, como Córsega, Ilhas Canárias e Madagascar. Portanto, aproveite essa passagem do artista pela cidade. Lenine está InCité, mas apenas por enquanto. (© JC Online) |
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